Fundamentos

Defumação

A defumação é essencial para qualquer trabalho num centro umbandista.
É também, uma das coisas que chamam a atenção de quem vai lá pela primeira vez assistir a um trabalho.

Pra que serve aquela fumacinha? Qual é a sua utilidade real?

A principal função da defumação realizada tanto na Umbanda quanto nas demais seitas religiosas através dos tempos, desde a Antiguidade, é com a queima de ervas e resinas, modificar a energia existente no ambiente para equilibrá-lo de acordo com a necessidade.

Certas cargas pesadas se agregam ao nosso corpo Astral, durante nossa vivência cotidiana, ou seja pensamentos e ambientes de vibrações pesadas , rancores, invejas, preocupações etc..

A defumação tem o poder de desagregar estas cargas pois interpenetram, os campos
Astral, mental e áurea , tornando-os “libertos”, de tal peso para produzirem seu funcionamento normal .

Os defumadores são poderosos aliados para quem procura se livrar de maus fluidos, ficar com a alma leve e em harmonia. São muito usados, para a limpeza de ambiente, servem como repelentes afastam os maus espíritos e atraem os guias de luz.

Em um Centro Umbandista, a defumação é realizada no início dos trabalhos, realizando a limpeza do ambiente, do corpo de médiuns e dos assistentes. Dependendo dos trabalhos realizados, deve-se limpar o ambiente com a defumação mais de uma vez ao longo do dia, para atrair e facilitar o trabalho que esteja sendo realizado pelas entidades.

Vemos os Guias, sejam Caboclos, Pretos Velhos, enfim, as entidades manifestadas na Umbanda, receitando chás, banhos e defumações para que as pessoas façam em suas casas. Se não fosse possível isso, com certeza os Guias falariam para as mesmas pessoas não fazerem nada sem a presença do sacerdote ou pessoa habilitada.

Preparar uma defumação ou um banho requer acima de tudo BOM SENSO.

Bom senso para entender que não utilizamos ervas verdes (frescas) em uma defumação, pois ainda estão carregadas de água; bom senso para não colocarmos em nossos banhos elementos resinosos (mirra, incenso, benjoim), pois deixarão o banho excessivamente oleoso.

É recomendado, também sempre fazer uma prece antes de iniciar a defumação.

MODO DE PREPARO

• Acenda o carvão em brasas em recipiente próprio (Também conhecido como Turíbulo);
• Feche todas as portas e janelas;
• Coloque um copo com água pura na porta de entrada que deverá ficar semi-aberta;
• Passe o defumador dos fundos para a frente da casa, abrindo um filete de água nos cômodos onde houver Torneiras;
• Ao sair pela porta da frente, apague as brasas com a água do copo que lá estava, despachando os resíduos na natureza;
• Feche as Torneiras que estavam abertas e abra todas as portas e janelas da casa, dando fim ao processo.

Abaixo alguns exemplos de defumações em linhas de trabalho:

