Responsabilidade de Ser Umbandista

A RESPONSABILIDADE DE SER UMBANDISTA

Em minha experiência como Dirigente Espiritual, tenho constatado que não apenas as pessoas de fora que têm uma visão deturpada da Umbanda; muitos médiuns atuantes também têm. Estar à frente de um terreiro é um verdadeiro desafio, e não pela parte espiritual, pois trabalhar com os Orixás e guias é simples e maravilhoso;difícil é lidar com os seres humanos.

Sei que é comum em terreiros dizerem ao consulente que ele precisa “desenvolver”, senão sua vida não irá pra frente, mas nunca vi ninguém explicar desenvolver o que, pra que, porque e pra quem…

Se tornar um Umbandista é assumir um compromisso perante a espiritualidade, mas principalmente com sua própria evolução. As pessoas têm que saber que ser médium é responsabilidade, dedicação, abnegação, firmeza. E por falar em firmeza, o que se faz fora do terreiro também faz parte do pacote; sim, porque se é Umbandista 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês, 365 dias por ano.

Os médiuns têm que saber que responderão por cada palavra e gesto que praticarem em nome de seus guias, e isso é muito sério.

Guias espirituais não vêm em terra pra beber, fumar e dançar; eles vêm trabalhar, e não têm tempo a perder. Muitos acham que ser Umbandista é chegar no terreiro, encontrar tudo pronto, incorporar (mesmo que não faça atendimento), pedir bebida, cigarro, dançar, desincorporar e ir pra casa; e acreditem, acham que fizeram muito.

Ninguém quer saber do trabalho que se têm pra manter tudo limpo (fisicamente e energeticamente falando), dos gastos, do tempo empregado, cada um só quer saber dos seus próprios problemas.

Eu tenho certeza de que muitos dirigentes sabem do que eu estou falando: você está correndo há dias, organizando tudo, arrumando flores, fazendo a comida, fazendo firmezas, lutando pra que tudo corra bem, e chega um filho querendo te contar um sonho que ele teve…realmente eu não sei o que algumas pessoas estão fazendo na Umbanda.

Não dá pra ser quase Umbandista, nem mais ou menos Umbandista, isso é impossível. Quem não tiver seriedade, amor, respeito suficiente, não perca seu tempo nem o dos Guias; você não nasceu pra isso.

Quando é que as pessoas vão entender que o terreiro é um local sagrado como qualquer outro templo religioso?

Que lá não é lugar de conversar, pensar nos problemas, no namorado, nos filhos, não é lugar pra picuinhas, ciúme, competição entre quem aparece mais, quem sabe mais ou quem manda mais?

Quando é que a Umbanda vai ser tratada com todo o respeito e seriedade que ela merece?

Quando é que as pessoas vão entender que é uma honra ter um Orixá no terreiro, ter um Guia Espiritual pra nos orientar, enxugar nossas lágrimas, nos aconselhar, enfim, nos ajudar em nossa caminhada evolutiva?

Poucos se dão conta disso, mas o terreiro é a casa dos seus Orixás e guias, é a casa onde eles se manifestam, e cada um que ali pisa tem a obrigação de zelar por ele.

Muitos zelam muito mais pelo seu próprio carro do que pelo seu terreiro; outros morrem de medo de perder o emprego, perder o namorado, perder a balada, mas não temem que seu guia se canse e vá embora,afinal, ele já faz muito de ir ao terreiro de vez em quando.

Inclusive, para muitos, ficar batendo de terreiro em terreiro e “dar passagem” de vez em quando aos guias é mais do que suficiente…sinceramente, tenho pena de pessoas assim,porque os guias não precisam delas, é exatamente o contrário.

Acho que os que se dizem Umbandistas deveriam fazer uma profunda reflexão sobre suas escolhas;muitos entraram pra a Umbanda, mas a Umbanda não entrou neles…

Dizer que é Umbandista da boca pra fora é muito fácil, mas lembrem-se: pode-se enganar poucas pessoas por muito tempo,muitas pessoas por pouco tempo, mas não se pode enganar todo mundo o tempo todo.

O que dizemos e fazemos em nosso próprio nome tem um peso; no nome deles a proporção é outra. Um dia encontraremos esses guias frente a frente, e deveríamos viver de forma a ser motivo de orgulho pra eles quando esse dia chegar.

De certa forma, nós remamos contra a maré; porque temos que lidar com o preconceito contra a nossa religião, contra os nossos guias “atrasados”, contra a visão errada que muitos têm de nós. Mas quem tem Mamãe Iemanjá vencerá qualquer tempestade, não é?

