A Pemba

Um objeto “tão simples” tido como apenas GIZ por alguns, a PEMBA tem na verdade um significado bem mais composto do que este para os espiritualistas, devido sua matéria prima, o calcário – rochas sedimentadas (encontradas no mar, rio, caverna etc), composto de ferro, argila, cálcio, calcita, fluorita, materiais orgânicos entre outros minérios naturais. Os Guias Espirituais fazem o uso deste material para manipular as forças da natureza e a energia do fogo, da água, do ar e da terra.

O termo é também utilizado em referência à Lei Maior, ou seja chamamos os trabalhadores da Umbanda de “filhos de pemba”, pois estão sobre a proteção da Lei Maior. Cumprindo com suas tarefas no Bem, ele estará protegido, ou caso não aja decentemente, lhe será cobrado para que responda pelo mal que fez e volte a caminhar no Bem.

Tal sua importância, a Pemba é um dos poucos elementos que pode tocar a coroa de um médium, deste modo é utilizada na lavagem de coroa, em amacis, nos banhos de descarrego, de harmonização etc.

Quando ela é usada como pó junto com a energia do sopro, envolve todo o ambiente e todos os espíritos encarnados e desencarnados de forma poderosíssima, iniciando um trabalho de limpeza, harmonização ou até de descarga;

Os pontos cruzados e o tipo de cruz, interferem potencialmente no real benefício desse ato ritualístico umbandista, portanto não deve ser feito sem real conhecimento. Um simples exemplo de Cruzamento do médium que favorece uma intensa proteção é a cruza da articulação do pulso direito, em seguida da articulação do esquerdo finalizando com a cruza da nuca criando assim, um triângulo de força etérica na Lei de Pemba.

Quando usada nos Pontos Riscados, o símbolo transforma-se em algo Sagrado com grande Poder de Ação, traz toda a força misteriosa da “Grafia dos Orixás” que são signos e símbolos magísticos que abrem ou fecham portais, que trazem ou repelem energias, ativam ou desativam forças astrais e da natureza, assim como os médiuns pois atuam em seus campos mediúnicos.

A Importância da Pemba

A Importância da Pemba

Anúncios

Pontos de Iemanjá

 

A onda do mar rolou

A onda do mar rolou, a onda do mar rolou
A onda do mar rolou, a onda do mar rolou
A onda do mar rolou, a onda do mar rolou
A onda do mar rolou, a onda do mar rolou

Saravá a Rainha do Mar
Saravá a Rainha do Mar
Saravá a Rainha do Mar
Saravá Nossa mãe Iemanjá
Mamãe Iemanjá

As ondas já bateram na areia

As ondas já bateu na areia
É a sereia que vem nos salvar
Ai quem manda no mar, é Iemanjá
Ai quem manda no mar, é Iemanjá
Ai quem manda no mar, é Iemanjá

Caboclas de Iemanjá

Arreia, arreia, minhas caboclas arreia
É Iemanjá que já está na areia
Arreia, arreia, minhas caboclas arreia
É Iemanjá que já está na areia
Na areia oi, na areia
Na areia, Iemanjá na areia
Na areia oi, na areia
Na areia, Iemanjá na areia

Canto da Sereia

Salve o canto da sereia
Salve o mar de Iemanjá
Oxum das belas cachoeiras
Salve Ogum, Salve Oxalá

Estava na beira da praia

Estava na beira da praia
Ouvindo o balanço do mar
Estava na beira da praia
Ouvindo o balanço do mar

Quando ouvi uma linda sereia
E eu comecei a cantar
Quando ouvi uma linda sereia
E eu comecei a cantar

Oh Janaína vem ver
Oh, Janaína vem cá
Receber estas flores

Que eu vou lhe ofertar
Oh Janaína vem ver
Oh, Janaína vem cá
Receber estas flores
Que eu vou lhe ofertar

Iemanjá Cabocla do Mar

Quando as águas no rio
Encontrarem as ondas do mar
Eu farei um pedido
Pra cabocla na areia firmar
A lua no céu clareou
Os filhos de Iemanjá
Salve a mãe sereia
Saravá a Cabocla do Mar
Salve a mãe sereia
Saravá a Cabocla do Mar

Iemanjá cadê Ogum?