  • Defumação contra fluídos negativos – Quebra-tudo; Guiné-caboclo; Espada de Santa Bárbara; Pitangueira; Folha de marmelo; Alevante; Folha de Cambuí.
  • Defumação para atrair sorte – Casca de laranja seca ralada; Casca de limão galego seco ralado; Casca de pêssego seca; Casca de maçã seca; Canela em pó ou casca; Cravo da índia; Semente de girassol.
  • Defumação para limpeza – Café em pó; Casca de coco ralado; Amoreira; Palha de alho; Pimenta da costa; Benjoin.
  • Defumação de descarrego espiritual – Cominho em pó; Açúcar mascavo; Fumo em rolo desfiado; Mirra; Incenso; Alecrim; Arruda (macho ou fêmea).
  • Defumação para dinheiro – Gengibre ralado; Açúcar mascavo; Breu; Semente de girassol; Noz-moscada; Pão amanhecido ralado; Louro; Pitangueira; Canela em pó; Cravo da índia.
  • Defumação para afastar espíritos de dentro de casa – Benjoin; Incenso; Mirra; Casca de alho (ou palha); Café em pó virgem; Alecrim; Pitangueira; Folha de marmelo.
  • Defumação para progredir na vida – Louro; Cominho em pó; Noz-moscada; Arroz com casca; Aniz; Malva cheirosa; Manjericão; Incenso.
  • Defumação para uso em estabelecimento comercial – Gengibre ralado; Cravo da Índia; Semente de girassol; Louro; Açúcar mascavo; Noz moscada ralada; Canela em pó; Breu.
  • Defumação Oxóssi – Folha de aipim; Folha de coqueiro; Folha de butiazeiro; Folha de caraguatá; Eucalipto; Folha de laranjeira.
  • Defumação Oxum – Alecrim; Alfazema; Jasmim; Sândalo; Folha de arroz; Funcho; Folha de bergamota; Folha de tomateiro; Hortelã; Verbena.
  • Defumação de Iemanjá – Hortênsias; Malva cheirosa; Fortuna; Alfazema; Violeta; Verbena; Aniz; Manjericão.
  • Defumação de Oxalá – Alecrim; Jasmim; Arnica; Copo de leite; Folha de trigo; Cidreira; Cidró; Funcho.
  • Defumação de Pretos Velhos – Guiné de guampa; Barba de milho; Fumo de rolo desfiado; Arruda (macho ou fêmea); Cana de açúcar ou bagaço; Café em pó.
casa espirita de oxossi
Defumação
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Fundamentos

Como preparar um banho?

Vemos os Guias, sejam Caboclos, Pretos Velhos, enfim, as entidades manifestadas na Umbanda, receitando chás, banhos e defumações para que as pessoas façam em suas casas. Se não fosse possível isso, com certeza os Guias falariam para as mesmas pessoas não fazerem nada sem a presença do sacerdote ou pessoa habilitada.

Preparar um banho ou uma defumação requer acima de tudo BOM SENSO.

Bom senso para entender que não utilizamos ervas verdes (frescas) em uma defumação, pois ainda estão carregadas de água; bom senso para não colocarmos em nossos banhos elementos resinosos (mirra, incenso, benjoim), pois deixarão o banho excessivamente oleoso.

Um banho de ervas é um elemento limpador, regenerador e reorganizador do organismo espiritual vivo, que somos nós mesmos em espírito.

Sua vibração favorece a reestruturação do lado etérico, pois essa troca energética alimenta com força de cura nosso campo astral humano.  Há formas de preparar os banhos e esse é um ponto de muitas dúvidas: devemos, ferver, coar, banhar a cabeça, derramar água sobre a erva, erva sobre a água? Enfim, como devemos preparar um banho?

A regra é simples: se você usar apenas ervas frescas (verdes), flores ou folhas secas, faça uma infusão com as ervas: ferva meio litro de água em uma caneca e depois de apagar o fogo, adicione as ervas deixando descansar por pelo menos 10 minutos tampada. Após esse tempo, pode coar o preparo, adicionar mais água (quente ou fria) até atingir uma temperatura aceitável para o banho.

No caso do uso da parte mais dura da erva, como a casca, semente, caule ou cipó, deixe ferver junto com a água por alguns minutos.  Você também pode associar os dois métodos, ou seja, ferver a parte dura da erva e com essa fervura, fazer uma infusão com as folhas e flores.

Como disse, depois de preparado o banho pode ser coado sim, pois o veículo concentrador da energia contida na erva é a água.  Deixe esse banho pronto e, ao terminar seu banho normal (higiênico), acrescente mais água do chuveiro para que atinja uma temperatura agradável ao corpo.

Eleve o banho acima de sua cabeça e consagre-o. Isso pode ser feito com uma reza bem simples:

Pai Criador, Mãe Natureza, peço que abençoem esse banho e que ele seja força de cura, limpeza espiritual, prosperidade, (etc.) em minha vida. Assim seja e assim será!

Dei o exemplo de uma reza bem simples, mas que pode (e deve) ser adicionada de seus sentimentos e pedidos.Nunca esqueça que energia sem controle é o próprio caos. Dê direção à energia da erva. Diga a ela o que você espera, e verá o resultado.

