Curiosidades

Reforma Íntima

A umbanda exige reforma íntima do médium

Uma das frases mais tradicionais da nossa religião afirma: “Na Umbanda se entra pelo amor ou pela dor”.
Em que pese às diferentes interpretações que o texto possa induzir, o certo é que a Umbanda exige uma reforma íntima de todo o seu adepto. Seja um médium de trabalho ou apenas aquela pessoa que frequenta assiduamente um terreiro para um passe, a mudança é necessária.

Afinal, se no Astral as entidades de luz que nos escolheram para dar continuidade às suas missões, buscam a evolução, é natural que intercedam de forma favorável para que o seu aparelho, aqui na terra, também evolua. Do contrário, qual a razão para sermos escolhidos?

E, mesmo sem incorporar, você é agraciado com um passe, consulta, desobsessão ou qualquer outro trabalho magístico, uma razão evidente é a de que as entidades de luz também desejam seu crescimento espiritual.
Diante disso não adianta ficarmos apenas lamentando as chances perdidas, ou falta de sorte; ou pior ainda, justificarmos à ausência de nosso crescimento à falta de ajuda de nossas entidades. Ou dos mentores espirituais de determinado terreiro.

É necessário, o quanto antes, realizarmos uma auto-análise e buscarmos, com mais absoluta isenção, nossas falhas e defeitos, para tentarmos nos modificar. Não basta ficar aguardando o milagre cair dos céus, temos que modificar nosso comportamento, nossos pensamentos, nossas palavras, gestos e atitudes.
Somente com a reforma íntima poderemos evoluir espiritualmente e, conseqüentemente, de acordo com o nosso merecimento, evoluir materialmente também.

Portanto, deixemos de lado à vaidade, o orgulho, a inveja, o ódio, a intolerância, enfim, todos aqueles sentimentos inerentes ao ser humano, e passemos a valorizar o amor, a fraternidade, o respeito, a tolerância e a humildade.

Agindo dessa forma, certamente, estaremos na Umbanda pelo amor, e não pela dor.

REFORMA ÍNTIMA

Reformar é restituir ou restabelecer à organização primitiva. É o esforço que o ser humano faz para melhorar-se moralmente, voltar-se para a sua essência – o ser espiritual. Ou podemos falar em transformação, que é o ato ou efeito de transformar ou de ser transformado. É uma alteração, modificação ou uma mudança de uma forma em outra. Pode ser uma evolução ou mutação mais ou menos lenta de qualquer coisa. É a mudança no modo de ser de qualquer coisa. É a transformação de uma coisa sem prejuízo da essência. Assim, tanto a palavra transformação como reforma podem ser usadas quando nos referimos às mudanças comportamentais. É o processo de transformação contínuo, de autoanálise, da busca do conhecimento de nossa intimidade espiritual, libertando-nos de nossas imperfeições e permitindo-nos atingir o domínio de nós mesmos, de nossas paixões, de nossas emoções. Mudanças não bruscas nem radicais, mas sim conscientes, as quais visam retirar o Ser da materialidade comum, elevando-o aos mais altos planos, para que isso se reflita no aperfeiçoamento das instituições e da família.

Transformar :
Egoísmo………………………Generosidade
Orgulho……………………….Humildade
Ciúme………………………….Resignação
Agressividade………………Perdão
Maledicência………………..Caridade
Intolerância………………….Tolerância
Inveja…………………………..Sensatez

Reforma Íntima

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Curiosidades

Amarração na Umbanda

Vou começar esse texto falando do quanto me sinto incomodado e perplexo com a quantidade absurda de e-mail’s que recebo todos os dias com o assunto: “Amarração Amorosa”.

Aliás, fico mais perplexo ainda com a quantidade de anúncios de pessoas, se dizendo Umbandistas, que oferecem o tal trabalho de amarração.

Mas o que seria a tal amarração amorosa?

Quais os benefícios que ela pode trazer a quem pede uma?

A amarração funciona?