É tão natural pra nós ter um guia em terra, que muitos se esquecem do quanto isso é importante;tê-los por perto é benção, alegria, honra, sustentação, é a resposta as nossas dúvidas, é alento aos nossos corações, é a manifestação do amor e preocupação que Pai Olorum tem conosco.

Na nossa pequenez podemos ser tão grandes, e na nossa grandeza podemos ser tão pequenos aos olhos deles, só depende de nós, das nossas atitudes, pensamentos, vibrações.

Nós, Umbandistas, fazemos parte de algo tão grande; tanta coisa acontece num trabalho espiritual, tantos irmãos são ajudados, sejam eles encarnados ou desencarnados, a caridade se manifesta na forma mais pura.

Não perca a chance de participar ativamente disso, não perca a chance de lutar pela causa deles, que é a de dar um sentido às nossas vidas, evoluir e nos ajudar a evoluir também.

Se a Umbanda nos chamou é porque tem um propósito pra nós; não desperdicem o que foi dado a vocês enquanto outros não tiveram a mesma sorte.

Se queremos que a nossa querida Umbanda Sagrada seja vista com outros olhos, comecemos por nós mesmos…Axé.

Texto: Mãe Valéria Siqueira

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Apoio de Rua 05/2017

“Que o que chega à mente seja paz. Que o que preencha o coração seja benevolência. Que a vida seja leveza. Que os sonhos sejam reais. E que o amor seja o motivo de tudo o que fazemos!!”

Mais um trabalho realizado com muita dedicação, muito esforço, e muita ajuda. Foram semanas buscando e recebendo doações de roupas, alimentos e cobertores para podermos realizar tudo isso.

Aqui nós agradecemos a cada um de vocês que colaborou conosco, cada peça de roupa, cada alimento foi de suma importância para que esse tipo de ação aconteça.

O Local das entregas foi uma comunidade que luta para sobreviver, embaixo do Viaduto Alcântara Machado. Famílias vítimas da desapropriação da prefeitura, famílias sem nenhum amparo que dependem de doações para sobreviver. E como o Mês de Maio foi o mês das Mães, este ano fizemos saquinhos contendo um Creme Hidratante e um batom. Claro que isso está longe de ser a ajuda ideal que elas precisam, mas qualquer gesto de carinho é válido. E muitas vezes elas não tem acesso a produtos como esse, uma vez que o básico já é escasso em suas vidas. Afinal toda mulher merece cuidados independente de sua condição social, financeira.

Muito Obrigado que apoiaram!

Criança em Gira de Esquerda

Crianças devem ou não participar de uma Gira de Esquerda ?

Antes de entrar nessa questão gostaria que você realmente soubesse o que é uma Gira de Esquerda segundo os nossos fundamentos.

Acesse o link : Linha da Esquerda na Umbanda.

Passado desse ponto (espero que tenha lido o artigo), vamos agora nos voltar ao tema.
Muitos dizem que não se deve levar crianças a linha da esquerda, pois geralmente nessa linha se usam bebidas, charutos cigarros e dependendo da Casa até alguns palavrões são ouvidos. Fora o ambiente mais escuro, com as imagens que convenhamos não são tão “belas”. Acredito que a soma desses fatores te coloca a pensar se realmente é um ambiente propício a se levar uma criança.
Mas sempre existe aquele contra ponto…
“Por acaso deixamos de levar nossas crianças para festas, churrascos, ou encontros de amigos, que contém cigarros, bebidas e etc ?!”

Bom isso tudo o que falamos é apenas o lado físico! Tudo o que vemos em nosso plano material.
Mas vocês já pensaram em como seria o plano espiritual durante uma Gira de Esquerda ?
Sabendo que os Exus e Pomba Giras são entidades de Luz, Guardiões que trabalham em plano espiritual mais denso e próximo ao nosso plano terrestre. Vamos analisar agora o que acontece onde não conseguimos enxergar.

Muitos além do que se pode ver

O mais comum dos pedidos que levam uma pessoa a visitar uma Gira de Esquerda, é relacionado ao emprego, amores não correspondidos, entre outros problemas terremos geralmente relacionados a bens materiais.
Mas o Trabalho de um Exu vai bem além disso, trabalhando nas trevas a serviço da Luz, eles lidam com todo tipo de espírito desencarnado, desenganado que vagam presos entre o mundo material e espiritual. Eles recolhem e amparam esses espíritos (de acordo com o querer de cada um) e os energizam encaminhando para a luz.