  • Banho de limpeza – Guiné; Alecrim; Sal grosso.
  • Banho contra magia maléfica – Manjericão; Guiné; Aroeira; Alecrim; Funcho; Malva cheirosa (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de descarrego para crianças até 14 anos – (usado também como calmante)  sete  balas de mel; Pétalas de rosas branca; Folha de tapete de Oxalá; Alevante; Melissa.
  • Banho para problemas de embriaguez – Alho macho; Salsão; Arruda; Guiné; Espada de são Jorge; Fumo em rolo desfiado; Quebra tudo.
  • Banho contra feitiço – Espada de São Jorge; Quebra tudo; Alevante; Guiné; Arruda; Cambuí.
  • Banho de proteção – Espada de são Jorge; Espada de santa Bárbara; Folha de laranjeira; Folha de limoeiro; Folha ou casca de limão galego; Folha de cidreira; Folha de cidró; Rosas brancas (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de descarga – Quebra tudo; Quebra pedra; Quebra inveja; Arruda; Guiné; Alevante; Comigo ninguém pode.
  • Banho para fortificar o espírito – Folha de eucalipto do mato; Folha de eucalipto cidró do mato; Folha de erva cidreira; Folha de cidró (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho para resgatar a energia vital – Folha de cacau; Folha de fumo; Alevante; Cominho em pó; Manjerona; Manjericão.
  • Banho para obter boa sorte – Cambuí; Arruda macho e fêmea; Erva de bicho; Folha de fortuna; Guiné; Alevante; Quebra tudo; Funcho (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho para melhorar o clima dentro de casa – Melissa; Folha de laranjeira do céu ou da terra; Malva cheirosa; Manjericão; Funcho;  Aniz..
  • Banho de Preto Velho para atrair sorte – três rodelas de charuto; Arruda (macho ou fêmea); Guiné de guampa; Pétalas de rosas brancas; Trevo; Perfume de alfazema (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Exu (abre caminho) – Beladona; Arruda macho; Guiné de guampa; Erva pombinha; Folha de amoreira; Cambuí; Folha de marmelo.
  • Banho de Pomba-gira (abre caminho) – Guiné de guampa; Arruda fêmea; Cambuí; Aniz; Pétalas de rosas vermelhas; Folha de aroeira; Alevante.
  • Banho de Exu (limpeza e descarrego) – Arnica; Amendoim (folha); Couve; Carqueja; Folha de batata inglesa.
  • Banho de Cosme e Damião – Laranjeira; Pétalas de rosas; Cravos; Alecrim; Tapete de Oxalá; Sete balas e mel (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Oxóssi – Samambaia; Barba de milho; Folha de butiá; Alecrim do campo; Folha de coqueiro; Folha ou casca da manga; Folha da fortuna (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Oxum – Jasmim; Lírio do campo ou jardim; Erva cidreira; Salsa da horta; Pétalas de rosas amarelas; Manjericão; Aguapé; Folha da fortuna (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Iemanjá – Alecrim; Manjericão; Hortênsias; Perfume de alfazema; Jasmim; Folha de laranjeira; Aguapé; Rosas brancas (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Oxalá – Copo de leite; Girassol; Cravos brancos; Tapete de Oxalá; Folha de trigo; Fortuna; Funcho; Malva cheirosa.

Essas e outras informações estão contidas no livro Rituais com Ervas – Banhos, Defumações e Benzimentos de Adriano Camargo.

Preparação de Banhos

Curiosidades

Mãos que Curam

Tem muitas coisas que fazemos instintivamente. Uma delas é colocar as mãos onde sentimos alguma dor ou algum incômodo, da mesma forma que a mãe coloca às mãos no “dodói” do filho e a dor passa.
Mas, que poder é esse que tem as mãos para realizar curas?

A cura através das mãos é tão antiga quanto a humanidade. Em todas as culturas, filosofias ou religiões existem registros do uso de métodos de cura através da imposição das mãos. Foi com o toque das mão que Jesus realizou muitas curas, e depois da sua morte essa prática permaneceu através de seus apóstolos e discípulos. Grandes mestres da humanidade usaram e usam as mãos para curar.