Vamos lá…

A amarração amorosa é algo que algumas pessoas dizem fazer para outras ficarem “apaixonadas”, ficarem “debaixo de seus pés”. É dito que se prende o espírito da pessoa desejada ao espírito da pessoa que deseja, para que assim possam ter um relacionamento amoroso eterno, feliz e cheio de cumplicidade.

Mas para quem busca uma amarração dessa forma, sinto muito dizer-lhes que isso não existe dentro da Umbanda. Só frisando que estamos falando de Umbanda, a Umbanda que é religião, a Umbanda que busca fazer a caridade, a Umbanda de Zambi, Oxalá, dos Orixás e Entidades de Luz.

A Umbanda prega e respeita o livre arbítrio das pessoas. Não cobra, não força, não induz ninguém a fazer ou caminhar por caminhos indesejáveis ou que vão contra a vontade de quem quer que seja.
Se a dita amarração é uma indução forçosa a alguém entregar sua alma e seu coração a outra, que por início não era de sua livre e espontânea vontade, então não faz parte da religião de Umbanda.

Sabendo-se que a Umbanda é uma Religião de Luz, de amor e caridade, inteiramente ligada a Deus, nosso Pai Maior, quer dizer que a amarração não faz ´parte dos preceitos de Deus, não fazendo parte dos preceitos de Deus, quer dizer que é o contrário do que chamamos de “fazer o bem”, portanto se é assim, a amarração amorosa, se caso existir alguma, é algo que estará fazendo o mal a pessoa na qual foi pedida para amarrar, se está fazendo o mal, como podemos chamar o sentimento da pessoa que pediu de “amor”?

Isso não é amor, não é carinho, não é paixão. É simplesmente um desejo de ter algo que não conquistou, um egoísmo sem limites, uma prepotência desumana e uma falta de amor próprio de grandes proporções.

Muitas vezes vemos uma pregação errônea de pessoas se dizendo serem ligadas a Umbanda, tentando induzir ou demonstrar que a amarração seja um sinônimo da religião. Essas pessoas colocam nomes de Entidades divinas de Luz em seus preceitos falsos e manipuladores para dar mais ênfase a suas mentirosas “magias de amarrações amorosas”.

É muito constante vermos os nomes de Entidades como Senhor Tranca Ruas ou a Pombo Gira Maria Padilha nessas colocações. Vemos falsas orações, vemos pedidos de trabalhos, entregas disso e daquilo, numa proporção grandiosa, sem limites, sem noção, sem nexo, e claro, sem a menor eficácia.

Friso que de forma nenhuma uma Entidade de Luz, seja ela um Preto Velho, um Caboclo, um Boiadeiro, um Erê, um Malandro, um Cigano, e muito menos um Exú e uma Pombo Gira iriam entregar a sua evolução, o
seu trabalho de caridade, o seu precioso tempo quebrando a regra da Umbanda, que é a de respeitar uma das coisas mais sagradas da Religião, que é o livre arbítrio das pessoas.

Portanto quando se é usado os nomes dessas Entidades nesses rituais sem cabimento e falsos, isso vem do ser humano, tanto vem do consulente, que está em desespero por ter  “perdido” uma pessoa que a sua prepotência insiste a dizer que é seu, ou vem de falsos espíritas e falsos Umbandistas que se utilizam desses artefatos e desses desesperos de ego dos consulentes para que assim os façam pagar grandes quantias em dinheiro, mesmo sabendo que de nada vai adiantar tal ação.

A palavra é “Amor Próprio”, vamos ser coerentes, se uma pessoa decidiu que ficar a seu lado como um companheiro não lhe traz felicidade, segurança, um caminho de luz, paz e amor, então porque tentar forçar?

Realmente é uma falta de amor próprio sem compreensão. Pois essas ditas amarrações nada vão adiantar no que podemos entender de relacionamentos, quanto mais se tenta fazer uma amarração, mais distante a pessoa em questão vai ficar de quem buscou esses artifícios.

Toda essa propaganda que infelizmente vemos em todos os cantos, com promessas de trazer seu amor em 7 ou 3 dias, de fazer seu amor voltar, de fazer sua paixão ficar a seus pés, entre todas as falácias que são ditas para enganar os consulentes, não existem dentro da Umbanda.