Iemanjá cadê Ogum?
Foi com Oxóssi ao Rio de Jordão
Foram saldar Seu João Batista
E batizar Cosme e Damião
Iemanjá cadê Ogum?
Foi com Oxóssi ao Rio de Jordão
Foram saldar Seu João Batista
E batizar Cosme e Damião

Iemanjá com seus encantos

Oh oooo
Oh ooo
Iemanjá com seus encantos
São as chuvas de prata, são as águas de Oxalá
Canta, voa passarinho
Eu ouvi um lindo canto, de mamãe sereia no fundo do mar
Canta, voa passarinho
Eu ouvi um lindo canto, de mamãe sereia no fundo do mar
Iemanjá tem seus mistérios
Enganou os inimigos com seus espelhos na beira do mar
Iemanjá tem seus mistérios
Enganou os inimigos com seus espelhos na beira do mar

Oh oooo
Oh ooo
Iemanjá com seus encantos
São as chuvas de prata, são as águas de Oxalá

Iemanjá olha seus filhos

Iemanjá ô, olha seus filhos a beira mar
Iemanjá ô, olha seus filhos a beira mar
Brilhou no céu, como brilha no mar
A minha mãe é sereia
É a Rainha do Mar
Brilhou no céu, como brilha no mar
A minha mãe é sereia
É a Rainha do Mar

Joga flores no mar

Joga flores no mar, joga flores no mar
Bate com pé e pede o que quer a mamãe Iemanjá
Joga flores no mar, joga flores no mar
Quem tem fé não padece, quem sofre merece precisa rezar
Joga flores no mar, joga flores no mar
Bate com pé e pede o que quer a mamãe Iemanjá
Joga flores no mar, joga flores no mar
Quem tem fé não padece, quem sofre merece precisa rezar
Ode, ode, Ode, odá
Ode, ode, viva a Rainha do Mar
Minha mãe Iemanjá

No Reino de Iemanjá

Fui pro mar, fui pra areia
Pra mãe d’água rezar
Com caboclas, com pedreiras
Seu Ogum Beira-Mar
Pescador já chegou
Hoje é festa no mar
Muitos peixes nas águas
No Reino de Iemanjá

O Nanã cadê Iemanjá

O Nanã cadê Iemanjá
Iemanjá ta nas ondas do mar
Ela é dona de Conga
Salve a sereia do mar
O Nanã cadê Iemanjá
Iemanjá ta nas ondas do mar
Ela é dona de Conga
Salve a sereia do mar

O navio apitou (subida de Iemanjá)

O navio apitou, vai de mar afora
O navio apitou, vai de mar afora
É nossa mãe, que já vai embora
O navio apitou, vai de mar afora
O navio apitou, vai de mar afora
É nossa mãe, que já vai embora

Oh meu Deus como é bonito

Oh meu Deus como é bonito
Pisar na areia do mar
Encontrar mamãe Oxum
Visitar mãe Iemanjá
Odoyá, onde é sua morada?
Odoyá, é nas águas cristalinas

Oh que barco tão lindo

Oh que barco tão lindo
Que vem sobre as ondas do mar

Ele traz as vibrações
De nossa mãe Iemanjá
Ele traz as vibrações
De nossa mãe Iemanjá

Iemanjá, Iemanjá
Ela é a Rainha do Mar
Iemanjá, Iemanjá
Ela é a Rainha do Mar

Promessa pra Deusa do Mar

Eu vou levar flores pro mar, pra Iemanjá
Eu vou levar flores pro mar, pra Iemanjá
Uma promessa eu fiz
Para a Deusa do Mar
Eu pedi, recebi
Prometi, vou levar
Uma promessa eu fiz
Para a Deusa do Mar
Eu pedi, recebi
Prometi, vou levar
Eu vou levar flores pro mar, pra Iemanjá
Eu vou levar flores pro mar, pra Iemanjá

Que lindo pisar

Que lindo pisar, que tem as caboclas
Pisando na areia, no rastro das outras
Salve Iemanjá e Salve as sereias
Salve as caboclas que pisam na areia

Rainha das ondas, sereia do mar

Mãe d’água Rainha das ondas sereia do mar
Mãe d’água seu canto é bonito quando faz luar

E Iemanjá, e Iemanjá
Rainha das ondas sereia do mar
Rainha das ondas sereia do mar

É bonito o canto de Iemanjá
Sempre faz o pescador chorar
Quem escuta a mãe d’água cantar
Vai com ela pro fundo do mar
Vai com ela pro fundo do mar

Retira a jangada do mar

Retira a jangada do mar, mãe d’água mandou avisar
Que hoje não pode pescar, pois hoje tem festa no mar