Em muitos trabalhos de esquerda, algumas pessoas chegam com a energia tão baixa e densa e quase sempre acompanhada de um espírito obsessor, que se alimenta dessa energia negativa. Durante a Gira da Casa essa pessoa será atendida, será orientada, e da mesma forma os Exus e Pomba Giras ali presentes, atenderam e orientaram esse espírito obsessor afim de que esse não permaneça nas trevas.

Durante qualquer trabalho espiritual em um Terreiro ou Casa de Umbanda (Candomblé, Kardecista, ou qualquer outro nome) esse local se torna um ponto de luz (no plano espiritual) atraindo todo tipo de espírito, que ali rodeiam a região. É como ascender uma lanterna em campo escuro, todos iram para perto dela. Nesse momento é que está a verdadeira atuação dos Guardiões (Exus e Pomba Giras),  protegem o terreiro e todos que estão dentro, e ao mesmo tempo acolhem aqueles que vierem em busca de ajuda. Claro que isso acontece da mesma forma em Giras de Caboclos, Baianos, e tantas outras linhas da Umbanda. Aí vem a pergunta, qual a diferença na Linha da Esquerda ?

Eu te respondo, junte tudo que você leu em um único ambiente. As imagens, as entidades, os obsessores, os obsediados, as ferramentas de trabalho (imagens, charutos, bebidas etc), as pessoas de baixa vibração, imagine tudo isso em único “espaço físico”, aí sim você terá ideia do que é uma Gira de Esquerda.

Todos os obsessores resgatados durante os trabalhos de esquerda, permanecem ali junto com todos até o “fim dos trabalhos” (pelo menos o fim dos trabalhos no nosso plano), e quando este termina o trabalho dos Guaridões ainda está mal começando. Pois estes são quem energizaram e encaminharam cada alma perdida que veio em busca de amparo e luz.

Conclusão

Um ambiente assim, não acrescentaria nada á uma criança. Não há motivos para que esta participe de um trabalho como esse. Expor uma criança a tantas energias densas e diferentes só fará mal a ela, pois a mesma ainda não tem preparo ou discernimento para entender o que ali se passa. Se muitos “adultos” ainda não entendem o real significado do trabalho de um Exu, quem dirá uma criança…

Claro que respeitamos a Doutrina de cada Casa, sempre existiram aqueles que permitem, e muitos iram discorda de nossa postura, mas esse é o nosso entendimento em ralação a esse assunto.

Um Forte abraço a todos!

Axé

Guia de Contas na Umbanda

Guias, Fio de Contas ou Colares

Quem nunca viu um crucifixo no pescoço de um Padre? Um índio com seu colar? Acredito que todos nós já vimos, né?
Desde de os tempos remotos, tais objetos são usados não só como adornos, mas também como símbolo sagrado, indicavam hierarquias ou até mesmo como objetos magísticos, perfeitos amuletos dentro de um clã ou de uma tribo.

Na nossa Umbanda querida as nossa guias são colares coloridos utilizados nos trabalhos, fazendo parte do fundamento de todo Umbandista. As guias são verdadeiros para-raios em defesa dos médiuns. Elas são imantadas pelos guias chefes ou pelos dirigentes da casa através das energias da natureza para servirem de escudos contra as energias negativas que possam se aproximar dos servidores da Umbanda na prática da caridade. Se por algum momento, alguma carga negativa se aproximar, essa carga se choca à guia de contas como um escudo de proteção para o médium. Não podemos esquecer que os fios são feitos de náilon e alguns com ferramentas em metal. Como estão encostados ao nosso corpo poderão também arrebentar por desgaste do material.

As guias, além de servirem de proteção, também têm outras funções como:

– Elo de ligação psíquica entre médium e espírito;
– Instrumento de auxílio nos tratamentos espirituais;

Confecção das Guias

As guias de proteção devem se confeccionadas com produtos naturais, que sejam excelentes condutores de energia. Dependendo de cada casa e de suas regras, podem ser feitas de sementes, madeira como o bambu, pedras, porcelana, conchas, cristais. Não devemos usar plástico ou tipo de material similar, pois estes não são filtros indicados para o trabalho espiritual.
Devem confeccionadas de acordo com as regras da casa espiritual ou a pedido de uma entidade específica. Mesmo a pedido, a guia só poderá ser confeccionada se autorizada pelos dirigentes ou pelos guias chefes. Como são colares imantados, precisam ser bentas pelo guia chefe ou pelos dirigentes para que possam ter a mesma tônica vibracional daquelas que todos os outros médiuns que se encontram na mesma roda utilizam.