Um estudo desenvolvido pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar. O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada pela igreja Messiânica do Brasil e ao mesmo tempo semelhante à de religiões como o espiritismo, que pratica o chamado “passe”.

Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos. “Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão”, afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp.

Segundo o cientista, durante seu mestrado foram investigado os efeitos da imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores. “Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp, estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os psicológicos”, completou.

A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar foi possível porque a ciência atual ainda não possui uma precisão exata sobre esse efeitos. “A ciência chama estas energias de ‘energias sutis’, e também considera que o espaço onde elas estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo nível”, explicou.

As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas relacionados a ansiedade e depressão. “O interessante é que este tipo de imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de garantir mais energia e disposição.”

Neste estudo do mestrado foram utilizados 60 ratos. Já no doutorado foram avaliados 44 idosos com queixas de stress. O processo de desenvolvimento para realizar este doutorado foi finalizado no primeiro semestre de 2011.

Energia pelas maos

Curiosidades

Carnaval na Umbanda

Muitos centros de umbanda fecham ou tem o atendimento limitado no período do carnavalquaresma mesmo não sendo datas ligadas a nossa religião. Porque isso acontece?

A dúvida sobre o funcionamento das casas de santo (os terreiros de umbanda) durante o carnaval e quaresma, vem da época que os orixás eram proibidos de serem cultuados e deveriam ser sincretizados com os santos católicos.

Carnaval Quaresma e Umbanda1

 

Como o período da quaresma corresponde a uma época de reclusão e reflexão dentro da igreja católica, muitos terreiros de umbanda e candomblé ficavam em uma posição delicada junto a comunidade católica e fechavam as portas para não ter problemas com as autoridades locais e com as pessoas em geral, quando poderiam ser acusados de desrespeitosos com a religião católica.

As pessoas consideravam que as casas de santo não deveriam bater tambores ou praticar qualquer ritual na quaresma, a exemplo da igreja católica que deixa suas imagens cobertas por mantos de cor roxa em sinal de respeito, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo.

Lembrando que essa é a seqüência de atos perpetrados pela Religião Católica. Dessa forma, por mais que esses hábitos estejam arraigados em nossa cultura, devemos ter em mente que essas práticas são católicas, não pertencendo à Umbanda.

Para nós umbandistas o que importa é que nossa casa deve estar aberta para atendimento àqueles que necessitam do socorro espiritual de nossos guias e entidades. Pelo fato de ter se convencionado que a quaresma é um período onde as entidades superiores não trabalham, acaba sendo criado um ambiente propício à instalação de energias deletérias e nocivas, próprias de espíritos atrasados espiritualmente. É por força, portanto dessa mentalização e crendice popular que necessitamos da proteção, amparo e esclarecimento das entidades que nos guardam e às nossas casas umbandistas. Não pode haver pausa no socorro espiritual, uma vez que aqueles que praticam o uso de energias negativas não tiram férias.

Temos que compreender, aprender e praticar melhor nossa religiosidade, sem nos deixarmos influenciar pela religiosidade e costumes religioso de outras religiões.

“A tradição de se fechar os Templos de Umbanda quando não havia liberdade de crença, não tem razão de ser no mundo atual. Muito ao contrário, é nessa época que NÃO DEVEMOS PARAR, é nessa época em que a quimbanda maligna trabalha à vontade, que o Templo deve estar preparado para, com o auxílio das Entidades de Luz, denunciar qualquer trabalho negativo que tenha sido feito para atrapalhar seus Filhos de Fé ou frequentadores. Atualmente, interromper os trabalhos do Templo na Quaresma é descabido, é ingenuidade, é desconhecer que os inimigos trabalham nas trevas e que, se não temos o Preto-Velho, o Caboclo ou qualquer entidade que possa nos avisar do mau feito, estaremos desprotegidos, descobertos, ou seja, nas mãos dos inimigos. É preciso URGENTEMENTE esclarecer que a Quaresma não é Afro, é hebraico-europeia, e que já não é preciso se esconder de ninguém, pois nossa Constituição nos assegura o direito à liberdade de crença e os padres já não podem mais nos queimar nas fogueiras da inquisição. Por isso, vamos abrir nossos Templos de Umbanda na Quaresma e cuidar com amor dos nossos Filhos de Fé. (Ronaldo Antônio Linares – Federação Umbandista do Grande ABC)”