Eeeeeeee Iemanjá
Ela é, ela é a Rainha do Mar
Traz pente, traz espelho ooooh
Pra ela se enfeitar ooooh
Traz flores, traz perfume, enfeita todo o mar

Saia do mar linda sereia

Saia do mar linda sereia
Saia do mar venha brincar na areia
Saia do mar linda sereia
Saia do mar venha brincar na areia
Saia do mar sereia bela
Saia do mar venha brincar com ela
Saia do mar sereia bela
Saia do mar venha brincar com ela

Salve mamãe Iemanjá, que passeia pelo mar

Salve mamãe Iemanjá, odocia
Que passeia pelo mar, odocia
Pra ajudar os filhos teus, odocia
No reinado de Oxalá, eu eu babá
Salve mamãe Iemanjá, odocia
Que passeia pelo mar, odocia
Pra ajudar os filhos teus, odocia
No reinado de Oxalá, eu eu babá

Senhora do Aiê

Oh Iemanjá, senhora lá do Aiê
Oh Iemanjá, venha nos ajudar
Oh Iemanjá
Oh minha mãe Iemanjá, com a sua luz divina
Venha nos ajudar, oh Iemanjá, oh Iemanjá
Rainha das águas, sereia do mar
Rainha das águas, sereia do mar
Oh Iemanjá, oh Iemanjá
Rainha das águas, sereia do mar
Rainha das águas, sereia do mar
Oh Iemanjá, oh Iemanjá

Tem conchinha

Oi no fundo do mar tem pedra
Debaixo da pedra tem areia
Debaixo da areia tem conchinha
Debaixo conchinha mãe sereia

Oi tem areia, tem areia, tem areia
No fundo do mar tem areia

Vamos cantar em louvor

Vamos cantar em louvor
A nossa mãe Iemanjá
Pedindo paz e amor
Em nome do Pai Oxalá
As rosas brancas que vão
No meu barquinho pro mar
Oh minha mãe querida
São nossas preces de amor
Vai meu barquinho seguindo
Pelo mar até o além
Iemanjá nos conceda
Felicidade sem fim

yemanja

Iemanja

Pontos de Iansã

Deusa Maior

Saravá deusa maior, Iansã é moça rica
Iansã deusa do tempo, saravá moça bonita
Iansã é minha mãe, rainha do jacutá
Mãe de todos Eparrei, roda a saia que eu quero ver
Filho de Umbanda não tem querer
Roda a saia que eu quero ver

Ela é a Senhora dos Ventos

Ela é a senhora dos Ventos
Ela é a mais linda Orixá
Ela veio acalmar a tormenta
Quem mandou foi meu Pai Oxalá

Iansã, minha mãe Iansã
Sua espada de ouro no céu brilhou
Iansã, minha mãe Iansã
Obrigada senhora porque a bonança chegou

Risca o céu da tormenta uma faixa de luz
É a espada de ouro de Iansã que reluz
É a chuva caindo, é o castigo dos ventos
Iansã esta reinando lá no firmamento

Espada de Ouro

Risca o céu da tormenta uma faixa de luz
É a espada de ouro de Iansã que reluz
É a chuva caindo, é o castigo dos ventos
Iansã esta reinando lá no firmamento

Exaltação a Deusa dos ventos

Raio de luz, clarão no céu, é ventania que vem lá
A noite inteira, vento vem e vai, rodopiando a bailar
Com a espada erguida ao luar surge a guerreira
É Iansã, varrendo os males
É Iansã, oh mãe valei-me
Levai nesse vento os nossos tormentos, levai minha dor
E quando cessar a tempestade
E eu vislumbrar novo amanhã
Explode em meu peito, um brado, Eparrei
Oh mãe Iansã

Põe no tacho azeite pra ferver, que Oyá
Põe nele o tempero desse acarajé
Que é força e coragem pra seguir viagem filhos que tem fé

Guerreira Rainha

Guerreira, Rainha do bambuzal
Por onde ela passa não existe o mal
Sua cor é vermelha ou então coral
Bela Oyá, seu balé é tão lindo
Me sinto um menino, nele a me embalar

Oh que ventania
Oh Iansã é a minha luz do dia
Oh Iansã, olha o temporal
Oh Iansã, olha o temporal, Oyá, Oyá
Oh Iansã, olha o temporal
Oh Iansã, olha o temporal

Deusa da ventania

Ventou, ventou, ventou
Um raio cortando o céu ao mundo anunciou
Era Iansã guerreira, minha santa padroeira que na ventania chegou
Iluminando o infinito, iluminando as cascatas
Iluminando a pedreira, também toda a verde mata
Um toque de alvorada ouviu-se no humaetá
Era Seu Ogum de Ronda, saravando bela Oyá