Todo material utilizado pelos médiuns tem que estar na mesma vibração, na mesma harmonia como um todo. Assim, cada vez mais a corrente espiritual se fortalece. Todas as guias, para terem valor vibracional, devem ser imantadas e fundamentadas. O número de contas deve ser passado pelo Dirigente Espiritual (geralmente são 147 contas ou 151, variando de acordo com o fundamentos de sua Casa). As firmas utilizadas para fechamento das guias servem como espaço mágico para receberem e distribuírem de uma maneira contínua as energias e para formarem assim uma campo magnético fechado ao longo da corrente de contas, passando energia de uma a uma.

Lembrando que as Guias sempre devem ser feitas pelas mãos daquele que pretende usá-las. Isso é de extrema importância, pois serão suas energias transmitidas para ela durante a sua confecção. Guias compradas prontas, devem ser estouradas e refeitas com um novo fio. Em muitas casas os Filhos recebem de presente as guias prontas, não digo que estão errados mas a Guia é um símbolo sagrado que deve ser conquistado pelo médium iniciante e não ganhar do pai ou mãe de santo de presente.

Limpeza das Guias

Deverão ser colocadas em uma bacia com água e cobertas com ervas específicas. Normalmente, utilizamos o boldo, no que chamamos de tapete de Oxalá. Essa limpeza também poderá ser feita em mar aberto, nas cachoeiras ou com água da chuva.

Os Tipos de Guia

Existem alguns fundamentos para a confecção de cada tipo de guia:

– GUIA DE PROTEÇÃO: Todos os colares de contas são feitos para proteção. Quando um médium novo em desenvolvimento começa a vestir o branco e a participar de uma roda de desenvolvimento, é pedido a ele a primeira guia da casa. Essa, normalmente é a de Oxalá, para todos nós Umbandistas, o Pai Maior; aquele que retém em seu poder a força de todas as energias da natureza.
Essa Guia é feita com miçangas (pequenas) na cor Branca, sem firma, e com fechamento de 7 nós no final.

– GUIA DO ORIXÁ (força da natureza): Em nossa Casa essas Guias são conquistadas de acordo com o esforço do Médium ao longo dos trabalhos espirituais, e sua obrigações. A primeira Guia a se fazer é de Oxalá, feita pelo próprio médium em porcelana branca e recebida em seu Batizado. Os demais Orixás vem na sequência (variando de cada casa) conforme seu merecimento e conquistas.

– GUIA DAS ENTIDADES: São aquelas que seguem como padrão o pedido de uma energia superior, uma entidade de luz. Elas só poderão ser confeccionadas com autorização da casa e ou dos dirigentes. Após a autorização a entidade que lhe pediu a Guia lhe mostrará como essa deve ser feita, trazendo assim mais firmeza para o médium com o qual trabalha.

– BRAJÁ: Feito de fios e búzios, símbolo de conhecimento. Na Umbanda, quando o médium atinge a maturidade espiritual e completou o ciclo (obrigações) de todos os Orixás é dado a ele o direito de usar O Brajá, com o significado de entrada no mundo do conhecimento. A partir daí o médium está pronto para seguir seu caminho espiritual, podem formar seu próprio terreiro ou continuar auxiliando na casa que já atua.

Devemos ter o cuidado de fazer nossas guias exatamente como são pedidas. Elas têm fundamentos e serão utilizadas para fortalecimento dos médiuns e segurança nas rodas das quais participarão.Não podem ser utilizadas em nossa Umbanda apenas como adornos ou enfeites. Nossa religião prima pela humildade e não utiliza vaidade e nem ostentação em seus trabalhos espirituais de caridade. A forma como a guia é solicitada pela entidade pode dizer muito sobre a linha de trabalho dela. Assim como o ponto riscado, as guias podem indicar muitos fundamentos e falar por si só.

Por exemplo:
a) Foi autorizado ao médium confeccionar uma guia verde, com 7 flechas intercaladas e com fechamento de firma vermelho. O que vocês acham que essa guia está nos dizendo? Sabem ?

Vou explicar: Verde (Oxossi, caboclos, mata); 7 flechas (pode indicar o nome do Caboclo Sete flechas); Firma vermelha (que ele também trabalha na linha de Ogum). Bacana, né? Viu como agora começamos a entender os fundamentos das guias?