Exús e Pombo Giras não são adeptos a esses tipos de rituais. Os nomes dessas Entidades de Luz são usados sem o menor respeito para induzir aos consulentes com falta de amor próprio a entrar num caminho sem volta, com altos gastos em dinheiro e sem resultado algum, aliás apenas com resultados para os que prometeram fazer a tal amarração, o resultado de aumentarem seus ganhos econômicos com a inocência de consulentes de baixa alta estima.

É muito comum do consulente que vai pedir uma suposta amarração, ao ser induzido, enganado e cobrado por isso, voltar a pessoa que prometeu que a tal amarração funcionaria para dizer que fez tudo certo, que entregou tudo que foi pedido, que pagou a quantia que foi cobrada, dizendo que a tal amarração ainda não teria funcionado. E ai estaria a deixa do falso “mago das amarrações” a fazer com que o consulente acreditasse que ele seria impaciente demais e não estaria dando tempo para que a suposta “magia” funcionasse, ou que o caso seria mais grave que previsto e teria que reforçar a amarração. E assim os falsos “magos das amarrações” fazem novas listas de pedidos, novos trabalhos, novas entregas, usando desrespeitosamente nomes de novas Entidades de Luz, e claro, novas cobranças em dinheiro, para assim o seu dito amado volte ao convívio de um relacionamento falso e cheio de desamor, não respeitando o livre arbítrio de cada um de nós.

E tudo isso vira uma grande “bola de neve”. Seu amor não voltará, cada dia vai se distanciar mais, sua alta estima vai se afundando mais e mais, seu amor próprio vai para o fundo de um poço infinito, sua vida ficará cheia de espíritos sem luz, obsessores de todas as formas e graus, pois você, com essas falsas entregas, estará trazendo para junto de si essas cargas espirituais obscuras, alimentando Eguns, Kiumbas e Espíritos Zombeteiros.

A Umbanda Não Amarra Ninguém. E Quem Faz Isso Usando O Nome Da Umbanda Vai Pagar Da Mesma Forma Que A pessoa Que Pediu A Amarração.

Para finalizar gostaria de frisar só um detalhe que leio muito nos e-mail’s que recebo todos os dias com assunto “amarração”. Em muitos deles, sejam esses e-mail’s vindos de homens, mulheres ou qual for a opção sexual do consulente, vem frisado a seguinte questão:

“Meu ou minha parceiro(a) me abandonou, ou saiu de casa, porque o(a) amante dele(a) fez “macumba” ou “amarração” para que isso acontecesse.”

Não. Não foi por esse motivo que seu(sua) parceiro(a) abandonou esse relacionamento.

Busque dentro de sua consciência, deixe o ego de lado, reflita nessa colocação com o mínimo de coerência.

Ou o relacionamento já andava desgastado, ou o parceiro se encontrou em um novo tipo de relacionamento, ou a vida social, econômica ou a dois estavam com atribulações, e o casal não parou para expor os problemas, deixando assim a vida andar até o ponto que não tinha mais volta, ou simplesmente o amor acabou, ou a paixão cessou.

São vários motivos para que um relacionamento se finde, são muitos altos e baixos, são muitos caminhos, que muitas vezes não são só de flores.

E quando chega o limite, e infelizmente o relacionamento termina, mesmo que para uma das partes seja extremamente difícil entender, é muito mais simples dizer para as outras pessoas e para si mesmo que tudo aconteceu por “magia”, “amarração”, ou “macumba”. Não querendo demonstrar a real causa de um problema, que as vezes vem se arrastando por anos.

E acreditando que pode ser uma suposta amarração vinda de um(a) rival, vira presa fácil de falsos “amarradores de amor”, fazendo assim a tal “bola de neve” nascer e crescer.

Portanto, dentro da Umbanda, com seus Orixás, suas Entidades de Luz e nosso Pai Maior que é Zambi (Deus), não existe essa falta de amor próprio, não existe essa prepotência de ego, não existe amarração.