Eparrei, parrei Oyá
Sua beleza comparo ao raio do sol e a luz do luar
Eparrei, parrei Oyá
Seus lindos cabelos louros são da cor do ouro do seu jacutá
Eparrei, parrei Oyá
As estrelas são brilhantes, são diamantes dessa bela Oyá
Eparrei, parrei Oyá
Meus caminhos são iluminados, pelo seu relampear

Divina luz Axé

Iansã, olha a divina luz axé
Eparrei Oyá
Santa Bárbara ela é
Já trovejou, relampejou
Cadê Oyá, Xangô?
Iansã, olha a divina luz axé
Eparrei Oyá
Santa Bárbara ela é
O cálice bento ela segurou
Com espada sagrada ela guerreou
Eparrei Oyá, eparrei Oyá

Oyá é moça rica

Oyá é moça rica, ela é filha de Xangô
Oyá é moça rica, ela é filha de Xangô
Iansã chegou na Umbanda, no seu reino Saravou
Iansã chegou na Umbanda, no seu reino Saravou

Orixá de Umbanda

Iansã, Orixá de Umbanda
Rainha do nosso Congá
Saravá Iansã lá na Aruanda, eparrei
Eparrei Iansã venceu demanda
Iansã, Saravá pai Xangô
No céu trovão roncou
E lá na mata o leão bradou
Saravá Iansã, Saravá Xangô
E lá na mata o leão bradou
Saravá Iansã, Saravá Xangô

Iansã Cadê Ogum?

Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar

Iansã penteia os seus cabelos macios
Quando a luz da lua cheia, clareia as águas dos rios
Ogum sonhava com a filha de Nanã
e pensava que as estrelas eram os olhos de Iansã

Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar

Na terra dos Orixás o amor se dividia
Entre um Deus que era de paz
E outro Deus que combatia
Como a luta só termina
Quando existe um vencedor
Iansã virou rainha da coroa de Xangô

Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar

Iansã Derê

Iansã Derê, oiê, Iansã Derê
Gira no tempo rainha dos ventos que eu quero ver
Gira no tempo rainha dos ventos que eu quero ver
Que eu quero ver, que eu quero ver
Gira no tempo rainha dos ventos que eu quero ver
Gira no tempo rainha dos ventos que eu quero ver
É de oriá, oiê, é de oriê
Vira na gira, é na fé de missambê
É de oriá, oiê, é de oriê
Vira na gira, é na fé de missambê

Iansã é minha luz

Iansã é minha mãe, ela é dona do meu congá
Parrei, parrei, parrei, oh Iansã vem me ajudar
Parrei, parrei, parrei, oh Iansã vem me ajudar
Ela vence demanda, raio do firmamento
Com a sua espada, é a dona dos ventos

Iansã é uma moça guerreira

Iansã é uma moça guerreira
Ela é dona do seu jacutá
Iansã é uma moça guerreira
Ela é dona do seu jacutá
Eparrei, eparrei, eparrei
É mamãe de Aruanda, sustenta seu ponto que eu quero ver
Eparrei, eparrei, eparrei
É mamãe de Aruanda, sustenta seu ponto que eu quero ver
Amina popô, amina popô
É Santa Bárbara a rainha do jacutá
Amina popô, amina popô
É Santa Bárbara a rainha do jacutá

Iansã dona do mundo

Iansã ela é dona do mundo
Dona do fogo, da faísca e do trovão
Eparrei Iansã na Aruanda
Santa Bárbara com a espada na mão
Eparrei Iansã na Aruanda
Santa Bárbara com a espada na mão

Mãe Oyá venceu guerra

Oyá, Oyá, ela é dona do mundo
Oyá, Oyá, mãe Oyá venceu guerra
Oyá, Oyá, ela é dona do mundo
Oyá, Oyá, mãe Oyá venceu guerra
Oyá, Oyá, ela é dona do mundo
Oyá, Oyá, mãe Oyá venceu guerra

Menina quem te contou (Iansã)

Menina quem te contou
Quem te contou não mentiu
Eu vi uma linda moça
Que para mim sorriu
Eu estava pensando quando Oyá me surgiu
Trazendo o Ixâ na mão dizendo que Ogum partiu
Ele foi pro mar, foi vencer sua batalha
Em nome de Pai Oxalá
Eparrei Oyá, Iansã donas dos ventos
Senhora do meu jacutá
Eparrei Oyá, Iansã donas dos ventos
Senhora do meu jacutá