Cores de Guias

Branca – Oxalá
Preta e Branca – Almas
Vermelha – Ogum
Verde – Oxossi
Cristal Transparente – Iemanjá
Amarela – Iansã
Azul Claro/Turquesa – Oxum
Lilás – Nanã
Preta e vermelha – Guardiões
Azul e Rosa – Ibejada
Marrom – Xangô

Como vimos até agora, as guias usadas servem como elo de ligação entre as forças da natureza e o campo energético do médium, bem como filtro de energias entre o ambiente e o médium. Ela reforça a intensidade da conexão do médium com o mundo espiritual do médium, melhorando a comunicação, a intuição e a transmissão energética nos trabalhos caritativos dos guias e mentores de uma roda espiritual de caridade.

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Alguns fatos curiosos que podemos citar são:

a) Guias atravessadas: normalmente são pedidas pelo dirigente ou guia chefe da casa quando há necessidade de uma linha vibratória diferente da linha diária do médium. Exemplo: O médium tem uma energia extremamente feminina em sua coroa e sua entidade carrega uma energia extremamente masculina – a guia é utilizada atravessada para uma questão de equilíbrio vibracional. Por exemplo: suponhamos que o médium possua uma coroa fortemente energizada pela vibração de Oxum (energia associada à feminilidade) e suas entidades usam energia fortemente concentrada em Omulu ou Ogum (que são vibrações vistas como masculinizadas). Atravessa-se a guia para a busca de equilíbrio vibracional. Ainda: Quando o médium tem muito forte em sua coroa a energia das matas, representativa de Oxossi e sua entidade trabalha muito voltada para as energias de Oxum. A guia também é atravessada para equilíbrio vibracional. (ATENÇÃO: nada está ligado à sexualidade individual. Estamos falando em força vibracional).

b) Quando observamos algum médium em seu trabalho espiritual, utilizando uma guia enrolada no pulso, ele está simplesmente utilizando a guia como um condutor energético mais forte para limpeza do campo astral do consulente. Raramente esse tipo de recurso é utilizado por uma entidade. Salvo casos que requerem uma atuação mais rápida.

c) Quando vamos ao banheiro devemos tirar as guias. Além de ser um sinal de respeito, o banheiro é um ambiente contraposto à pureza na qual devemos manter nossas guias de proteção. Essas impurezas podem afetar a linha vibracional que temos que preservar, afinal de contas, o ambiente terreno está repleto de impurezas tanto materiais quanto fluídicas, que podem se ligar ao filtro de proteção nesses ambientes.

d) Quando estamos perto do fogão, devemos guardar nossas guias. Por vezes colocamos nossa proteção para dentro de nossas blusas, mais encostadas ao coração, não é mesmo? Fazemos isso para protegermos nossas guias do fogo pois, além de serem confeccionadas na maioria das vezes com náilon, que derrete, nossa guias são filtros energéticos que têm que ser preservados de outros tipos de energia que não sejam as de trabalho.

Nossas guias são pessoais e intransferíveis. Devendo ser confeccionadas, manipuladas e utilizadas somente pelo médium. Deve-se observar que cada individuo e cada ambiente possui um campo magnético e uma tônica vibracional própria e individual.

ATENÇÃO:
Lembrem-se: nossas guias são nossas ferramentas na caridade espiritual. Devemos cuidar e respeitá-las. Elas são a nossa força e nossa fé. Elas são nosso escudo de amor e paz. Cada guia que usamos revela o que queremos, para que estamos aqui e o que pretendemos ao usá-la. Então irmãos, vamos cuidar sempre, de uma a uma, com muito amor, paciência e humildade.

Texto: Tereza – C.E.E.N.C. / Caio C.E.D.O.

O Congá

O que é um Congá

Além de ser uma “mesa litúrgica”, local consagrado à celebração do culto, o congá de terreiro também é o norte religioso de um templo. É para esta direção que todos se voltam para baterem suas cabeças, abrirem suas giras, incorporarem suas entidades e para realizarem outros atos litúrgicos.

Congá de Terreiro

É a estrutura energética de sustentação do templo, ou seja, é estrutura coletiva, estrutura que serve ao terreiro e a todos que compõem a sua egrégora. Corrente mediúnica, dirigente espiritual, Orixás, entidades e assistência são as partes formadoras desta egrégora. Por mais que pensemos na assistência como necessitados em busca de auxílio espiritual, estas pessoas são tão assíduas nos trabalhos mediúnicos quanto nós, os médiuns de corrente. Muitas vezes comparecem ao terreiro na mesma frequência que os filhos de santo, participam da abertura, entram no local de trabalho, passam por consulta ou passe e, em muitas casas, acompanham o fechamento.