Umbanda Não Faz Amarração. Não Se Pode Tirar Um Dos Maiores Presentes Dados Por Deus. Livre Arbítrio!

“Fio, Se Amarração Fosse Coisa Boa, Não Teria Motivo Pro Amor Existir.
Quem Ama Respeita A Vontade Do Outro.” – Conselhos Da Vovó Cambinda.

Amarração na Umbanda não

Curiosidades

Gira de Exu não é “Casa da Mãe Joana”

Quando comecei a frequentar um Terreiro de Umbanda, não posso negar que encarava a Linha dos Exus e Pombagiras com alguma desconfiança e até receio. As imagens com chifres, capas negras e até nudez, os altares com bebidas alcóolicas e charutos e tudo aquilo que ouvimos por aí é muito marcante e causa-nos uma ideia inicial pouco positiva. Foi assim comigo e sei que é assim com muita gente.

Antes da minha primeira Gira de Exu eu estava bastante ansiosa, sem saber direito o que esperar. Será que as entidades incorporadas seriam assustadoras como as imagens? Será que fariam trabalhos de amarração e de magia negativa? Será que nessas Giras incentivam a vingança e outras posturas imorais? Eram essas e muitas perguntas que me passavam pela mente.

Passando pela primeira Gira de Exu e por outras Giras posteriormente, percebi que os mitos que as pessoas criam por aí são absurdamente falsos. Vamos a eles (os mitos):

1 – Exus não são “demônios”

Sendo entidades de Umbanda, obviamente os Exus e Pombagiras são entidades que trabalham apenas para o bem e não sustentam trabalhos de magia negativa. O trabalho dos Exus consiste em aplicar a Lei Divina, ajudando a trazer para as nossas vidas as consequências daquilo que praticamos, seja para o bem ou para o mal. Os Exus não se vingam, não “aprontam”, não colocam o mal no caminho de ninguém; ajudam-nos a colher aquilo que plantamos, tanto para aprendermos com as experiências negativas como para crescermos com as nossas virtudes.

2 – O uso da bebida e do fumo não é para diversão

Já ouvi muitas vezes que os Exus e Pombagiras, quando incorporados, pedem sempre bebidas e fumo para sentirem os prazeres da vida carnal, dos quais sentem saudades. Mas isto não é bem assim: apesar de terem vivido encarnações na Terra, como nós, e de estarem próximos da nossa faixa vibratória, os Exus são espíritos certamente mais evoluídos do que nós que estamos aqui, agora, e por isso são nossos Guias espirituais, sendo que já não estão presos a estes “prazeres carnais”. O uso da bebida e do fumo nas Giras e nas oferendas visa possibilitar que os Exus manipulem a energia mais densa contida nestas substâncias para realizar o seu trabalho de limpeza, neutralização ou corte de magias negativas nos consulentes.

3 – Gira de Exu não é “Casa da Mãe Joana”

As Giras de Esquerda podem sim ser mais descontraídas, pelo tipo de roupa que se usa, pela linguagem e risada dos Exus e Pombagiras e pelo uso, às vezes mais intenso, de bebidas alcóolicas. Por conta disso, vejo muitos umbandistas acharem que nestas Giras pode tudo, desde beber e fumar enquanto supostamente faz a sustentação energética dos trabalhos, até falar palavrão, dançar durante os Pontos como se estivessem numa discoteca e usar roupas exageradas ou vulgares. Estes comportamentos não são aceitáveis em outras Linhas de trabalho; por que, então, achar que o são nas Giras de Exu? O trabalho realizado nas Giras de Exu é tão sério como o que é realizado numa Gira de Caboclo, de Pretos Velhos ou qualquer outra Linha, e deve ser realizado com respeito, concentração e dedicação. Se não houver atenção a isto, há grande hipótese de as entidades presentes não serem verdadeiramente Exus e Pombagiras, mas sim espíritos zombeteiros que quererão, estes sim, aproveitar o fumo, o álcool e a energia de baixa vibração manifestada pelos médiuns e consulentes.

Cabe a nós, umbandistas, procurar informação correta e ajudar a derrubar estes mitos que criam sobre os Exus. Faça a sua parte!