Iansã senhora dos ventos

Oh Iansã, senhora dos ventos
Oh Iansã, vem me valer
Dá proteção pros seus filhos
Com sua espada, vem nos socorrer
Sua coroa é de ouro Iansã
E brilha no congá
Vem saravá filho de pemba
E viva nosso Pai Oxalá, Oyá

Rosas para Iansã

Iansã, Iansã, minha mãe
Iansã venha nos ajudar
Estou pedindo proteção pra nós
Iansã limpa a nossa voz
Eu trago uma rosa eu quero agradar
Iansã é minha mãe
Sei que ela vai ajudar
Eparrê-ê-ê-ê-á, eu vim lhe pedir proteção
Confio em minha orixá
Eparrê-ê-ê-ê-á, estou aqui minha mãe
A rosa eu vim lhe ofertar
Iansã é minha mãe
Você vai me abençoar
Eparrê-ê-ê-ê-á, eu vim lhe pedir proteção
Também a falange do mar

Saudação a Iansã

Eparrei, eparrei, eparrei bela Oyá
Iansã olha a matamba
Iansã olha a matamba
Minha santa guerreira, venha me valer
Pois me sinto num abismo, não sei o que vou fazer
Em meio a escuridão, veio um raio clarear
Me mostrando um caminho que eu possa traçar
Eparrei, eparrei, eparrei bela Oyá
Iansã olha a matamba
Iansã olha a matamba
Peço que neste caminho bons ventos possam soprar
Afastando as nuvens negras que querem me derrubar
Se nele encontrar espinhos, em flores eu vou pisar
Pois sou filho de Iansã, poderosa Iabá
Eparrei, eparrei, eparrei bela Oyá
Iansã olha a matamba
Iansã olha a matamba

Um sonho lindo

Sonhei, um sonho lindo
Sonho tão lindo, que me encantou
Eu me banhava com as águas da Oxum
Que desciam da pedreira de Pai Xangô
Tempo virava, ventos e o trovão roncou
Era Bela Oyá, que no meu sonho
Vinha para me ajudar
Ela bailava, sem ter os pés no chão
Com sua espada, e seu cálice na mão
Era Iansã me dando a sua proteção

Ventou nas matas, ventou nas pedreiras

Ventou nas matas, ventou nas pedreiras
Que vento forte, nas cachoeiras
Não é Oxóssi, nem é Xangô
É Iansã com seu batacotô
Deusa dos ventos, e do trovão
Oh minha mãe quero sua proteção

Iansã

Pontos de Cigano

 

Cigana da Estrada

Quem nesse mundo nunca ouviu dizer
E nesse mundo nunca ouviu falar
De uma cigana que mora naquela estrada
Ela tem sua morada sob o clarão do luar
Cigana da estrada, moça poderosa
Me dê proteção e axé ciganinha formosa
Cigana da estrada, moça poderosa
Me dê proteção e axé ciganinha formosa

Cigana Rainha das Rosas

Caminhando pela madrugada
Muito longe eu avistei
Uma moça na calçada
Linda morena cigana
Me diga quem você é
Eu sou Rainha das Rosas Cigana do Candomblé
Eu vou abrir seus caminhos Acredite se quiser,
Eu vou mudar sua vida Eu sou cigana de fé.

Cigana do Oriente

Ela é uma cigana faceira, ela é
Ela é das sete linhas e não é de Candomblé
Ela vem de muito longe os seus filhos ajudar
Ela vem de muito longe, Saravá esse Conga

Ela é uma cigana faceira, ela é
Ela é das sete linhas e não é de Candomblé
Ela vem de muito longe os seus filhos ajudar
Ela vem de muito longe, Saravá esse Conga

Cigana Formosa, Cigana Rosa

Quando ouvi pela primeira vez aquela gargalhada
Achei uma coisa tão linda, senti uma força cigana
Olhando no meio da roda, tava lá uma cigana formosa
Ela é a cigana formosa, cigana Rosa
Quando ouvi pela primeira vez aquela gargalhada
Achei uma coisa tão linda, senti uma força cigana
Olhando no meio da roda, tava lá uma cigana formosa
Ela é a cigana formosa, cigana Rosa

Ciganinha eu preciso de você

Oh ciganinha eu preciso de você
Oh ciganinha eu preciso de você
Vamos jogar o jogo da amarelinha
Seu eu perder você me ganha
Se eu ganhar você é minha