Portanto, o congá é a estrutura energética de sustentação dos agentes envolvidos na composição ritualística de um terreiro de Umbanda. Não qualquer estrutura de sustentação, o congá, em um terreiro de Umbanda, é a principal. Está interligado a todos os demais pontos energéticos da casa. Congá, tronqueira, chão do terreiro, porteira, assentamentos e firmezas, seja da área de assistência (imagens, quadros, balaios) ou não. Formam entre si um complexo energético semelhante aos chacras de nosso corpo. Todos estes pontos de captação e emissão de energia devem estar em harmonia para que o axé do terreiro (seu poder de realização) tenha capacidade de fluir.

O fluxo de energias surge do alto através da irradiação divina, atinge o congá e o congá distribui este fluído energético (axé) ao restante do terreiro. Sem congá não há circulação (captação e emissão) de energia.

Formatos

O congá pode ter muitos formatos. Pode ser uma mesa, podem ser prateleiras individuais para cada força entronada, pode ser uma prateleira para todos os poderes, podem ser prateleiras umas acima das outras, podem ser mesas mais prateleiras, enfim, podem ser de diversas formas. Assim, podem formar triângulos, colunas, escadas e outras figuras geométricas que variam de acordo com o histórico e as escolas umbandistas a qual o dirigente já fez e ainda faz parte.

Aliado a este fato, temos também a relevância de sua atuação junto à assistência como fonte de referência imagética (de imagens e seus significados). Vejam, ao ver Jesus Cristo com os braços abertos saberão que aquele templo prega as máximas cristãs, ao encontrar santos católicos terão ciência imediata da influência católica junto à ética ali presente. Não estou dizendo que é bom ou ruim. Isto não cabe julgar aqui. Estamos diante de um estudo direcionado e analisando o que acontece empiricamente. Estou expondo um fato que repercute no fluxo de imagens mentais e conceitos formadores de opinião da assistência para com o terreiro em seu primeiro contato.

Devemos estar alinhados com aquilo que nosso terreiro reflete para que sempre saibamos quais são os nossos valores espirituais e, por mais diferentes que sejamos diante de nossos irmãos umbandistas ou de outras religiões, honraremos estes valores para que nos conduza corretamente na jornada espiritual de uma vida.

Congá familiar

Geralmente substituímos o termo congá familiar para altar particular ou altar caseiro a fim de gerar a ideia de um local simples de culto dentro de casa. Chamar uma mesa de cadeira e uma cadeira de mesa não nos traz a possibilidade de sentarmos na mesa e comermos na cadeira. Os nomes não mudam as coisas. Chamar uma maçã de abacaxi não aumentará a acidez da maçã. Contudo, o nome não altera o estado da coisa, mas altera o nosso posicionamento em relação a esta mesma coisa.

O congá familiar é uma estrutura de sustentação energética familiar, como o próprio nome diz. O congá de terreiro é estrutura de sustentação energética de terreiro, ou seja, de corrente mediúnica e de trabalhos junto à uma corrente mediúnica.

Dizemos familiar porque nenhuma estrutura sagrada dentro de nossos lares é exclusiva de alguém. Um núcleo familiar, mesmo com todos os problemas ideológicos existentes, é uma forte união de pessoas. O mentor de um médium é um ser de alta luz e acompanha a jornada espiritual desta pessoa. Para que isto ocorra, a família é componente importante. Não estou me referindo a laços de sangue e sim, de laços familiares. Aqui estão incluídos os filhos que moram no exterior (não há barreiras de espaço para os espíritos), os filhos de outros relacionamentos, os filhos adotivos, os filhos consanguíneos, as madrastas, os padrastos. A lista é variável de acordo com a unidade familiar. Esta estrutura de sustentação energética, mesmo que edificada e mantida por um único membro, atua sobre todos. O inverso também acontece. Vejamos.

Os desequilíbrios de um lar também desequilibram a energia dos congás familiares. Isto é fato que encontramos no dia-a-dia. Do mesmo modo, o desequilíbrio da corrente mediúnica afeta o equilíbrio do congá. Se assim não ocorresse, não precisaríamos realizar a manutenção e sustenta-lo constantemente. É fato corriqueiro em nossos terreiros recebermos mensagens de nossos mentores espirituais para acendermos velas, colocarmos flores, folhas e outros elementos ou procedimentos para a solução de algum problema como, por exemplo, acalmar os ânimos e apagar fogueiras repentinas advindas de energias contrárias ao bom andamento de uma casa de luz. Médiuns, dirigentes ou não, seus congás (familiar ou de terreiro) merece atenção constante por meio da comunicação mediúnica que se dá por diversas formas, a intuição, a visão, a audição, a incorporação, a irradiação dentre outros processos já conhecidos por nós.