Laroyê!

Texto de Juliana Silva.

Linha dos Exus

Curiosidades, Mediunidade

Os tipo de Mediunidade

“Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. (…) Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns.” (Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, capítulo XIV)

Assim, conforme asseverou o Codificador, todos mantemos contato com o Mundo Espiritual, pois vivemos em incessante intercâmbio com o mesmo. Desta forma, ao fazermos uma oração recebemos o amparo da espiritualidade maior, do nosso protetor/mentor espiritual, entramos em contato com as usinas de força da Vida Maior. Por conseguinte, estamos exercendo a mediunidade, haja vista que recebemos a influência dos espíritos superiores. E, pela questão da sintonia vibratória, isso também vale para os espíritos menos elevados, pois quando alguém tem pensamentos inferiores, espíritos que se afinam com estes são atraídos. “O pensamento é o laço que nos une aos Espíritos, e pelo pensamento nós atraímos os que simpatizam com as nossas idéias e inclinações”. Allan Kardec.

Entretanto, usualmente só se chamam de médiuns “aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva”. (Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, capítulo IX)

Posto isso, os principais tipos de mediunidade são:

• De efeitos físicos: este tipo pode ser dividido em dois grupos, ou seja, os facultativos – que têm consciência dos fenômenos por eles produzidos – e os involuntários ou naturais, que são inconscientes de suas faculdades, mas são usados pelos espíritos para promoverem manifestações fenomênicas sem que o saibam.

• Dos médiuns sensitivos ou impressionáveis: são pessoas suscetíveis que sentem presença dos espíritos por uma vaga impressão. Esta faculdade se desenvolve pelo hábito e pode adquirir tal sutileza, que aquele que a possui reconhece, pela impressão que experimenta, não só a natureza, boa ou má, do espírito que se aproxima, mas até a sua individualidade.

• Médiuns audientes ou clariaudientes:
neste caso os médiuns ouvem a voz dos espíritos. O fenômeno manifesta-se algumas vezes como uma voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo. Outras vezes, dá-se como uma voz exterior, clara e distinta, semelhante a de uma pessoa viva. Os médiuns audientes podem, assim, estabelecer conversação com os espíritos.

• Médiuns videntes ou clarividentes: o
s médiuns videntes veem espíritos, os clarividentes veem espíritos e energias do mundo espiritual. Cabe salientar que o médium não vê com os olhos, mas é a alma quem vê e por isso é que eles tanto vêem com os olhos fechados, como com os olhos abertos.

• Médiuns psicofônicos: neste tipo o médium serve como um instrumento pelo qual o espírito se comunica pela fala; assim, há a acoplação do perispírito do espírito comunicante no perispírito do médium, permitindo, assim, que o espírito utilize o aparelho fonador do médium para fazer uso da fala.

• Médiuns de cura: Este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação. Sem dúvida, que isso mais não é do que magnetismo. Evidentemente, o fluido magnético desempenha aí importante papel. Porém, quem examina cuidadosamente o fenômeno sem dificuldade reconhece que há mais alguma coisa. A magnetização ordinária é um verdadeiro tratamento seguido, regular e metódico. No caso que apreciamos, as coisas se passam de modo inteiramente diverso. Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, desde que saibam conduzir-se convenientemente, ao passo que nos médiuns curadores a faculdade é espontânea e alguns até a possuem sem jamais terem ouvido falar de magnetismo. A intervenção de uma potência oculta, que é o que constitui a mediunidade, se faz manifesta, em certas circunstâncias, sobretudo se considerarmos que a maioria das pessoas que podem, com razão, ser qualificadas de médiuns curadores recorre à prece, que é uma verdadeira evocação.