Oh ciganinha eu preciso de você
Oh ciganinha eu preciso de você
Vamos jogar o jogo da amarelinha
Seu eu perder você me ganha
Se eu ganhar você é minha

Oh cigana, ciganinha da sandália de pau
Oh cigana, ciganinha da sandália de pau
Quando chega no terreiro faz o bem e leva o mal
Quando chega no terreiro faz o bem e leva o mal

De vermelho e preto vestindo a noite o mistério traz
De colar de cor, brinco dourado a promessa faz
Se é preciso ir, você pode ir, peça o que quiser
Mas cuidado amigo, ela é bonita, ela é mulher
Mas cuidado amigo, ela é bonita, ela é mulher
E no canto da rua, zombando, zombando, zombando está
Ela é moça bonita, oi girando, oi girando, oi girando lá
E no canto da rua, zombando, zombando, zombando está
Ela é moça bonita, oi girando, oi girando, oi girando lá

Oi girando, laroiê
Oi girando, laroiê
Oi girando, laroiê
Oi girando, laroiê
Oi girando, laroiê
Oi girando, laroiê

Rosa branca, rosa vermelha, rosa amarela
A cigana é faladeira, todo mundo gosta dela
Rosa branca, rosa vermelha, rosa amarela
A cigana é faladeira, todo mundo gosta dela
Rosa branca, rosa vermelha, rosa amarela
A cigana é faladeira, todo mundo gosta dela

Rainha Cigana

Sou poeira, poeira de existência
Sou real e eterna, eu sou rainha
Sou rainha, sou mais eu
Em castelos eu vivi
Mas nas tendas fui feliz
Fiz o meu reinado pelas estradas
O meu mundo é encantado
Sou cigana, sou raiz
Sete raios eu venci
Passei em cachoeiras, plantei sementes
Mas na chama ardente foi que eu venci
Sou rainha, sou mais eu
Sou rainha cigana
Soberana na estrada, de madrugada
O sol e a lua são a minha morada

Sorriu pra mim

Sorriu para mim, uma cigana formosa
Tão bonita e tão dengosa, em sua mão, traz uma rosa
Despetalou sobre mim, sem deixar cair espinhos no meu caminho
Esta morena faceira, quando ela chega levanta poeira
Roda cigana, moça formosa, é tão bonita que parece uma rosa

Vida de Ciganos

Quando o sol não mais brilhar
E a lua surgir, os ciganos vem trabalhar
Quando o sol não mais brilhar
E a lua surgir, os ciganos vem trabalhar

Como é bonita a madrugada na estrada
Os ciganos trabalhando cumprindo sua missão
Que coisa linda Carmencita com baralho
Cigana Rosita lendo a sorte na mão
Chora toda banda, chora
O sol vai surgir e eles vão estrada afora
Chora toda banda, chora
O sol vai surgir e eles vão estrada afora

Pomba-Gira Cigana da Estrada

Veja meu destino, oh cigana, quero ser feliz
Por onde passas, sempre semeia raiz
Eu caminhava na estrada sem saber aonde ir
Me deparei com uma moça que firme olhou pra mim
Com seu vestido de lenço, e um baralho na mãe
Me disse que era cigana e ia ler a minha mão
Veja meu destino, oh cigana, quero ser feliz
Por onde passas, sempre semeia raiz
Salve as linhas cruzadas, da palma da minha mão
Ela mostrou meu caminho, me deu sua proteção
Hoje me encontro feliz, dentro da religião
Eu sou um filho de Umbanda, tenho paz no coração
Veja meu destino, oh cigana, quero ser feliz
Por onde passas, sempre semeia raiz.

povo-cigano

Pontos de Caboclo

Cabocla Iracema

Quem pode pode com a folha da Jurema
Que atira a flecha muito mais além do mar
Mas ela é uma cabocla de pena
É a Cabocla Iracema, dona do seu jacutá
Mas ela é uma cabocla de pena
É a Cabocla Iracema, dona do seu jacutá

Cabocla Jurema filha de Tupi

No centro da mata virgem
Uma linda cabocla eu vi
No centro da mata virgem
Uma linda cabocla eu vi
Com seu saiote, feito de penas
Era a Jurema, filha de Tupi
Com seu saiote, feito de penas
Era a Jurema, filha de Tupi
Jurema, Jurema, Jurema
Linda cabocla filha de Tupi
Ela vem lá da Juremá
Vem firmar seu ponto neste congá
Ela vem lá da Juremá
Vem firmar seu ponto neste congá