Curiosidades, Mediunidade

Os tipo de Mediunidade

“Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. (…) Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns.” (Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, capítulo XIV)

Assim, conforme asseverou o Codificador, todos mantemos contato com o Mundo Espiritual, pois vivemos em incessante intercâmbio com o mesmo. Desta forma, ao fazermos uma oração recebemos o amparo da espiritualidade maior, do nosso protetor/mentor espiritual, entramos em contato com as usinas de força da Vida Maior. Por conseguinte, estamos exercendo a mediunidade, haja vista que recebemos a influência dos espíritos superiores. E, pela questão da sintonia vibratória, isso também vale para os espíritos menos elevados, pois quando alguém tem pensamentos inferiores, espíritos que se afinam com estes são atraídos. “O pensamento é o laço que nos une aos Espíritos, e pelo pensamento nós atraímos os que simpatizam com as nossas idéias e inclinações”. Allan Kardec.

Entretanto, usualmente só se chamam de médiuns “aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva”. (Allan Kardec, O Livro dos Médiuns, capítulo IX)

Posto isso, os principais tipos de mediunidade são:

• De efeitos físicos: este tipo pode ser dividido em dois grupos, ou seja, os facultativos – que têm consciência dos fenômenos por eles produzidos – e os involuntários ou naturais, que são inconscientes de suas faculdades, mas são usados pelos espíritos para promoverem manifestações fenomênicas sem que o saibam.

• Dos médiuns sensitivos ou impressionáveis: são pessoas suscetíveis que sentem presença dos espíritos por uma vaga impressão. Esta faculdade se desenvolve pelo hábito e pode adquirir tal sutileza, que aquele que a possui reconhece, pela impressão que experimenta, não só a natureza, boa ou má, do espírito que se aproxima, mas até a sua individualidade.

• Médiuns audientes ou clariaudientes:
neste caso os médiuns ouvem a voz dos espíritos. O fenômeno manifesta-se algumas vezes como uma voz interior, que se faz ouvir no foro íntimo. Outras vezes, dá-se como uma voz exterior, clara e distinta, semelhante a de uma pessoa viva. Os médiuns audientes podem, assim, estabelecer conversação com os espíritos.

• Médiuns videntes ou clarividentes: o
s médiuns videntes veem espíritos, os clarividentes veem espíritos e energias do mundo espiritual. Cabe salientar que o médium não vê com os olhos, mas é a alma quem vê e por isso é que eles tanto vêem com os olhos fechados, como com os olhos abertos.

• Médiuns psicofônicos: neste tipo o médium serve como um instrumento pelo qual o espírito se comunica pela fala; assim, há a acoplação do perispírito do espírito comunicante no perispírito do médium, permitindo, assim, que o espírito utilize o aparelho fonador do médium para fazer uso da fala.

• Médiuns de cura: Este gênero de mediunidade consiste, principalmente, no dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples toque, pelo olhar, mesmo por um gesto, sem o concurso de qualquer medicação. Sem dúvida, que isso mais não é do que magnetismo. Evidentemente, o fluido magnético desempenha aí importante papel. Porém, quem examina cuidadosamente o fenômeno sem dificuldade reconhece que há mais alguma coisa. A magnetização ordinária é um verdadeiro tratamento seguido, regular e metódico. No caso que apreciamos, as coisas se passam de modo inteiramente diverso. Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, desde que saibam conduzir-se convenientemente, ao passo que nos médiuns curadores a faculdade é espontânea e alguns até a possuem sem jamais terem ouvido falar de magnetismo. A intervenção de uma potência oculta, que é o que constitui a mediunidade, se faz manifesta, em certas circunstâncias, sobretudo se considerarmos que a maioria das pessoas que podem, com razão, ser qualificadas de médiuns curadores recorre à prece, que é uma verdadeira evocação.