• Médiuns psicógrafos: Transmitem as comunicações dos espíritos através da escrita. São subdivididos em mecânicos, semi-mecânicos e intuitivos. Os mecânicos não têm consciência do que escrevem e a influência do pensamento do médium na comunicação é quase nenhuma. Como há um grande domínio da entidade sobre a faculdade mediúnica a idéia do espírito comunicante se expressa com maior clareza. Há casos em que o médium psicografa mensagens complexas conversando com outras pessoas, totalmente distraído do que escreve. Já nos semi-mecânicos, a influência da entidade comunicante sobre as faculdades mediúnicas não é tão intensa, pois a comunicação sofre uma influência do pensamento do médium. Isso ocorre com a maioria dos médiuns psicógrafos. Com relação os intuitivos, estes recebem a ideia do espírito comunicante e a interpretam, desenvolvendo-a com os recursos de suas próprias possibilidades morais e intelectuais.

“Mediunidade espírita, porém, é a que faculta o intercâmbio consciente, responsável, entre o mundo físico e o espiritual, facultando a sublimação das provas pela superação da dor e pela renúncia às paixões, ao mesmo tempo abrindo à criatura os horizontes luminosos para a libertação total, mediante o serviço aos companheiros do caminho humano, gerando amor com os instrumentos da caridade redentora de que ninguém pode prescindir”. Joanna de Ângelis (espírito), livro Oferenda – pág. 130/131 -, psicografado por Divaldo Franco

livro

Mediunidade

Conceito de médium

Allan Kardec deu-nos a respeito do vocábulo médium dois significados:

“Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos.” (Livro dos Médiuns, cap. 14, item 159.)

“Médium: pessoa que pode servir de intermediário entre os Espíritos e os homens.” (Livro dos Médiuns, cap. 32.)

 

Afirma Emmanuel: “A mediunidade é aquela luz que seria derramada sobre toda carne e prometida pelo Divino Mestre aos tempos do Consolador, atualmente em curso na Terra”. (O Consolador, questão 382.)

M. B. Tamassia é bem claro: “Médium é instrumento, intermediário, meio hominal de captação barôntica. Sensitivo é outra coisa, não se trata de intermediário, porque ele próprio é o produtor do fenômeno.” (Médium, quem é, quem não é, Prefácio, pág. C.)

A faculdade mediúnica depende do organismo e pode ser desenvolvida quando exista no indivíduo o princípio, mas a predisposição orgânica independe da idade da pessoa, do sexo e do temperamento.

Cada criatura emite raios específicos e vive na onda espiritual com que se identifica. A mente permanece, pois, na base de todos os fenômenos mediúnicos. Agimos e reagimos uns sobre os outros, por meio da energia mental em que nos renovamos constantemente.

Em nossa caminhada evolutiva, somos todos instrumentos das forças com as quais sintonizamos. Somos, pois, médiuns dentro do campo mental que nos é próprio. Se nosso pensamento flui na direção da vida superior, associamo-nos às energias edificantes. Se nos escravizamos às sombras da vida primitivista ou torturada, entramos em sintonia com forças perturbadoras e deprimentes.

Mediunidade

Quem são os médiuns na atualidade?

Os médiuns, em sua generalidade, não são missionários na acepção comum do termo. São almas que fracassaram desastradamente, que contrariaram, sobremaneira, o curso das leis divinas e que resgatam, sob o peso de severos compromissos e ilimitadas responsabilidades, o passado obscuro e delituoso. (Emmanuel, p. 65 e 66)

Quase sempre, são Espíritos que tombaram dos cumes sociais, pelos abusos do poder, da autoridade, da fortuna e da inteligência e que regressam ao orbe terráqueo para se sacrificarem em favor do grande número de almas que desviaram das sendas luminosas da fé, da caridade e da virtude. (Obra citada.)

“Não existe médium perfeito aqui na Terra”, afirma Divaldo Franco. “Todos somos falíveis, exceção apenas de Jesus, que foi o médium perfeito de Deus, no exemplo e na revelação das Leis Divinas.” (Moldando o Terceiro Milênio, p. 40)

Os atributos medianímicos, afirma Emmanuel, “são como os talentos do Evangelho”. “Se o patrimônio divino é desviado de seus fins, o mau servo torna-se indigno da confiança do Senhor na seara da verdade e do amor. Multiplicados no bem, os talentos mediúnicos crescerão para Jesus, sob as bênçãos divinas; todavia, se sofrem o insulto do egoísmo, do orgulho, da vaidade ou da exploração inferior, podem deixar o intermediário do invisível entre as sombras pesadas do estacionamento, nas mais dolorosas perspectivas de expiação, em vista do acréscimo de seus débitos irrefletidos.” (O Consolador, questão 389.)