Cabocla Jussara, Jandira e Jurema

Mas eu mandei fazer, três capacetes de pena
Eu mandei fazer, três capacetes de pena
Um é pra Jussara, um é pra Jandira, outro é pra Jurema
Um é pra Jussara, um é pra Jandira, outro é pra Jurema

Caboclo Sete Estrelas

Nas matas lá da Jurema
Eu vi uma estrela brilhar
Nas matas lá da Jurema
Eu vi uma estrela brilhar
Oi era uma estrela de Oxóssi
Anunciando que caboclo vai chegar
Oi era uma estrela de Oxóssi
Anunciando que caboclo vai chegar
Oke, Oke, Caboclo
Caboclo Sete Estrelas no Conga
Oke, Oke, Caboclo
Vem de Aruanda, pra seus filhos ajudar

Caboclo Arranca Toco

Lá no alto da floresta
Lá tem um lindo caboclo, lá no alto
Lá no alto da floresta
Lá tem um lindo caboclo
Mas ele é o Caboclo Arranca Toco
Ele é um caçador, ele é rei lá da floresta
Seu bodoque é muito forte, sua flecha é uma flor
Sua falange é poderosa, Oxalá foi quem mandou
É hora, é hora, do Caboclo Arranca Toco
Hora de Arranca Toco, hora de todos Caboclos
É hora, é hora, do Caboclo Arranca Toco
Hora de Arranca Toco, hora de todos Caboclos

Caboclo Cobra Coral

Mas como é lindo, assistir festa na mata
Ouvir o som da cascata, e o lindo canto do sabiá
Que noite linda, que linda noite de luar
Foi no clarão da lua, eu vi Cobra coral passar
A mata estava em festa, toda coberta de flores
Até os passarinhos cantam, oh meus Caboclos
Mas eles cantam em seu louvor,
Até os passarinhos cantam, oh meus Caboclos
Mas eles cantam em seu louvor,
Oh, oh, oh, oh, quanta beleza
Oh, oh, oh, oh, quanto explendor
Como é bom ter a certeza

Que Cobra coral é nosso protetor
Oh, oh, oh, oh, quanta beleza
Oh, oh, oh, oh, quanto explendor
Como é bom ter a certeza
Que Cobra coral é nosso protetor

Caboclo Flecheiro

Vocês tão vendo aquele meu caboclo
Que está em cima daquele lajedo
Olhando o tempo para não chover
Pedindo a lua pra sair mais cedo
Oke caboclo, oke caboclo, flecheiro
Oke caboclo, oke caboclo, flecheiro
Vocês tão vendo aquele meu caboclo
Que está em cima daquele lajedo
Olhando o tempo para não chover
Pedindo a lua pra sair mais cedo
Oke caboclo, oke caboclo, flecheiro
Oke caboclo, oke caboclo, flecheiro
E toda tribo deste meu caboclo
Adora o canto de um Rouchinol
De manhã cedo segue o meu flecheiro
Pra dar a ele o romper do sol

Caboclo Mata Verde

No terreiro de Umbanda, uma estrela brilhou
Afirma a corrente, Mata Verde chegou
Iê, iê, iê Caboclo vem trabalhar
Salve os Caboclos, seu ponto vamos cantar
Salve o povo de Aruanda, salve meu Pai Oxalá
Salve todos de Umbanda, salve todo o Jurema

Caboclo Mata Virgem

Sentado embaixo de um arvoredo
No meio da mata virgem uma coral piou
É o Caboclo Mata Virgem, que na coral se transformou
Foi aí que ele me disse numa linguagem guarani
Sou filho de luar, descendente de Tupi
Tupi, tupi, tupi, tupi
Sou filho de luar, descendente de Tupi

Caboclo Pele Vermelha

Mato quiamba eh, mato quiamba ah
Mato quiamba eh Noriguá, mato quiamba ah
É o caboclo da pele vermelha,
Que veio na aldeia, do Canadá
Seu noriguá é um cacique herói
Que chegou das matas para nos salvar
Noriguá eh, eh, noriguá
Noriguá eh, ae, noriguá

Caboclo Pena Branca

Um grito na mata ecoou,
Foi seu Pena Branca que chegou
Com sua flecha, com seu cocar
Seu Pena branca vem nos ajudar