• Médiuns psicógrafos: Transmitem as comunicações dos espíritos através da escrita. São subdivididos em mecânicos, semi-mecânicos e intuitivos. Os mecânicos não têm consciência do que escrevem e a influência do pensamento do médium na comunicação é quase nenhuma. Como há um grande domínio da entidade sobre a faculdade mediúnica a idéia do espírito comunicante se expressa com maior clareza. Há casos em que o médium psicografa mensagens complexas conversando com outras pessoas, totalmente distraído do que escreve. Já nos semi-mecânicos, a influência da entidade comunicante sobre as faculdades mediúnicas não é tão intensa, pois a comunicação sofre uma influência do pensamento do médium. Isso ocorre com a maioria dos médiuns psicógrafos. Com relação os intuitivos, estes recebem a ideia do espírito comunicante e a interpretam, desenvolvendo-a com os recursos de suas próprias possibilidades morais e intelectuais.

“Mediunidade espírita, porém, é a que faculta o intercâmbio consciente, responsável, entre o mundo físico e o espiritual, facultando a sublimação das provas pela superação da dor e pela renúncia às paixões, ao mesmo tempo abrindo à criatura os horizontes luminosos para a libertação total, mediante o serviço aos companheiros do caminho humano, gerando amor com os instrumentos da caridade redentora de que ninguém pode prescindir”. Joanna de Ângelis (espírito), livro Oferenda – pág. 130/131 -, psicografado por Divaldo Franco

livro

Ação Social

Doação a Moradores de Rua Part. 02

Neste fim de semana, conseguimos mais uma vez, com a ajuda dos consulentes, realizar mais uma ação social!

Dessa vez o local escolhido foi embaixo do Viaduto Alcântra Machado, início da Radial Leste. Graças as doações conseguimos entregar cerca de 200 lanches, feitos com muito carinho e amor por nossa equipe de apoio!

   Os moradores daquele local possuem uma pequena comunidade em um espaço criado pela prefeitura para prática de esportes. Entre moradores encontramos muitas crianças e idosos, que vivem em estado extremo de pobreza e sobrevivem apenas de doações. Isso demonstra que o problema da pobreza, não está em outro estado, está aqui a nossa frente! E por mais que não tenhamos condições de apará-los em definitivo, ficamos contentes em ao menos levar a aquelas pessoas o café da manhã de domingo. Venha você também, conhecer nossa Casa e nosso trabalho Social. Ajude-nos a ajudar!

Fotos abaixo: Doação realizada no último dia 30/11/2014

Foto Doação Foto Doação 2

Curiosidades, Mediunidade

Os Mentores de Cura

Mentores de Cura

Quem são:

Os mentores de cura trabalham em diversas religiões, inclusive na Umbanda. São muito discretos em sua forma de se apresentar e trabalhar, e estas formas mudam de acordo com a religião ou local em que irão atuar. São Espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual.

São extremamente práticos, e não são dados a atendimentos corriqueiros, conversas banais ou ficar se estendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois não são Guias Espirituais de consulta geral, no sentido ao qual estamos habituados na Umbanda. Em atendimentos, os Mentores de Cura, se dirigem ao raciocínio, buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem a longas meditações.

São Espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Pajés, Curandeiros, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada à cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais.

Métodos de trabalho:

Cada guia tem sua forma de restituir a saúde aos encarnados. Normalmente se utilizam de meios dos quais já se utilizavam quando encarnados, mas de forma muito mais eficiente, pois após chegarem ao plano espiritual puderam aprimorar tais conhecimentos. Além disso, esses Espíritos aprenderam a desenvolver a visão espiritual, através da qual podem fazer uma melhor anamnese (diagnóstico) dos males do corpo e da alma. Aliados aos seus próprios métodos individuais eles se utilizam de tratamentos feitos pelas equipes espirituais ou ministrados pelos encarnados com auxílio do plano espiritual.