Diante do exposto, é melhor ter ou não ter?

Esta resposta merece sua análise pessoal e subjetiva. Olhar para dentro de si e verificar se existe responsabilidade mediúnica e compromisso com a obra espiritual de Deus é o principal argumento para responder esta pergunta, já que o congá familiar não lhe fará mais forte para incorporar espíritos. Não está no congá familiar a solução definitiva para os males do mundo. Tudo o que uma pessoa precisa para alcançar a plenitude de sua manifestação espiritual já nasce com esta própria pessoa. Por esta razão, nascemos em um núcleo familiar. Temos estas pessoas como amparadoras de nossa caminhada e as assemelhamos à Deus e suas divindades, pois denominamos estes de Pai Criador, pais e mães Orixás. Damos tamanho valor a estas figuras que desejamos que Deus e suas criações sejam seu reflexo. Isto molda nosso caráter e define nossa postura diante do sagrado.

Devo ou não edificar um congá em minha casa? Só você poderá decidir.

Prós: todos os benefícios que um congá de terreiro pode oferecer. Estrutura energética de sustento, amparo, manutenção e harmonização espiritual.

Contras: Manutenção e atenção diária, custo de material e vigília de conduta moral e ética para com o sagrado a fim de manter a estabilidade de energia.

Pese seus prós e seus contras dentro de seu cotidiano e decida por si só. Ao médium praticante é extremamente necessário a autorização do Guia Chefe e também do dirigente espiritual (são duas pessoas diferentes) do templo que frequenta.

Conga na umbanda

Texto: Adérito Simões
Foto: Gabriel Castro

Mentores de Cura

Mentores de Cura

Quem São os Mentores de Cura?

Os mentores de cura trabalham em diversas religiões, inclusive na Umbanda. São muito discretos em sua forma de se apresentar e trabalhar, e estas formas mudam de acordo com a religião ou local em que irão atuar. São espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual. Alguns deles não demonstram muito sentimento mas mesmo assim têm muita vontade de ajudar ao próximo, com o tempo tedem a evoluir também para um sentimento maior de amor ao próximo.

São extremamente práticos, não aceitando conversas banais ou ficar se estendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois não são guias de consulta no sentido ao qual estamos habituados na Umbanda.

Para se ter uma idéia melhor, sua consulta seria o pólo oposto à consulta com um Preto Velho. Normalmente os pretos velhos dão consultas longas, cheias de ensinamentos de histórias, apelando bem para o lado emocional. Já os Mentores de Cura, se dirigem ao raciocínio, buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem à longas meditações.

São espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada a cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais.

Métodos de Trabalho

Cada guia tem sua forma de restituir a saúde aos encarnados, normalmente se utilizam de meios dos quais já se utilizavam quando encarnados, mas de forma muito mais eficiente, pois após chegarem ao plano espiritual puderam aprimorar tais conhecimentos. Além disso esses espíritos aprenderam a desenvolver a visão espiritual, através da qual podem fazer uma melhor anamnese (diagnóstico) dos males do corpo e da alma.

Aliados aos seus próprios métodos individuais eles se utilizam de tratamentos feitos pelas equipes espirituais ou ministrados pelos encarnados com auxílio do plano espiritual.

Alguns deles são:

Cirurgia Espiritual

É realizada pelo mentor de cura incorporado ao médium. E envolve a manipulação do corpo físico através das mãos do médium, podendo ou não haver a utilização de meios cirúrgicos elementares (cortes, punções, raspagens, etc…). O maior representante deste método de trabalho no Brasil é o espírito do Dr. Fritz, mas este método é utilizado em diversas culturas e religiões.

Cirurgia Perispiritual

É realizada diretamente no perispírito do paciente, com ou sem a colaboração de um médium presente, costuma ser realizada por uma equipe espiritual designada especificamente para cada caso e ser feita em dia e horário pré determidados.

Visita Espiritual

É realizada por uma equipe espiritual, que visita o paciente no local onde ele estiver repousando, também com um dia e hora predeterminados. Na visita, darão passes, farão orações, etc…

Cromoterapia

É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiúns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizado para males de origem emocional.