Mediunidade

Como desenvolver ou educar a faculdade mediúnica

A mediunidade não deve ser fruto de precipitação nesse ou naquele setor da atividade doutrinária, porque em tal assunto a espontaneidade é indispensável, considerando-se que as tarefas mediúnicas são dirigidas pelos mentores do plano espiritual. (O Consolador, questão 384.)

Ensina Léon Denis que o homem tem de se submeter a uma complexa preparação e observar certas regras de conduta para desenvolver em si o precioso dom da mediunidade. É preciso para isso, simultaneamente, a cultura da inteligência, a meditação, o recolhimento e o desprendimento das coisas humanas.

Corre perigo quem se entrega sem reservas e cuidados às experimentações espíritas. O homem de coração reto, de razão esclarecida e madura pode daí recolher consolações inefáveis e preciosos ensinamentos; mas aquele que fosse inspirado tão-somente pelo interesse material, ou que visse nesses fatos apenas uma ocasião de divertimento, tornar-se-ia objeto de uma infinidade de mistificações e joguete de Espíritos pérfidos que, lisonjeando suas inclinações, captariam sua confiança para, mais tarde, acabrunhá-lo com decepções e zombarias.

A faculdade mediúnica pode desenvolver-se com a prática da disciplina, do equilíbrio, da conduta reta e caridosa. (Moldando o Terceiro Milênio, pp. 37 e 38.)

A educação mediúnica exige, em primeiro plano, o conhecimento pelo estudo da mediunidade. A seguir, a educação moral e, como conseqüência, o exercício e a vivência da conduta cristã. Através dos hábitos salutares do estudo e do exercício do amor, o médium se libera de quaisquer atavismos para fazer-se ponte entre ele e o Criador, sob a inspiração dos Espíritos Superiores. (Diretrizes de Segurança, questão 102.)

Todos os dons mediúnicos são suscetíveis de desenvolvimento, mas nada se conseguirá se faltarem as principais condições, que são o trabalho e a perseverança, ao lado do estudo, do exercício, da calma e da boa vontade. (Médiuns e Mediunidade, p. 44.)

O melhor meio de desenvolver a mediunidade é não se preocupar com o seu desenvolvimento, mas preparar-se moral e mentalmente para poder assumir o compromisso de se tornar médium desenvolvido. E esse preparo não poderá ser rápido. Se a mediunidade não se apresentar assim, espontaneamente, naturalmente, é sinal de que ainda não está amadurecida o bastante para explodir. (Cânticos do Coração, Volume II, p. 105.)

A faculdade mediúnica precisa ser controlada, educada, e o seu possuidor reformado em seus defeitos, pois quanto mais moralizado, mais sensato e criterioso ele for, melhor instrumento do Além se fará, porque mais assistido pelas entidades esclarecidas e defendido das intromissões das trevas e liberado, portanto, de empeços. É, pois, de bom conselho repetir a todos os médiuns: reeduquem-se, combatam seus vícios, inclusive os mentais, aprendam a ser bons, evangelizem-se todos os dias, sejam amigos do bons livros educativos, procurem Deus através da prece. A evangelização do caráter de um médium é, pois, a sua salvação, o amparo celeste iluminando o seu carreiro na trilha da redenção. (Cânticos do Coração, Volume II, pp. 93 e 94.)

O médium deverá estudar a Doutrina Espírita e o Evangelho, diariamente, evitando o fanatismo pelas obras mediúnicas e meditando criteriosamente sobre as clássicas. (Cânticos, v. II, p. 109.)

O desenvolvimento da mediunidade, na essência, deve ser o burilamento da criatura em si, porque o aperfeiçoamento do instrumento naturalmente permitirá ao Espírito manifestar-se em melhores condições. (Chico Xavier em Goiânia, pergunta 23.)