Alguns deles são:

• Cirurgia Espiritual no Corpo Físico: É realizada pelo mentor de cura incorporado num médium. Envolve a manipulação do corpo físico através das mãos do médium, podendo ou não haver a utilização de meios cirúrgicos elementares (cortes, punções, raspagens, etc.). O maior representante deste método de trabalho no Brasil é o Espírito do Dr. Fritz, mas este método é utilizado em diversas culturas e religiões.

• Cirurgia Espiritual no Duplo-Etérico: É realizada pelo mentor incorporado num médium. Envolve a manipulação do Duplo-Etérico através do Corpo-Físico. No Duplo-Etérico está registrado e plasmado todas as doenças que temos ou iremos ter. Nesse tipo de cirurgia, mesmo tendo instrumentos cirúrgicos, não há presença de cortes.

• Cirurgia no Corpo Astral: É realizada diretamente no Corpo Astral do paciente, com ou sem a colaboração de um médium presente. Costuma ser realizada por uma equipe espiritual designada especificamente para cada caso e ser feita em dia e horário pré-determinados.

• Visita Espiritual: É realizada por uma equipe espiritual, que visita o paciente no local onde ele estiver repousando, também com um dia e hora predeterminados. Na visita, darão passes, farão orações, etc.

• Cromoterapia: É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no Corpo Físico e no Duplo-Etérico. Muito utilizado para males de origem emocional.

• Fluidoterapia: É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiuns que conheçam o método de aplicação. Atua no Corpo Físico e no Corpo Astral.

Outros: Fora estes tratamentos, também podem ser utilizados, florais, cristaloterapia, aromaterapia, etc. Em alguns casos os guias também indicam dietas, alimentos a serem evitados ou ingeridos para melhoria da saúde geral.

Não aconselhamos o uso de remédios alopatas, homeopatas e nem fitoterápicos, por poderem ter complicações na saúde do assistido. Aliás, como nos disse um médico: “Só tome um remédio que tiver bula”. O Uso de remédios, seja qual for, implicará em “curandeirismo”, e se por ventura um simples chá fizer mal a uma pessoa, o dirigente do Terreiro terá que prestar contas à justiça.

Nos tratamentos cirúrgicos espirituais, lidaremos basicamente com a medicina vibracional. Portanto, é de grande valia o uso da água fluidificada em qualquer caso.

Observamos também, Guias Espirituais de Cura utilizarem ínfimas porções de ervas aliadas a água fluidificada com grande êxito. Isso seria o uso vibracional das ervas e não o uso de princípios ativos delas.

Como os Guias de Cura interagem com os médiuns:

• Incorporação: É como uma incorporação normal.

• Intuição: Alguns mentores trabalham com seus médiuns apenas pela via intuitiva, indicando as providências a tomar e tratamentos. Neste caso, é necessário um grande equilíbrio e desenvolvimento do médium, para que o mesmo não atrapalhe nas indicações dadas pelo mentor.

• Psicografia (Receitas): Funciona da mesma forma que na psicografia comum, mas os Espíritos comunicantes costumam psicografar receitas de tratamentos.

Equipes Espirituais:

• Cirúrgicas: São formadas da mesma forma que as equipes cirúrgicas do plano material, compostas de cirurgião, assistente, anestesista, instrumentista, enfermeiros, etc. Apenas diferem no que se refere aos instrumentos e tecnologia utilizados. Incluindo também a aplicação de passes e energias associados à intervenção cirúrgica.

• De oração: Formadas normalmente por Espíritos de religiosos, acostumados às preces quando encarnados. Estas equipes se reúnem junto ao paciente em uma corrente de orações com finalidade de equilibrar o mental e emocional do paciente e também de buscar energias dos planos superiores. Como efeito adicional, a prece tende a elevar a energia geral do ambiente onde está o paciente, assim como dos encarnados que estão atuando junto ao mesmo.