Caboclo Pena Dourada

É banda, é banda, é banda, é banda, é banda é
É banda, é banda, é banda, é banda, é banda é
Sua banda é de ouro é, sua banda é de ouro é
Seu saiote é de pena dourada, ele cheira a guiné
É banda, é banda, é banda, é banda, é banda é
É banda, é banda, é banda, é banda, é banda é
Sua banda é de ouro é, sua banda é de ouro é
Seu saiote é de pena dourada, ele cheira a guiné

Caboclo Sete Flechas

Curibembê, Curibembá
Sete Flechas é um grande Orixá
Sete dias de nascido
A Jurema o encontrou
Deitado na folha seca
O caboclo ela criou
Curibembê, Curibembá
Sete Flechas é um grande Orixá
Nasceu na mata de oxóssi
Na aldeia de jurema
O caboclo Sete Flechas
Iluminado por Oxalá

Caboclo Tupinambá 

Estava na beira do rio sem poder atravessar
Chamei pelo Caboclo, Caboclo Tupinambá
Estava na beira do rio sem poder atravessar
Chamei pelo Caboclo, Caboclo Tupinambá
Tupinambá chamei
Chamei, tornei chamar ea

Caboclo Ubirajara

Seu Ubirajara lá na mata ele é um rei
Ubirajara na Umbanda é um tatá
Ele é um rei, ele é um tatá
Lá nas matas sua flecha zua
E zua quando sobe, quando desce ela mata
Ele é um rei, ele é um tatá
Sete ondas lá na mata ele é um rei
Na umbanda sete ondas é um tatá
Ele é um rei, ele é um tatá
Lá nas matas sua flecha zua
E zua quando sobe, quando desce ela mata
Ele é um rei, ele é um tatá

Caboclo Ubiratan

Foi na pedreira, que a pedra rolou
Foi na pedreira, que a pedra balanceou
Seu Ubiratan ele é um rei nagô
Ee, seu Ubiratan chegou
Ele vem para ajudar
Oh ele vem para saravá
Ele vem para ajudar
Oh ele vem para saravá

Caboclo vai pra sua aldeia

Seu oxóssi vai pra sua aldeia
Vai pra sua mata, lá na Jurema
Deixa um abraço pra todos seus filhos
Que pediu a benção de Pai Oxalá
Caboclo vai embora, pra cidade da Jurema
Bom Jesus ta lhe chamando, na cidade da Jurema
Ele vai ser coroado, na cidade da Jurema
Com a coroa de arerê

Caboclo, saravá a sua pemba

Foi na Umbanda que eu nasci
Foi na Umbanda que eu cresci
Saravá a sua pemba, oi caboclo
Saravá o seu conga, oi caboclo
Foi na Umbanda que eu nasci
Foi na Umbanda que eu cresci
Saravá a sua pemba, oi caboclo
Saravá o seu conga, oi caboclo

Chamada de Caboclos

Se a coral é sua cinta,
A jibóia é sua laça
Oi, que zoa, que zoa, que zoa ae
Caboclo mora na mata
Oi, que zoa, que zoa, que zoa ae
Caboclo mora na mata

Despedida de Caboclo 1

Caboclo vai embora, pra cidade da Jurema
O bom Jesus ta lhe chamando, pra cidade da Jurema
Mas ele vai ser coroado, pra cidade da Jurema
Com a coroa de arerê, na cidade da Jurema
Caboclo foi embora, pra cidade da Jurema
O bom Jesus ta lhe chamando, pra cidade da Jurema
Mas ele foi ser coroado, na cidade da Jurema
Com a coroa de arerê, na cidade da Jurema
Ele vai, ele vai, ele vai,
Ele vai, mas não vai sozinho,
Ele passa na boca do mato, paronga
Leva seu passarinho

Despedida de Caboclo 2

Sua pena voou, voou foi o vento que levou
Lá se vão todos os caboclos, que a Jurema já chamou
Sua pena voou, voou foi o vento que levou
Lá se vão todos os caboclos, que a Jurema já chamou

Despedida de Caboclo 3

Caboclo apanha a sua flecha
Apanha seu bodoque, o galo já cantou
Caboclo apanha a sua flecha
Apanha seu bodoque, o galo já cantou
O galo já cantou na Aruanda
Oxalá te chama para a sua banda

Despedida de Caboclo 4

A sua terra é longe, e eles vão embora
E vão beirando o rio azul,
Adeus Umbanda que os caboclos vão embora
E vão beirando o rio azul
A sua mata é longe, e eles vão embora
E vão beirando o rio azul,
Adeus Umbanda que os caboclos vão embora
E vão beirando o rio azul

casa espirita de oxossi