• De proteção: Quando o mal físico está associado a interferência de Espíritos inferiores, essas equipes fazem a proteção do paciente, enquanto o mesmo é tratado nas cirurgias ou visitas, ou enquanto está seguindo as recomendações indicadas pelos mentores de cura.

• De passes (passe espiritual): Seu trabalho é realizado em sua maior parte durante as sessões de cura e durante as visitas espirituais. Dando passes no paciente, nos assistentes e nos médiuns; antes, durante e após a sessão.

• De apoio: Estas equipes atuam levantando o histórico do paciente diretamente no seu campo mental, preparando-o através da intuição para a consulta, estimulando-o através do pensamento a reeducar hábitos nocivos, a mudar as situações que estejam prejudicando a própria saúde, inspirando-os força de vontade para continuar os tratamentos e seguir as recomendações e dietas.
O que curam e o que não curam

Os Males que afetam o Assistido:

• Males Físicos: Todos os males físicos de que os encarnados sofrem, são causados pelos maus hábitos, mentes desequilibradas, falsas crenças, viciações, sedentarismo e má alimentação. Os mentores nestes casos se utilizam das diversas terapias para a cura, mas principalmente esclarecem ao encarnado quanto à origem de tais males, sugerindo dietas, o abandono ou diminuição dos vícios e mudança de hábitos. Nestes casos a cura definitiva só pode ser obtida com a plena conscientização do paciente e com a sua força de vontade e compromisso na obtenção do equilíbrio orgânico.

• Males Mentais: Parte dos males mentais (depressão, angústia, apatia, etc.) são causados por obsessores, mas a maior parte deles tem por origem a própria atitude mental do paciente. Pensamentos negativos atraem energias negativas, que quando se tornam constantes e intensas podem se materializar no corpo físico na forma de doenças. Males como: úlceras, enxaquecas, hipertensão, problemas cardíacos, e até mesmo algumas formas de câncer são provocados pela mente desequilibrada do paciente, quando esta se encontra tomada por pensamentos negativos. Também neste caso os mentores além de indicarem os tratamentos apropriados, esclarecem ao paciente quanto à necessidade de mudar a atmosfera mental, com objetivo de não ficar atraindo continuamente energias desequilibrantes, costumam também sugerir passeios por locais da Natureza e o hábito da prece como forma de atrair energias novas e regeneradoras.

• Males Kármicos: Os males kármicos se caracterizam por doenças incuráveis (fatais ou não) tanto pela medicina oficial, quanto por terapias alternativas ou por meios espirituais. Nestes casos o tratamento visa o alívio do paciente ou ampará-lo emocionalmente para que sua atitude mental não tome o rumo da revolta ou do desespero. As doenças kármicas são males que escolhemos antes de encarnar como forma de resgatarmos erros passados. Típicos males kármicos são: Cegueira de nascença, mudez, Idiotia, Eplepsia, Sindrome de Down, Más-Formações do corpo físico, câncer, etc. Na maior parte são males de nascença, embora algumas doenças possam ter sido “programadas” para surgir em determinada época da encarnação. Nestes casos os mentores não podem curar o corpo, pois através do padecimento deste é que o Espírito está resgatando suas faltas e aprendendo valiosas lições para sua evolução e crescimento.

• Males Espitituais: São aqueles causados pela atuação dos Espíritos (obsessores, vampirizadores, etc.) e que se refletem no corpo físico. Nestes casos os mentores cuidam do corpo físico enquanto o paciente é tratado também em sessões de desobsessão, descarrego, etc. Ou seja os mentores com as terapias à seu alcance minimizam e atenuam os males causados ao corpo físico enquanto o paciente é tratado na origem espiritual do mal de que sofre. Quando o paciente se vê livre da presença espiritual nociva, os mentores costumam ainda continuar com os tratamentos visando reparar os males que já haviam sido causados ao organismo, até que ele retorne ao seu equilíbrio.

(Texto baseado nos apontamentos do Núcleo Mata Verde, com adaptações do autor publicada na Tenda Umbandista Caboclo 7 Flechas http://www.caboclo7flechas.com.br/ )