Fluidoterapia

É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiúns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no perispírito.

Reiki

É indicada pelos mentores de cura e aplicada por médiúns que conheçam o método de aplicação. Atua no corpo físico e no duplo etérico. Muito utilizada para males de origem emocional ou psíquica e para realinhamento de chacras.

Homeopatia

Indicada e receitada pelos mentores espirituais. As fórmulas são feitas normalmente por laboratório de manipulação homeopáticos. E devem ser tomados de acordo com o determinado.

Outros

Fora estes tratamentos, também podem ser utilizados, florais de Bach, cristaloterapia, chás, aromaterapia, acumpuntura, do-in, etc…

Em alguns casos os guias também indicam dietas, alimentos a serem evitados ou ingeridos para melhoria da saúde geral.

OBS: Para o momento da visita espiritual e cirurgia espiritual: O paciente deverá vestir-se e deitar-se com roupas claras (de preferência branca); ficar num ambiente calmo, com pouca luz e colocar ao lado um copo d’água para ser bebida após o tratamento.

Após a visita e a cirurgia, o paciente deverá manter-se em abstenção por mais 6 horas, para que a energia doada seja melhor absorvida.

Como interagem com os médiuns

Incorporação

É muito sutil e dificilmente inconsciente a incorporação dos mentores de cura. Muitas vezes atuam apenas na fala e só assumem o controle motor quando necessário.

Intuição

Alguns mentores trabalham com seus médiuns apenas pela via intuitiva, indicando as providências a tomar e tratamentos. Neste caso, é necessário um grande equilíbrio e desenvolvimento do médium, para que o mesmo não atrabalhe nas indicações dadas pelo mentor.

Psicografia (Receitistas)

Funciona da mesma forma que a psicografia comum, mas os espíritos comunicantes costumam psicografar receitas de tratamentos e medicamentos (que em alguns casos podem até mesmo ser da medicina comum).

Equipes Espirituais

Cirúrgicas

São formadas da mesma forma que as equipes cirúrgicas do plano material, compostas de cirurgião, assistente, anestesista, instrumentista, enfermeiros, etc… Apenas diferem no que se refere aos instrumentos e tecnologia utilizados. Incluindo também a aplicação de passes e energias associados a intervenção cirúrgica.

De Oração

Formadas normalmente por espíritos religiosos, acostumados às preces quando encarnados. Estas equipes se reúnem junto ao paciente em uma corrente de orações com finalidade de equilibrar o mental e emocional do paciente e também de buscar energias dos planos superiores. Como efeito adicional, a prece tende a elevar a energia gelal do ambiente onde está o paciente, assim como dos encarnados que estam atuando junto ao mesmo.

De Proteção

Quando o mal físico está associado a interferência de espíritos inferiores, essas equipes fazem a proteção do paciente, enquanto o mesmo é tratado nas cirurgias ou visitas, ou enquanto está seguindo as recomendações indicadas pelos mentores de cura.

De Passes (passe espiritual)

Seu trabalho é realizado em sua maior parte durante as sessões de cura e durante as visitas espirituais. Dando passes no paciente, nos assistentes e nos médiuns; antes, durante e após a sessão.

De Apoio

Estas equipes atuam levantando o histórico do paciente diretamente no seu campo mental, preparando-o através da intuição para a consulta, estimulando-o através do pensamento a reeducar hábitos nocivos, a mudar as situações que estejam prejudicando a própria saúde, inspirando-os força de vontade para continuar os tratamentos e seguir as recomendações e dietas.

O que curam e o que não curam

Males Físicos

A maior parte dos males físicos de que os encarnados sofrem, são causados pelos maus hábitos, vícios e má alimentação. Os mentores nestes casos se utilizam das diversas terapias para a cura mas principalmente esclarecem ao encarnado quanto a órigem de tais males, sugerindo dietas, o abandono ou diminuição dos vícios e mudança de hábitos. Nestes casos a cura definitiva só pode ser obtida com a plena conscientização do paciente e com a sua força de vontate e compromisso na obtenção do equilíbrio orgânico.

Males Mentais

Parte dos males mentais (depressão, angústia, apatia) são causados por obsessores, mas a maior parte deles tem por origem a própria atitude mental do paciente. Pensamentos negativos atraem energias negativas, que quando se tornam constantes e intensas podem se materializar no corpo físico na forma de doenças. Males como: úlceras, enxaquecas, hipertensão, problemas cardíacos, e até mesmo algumas formas de câncer podem ser provocados pela mente do pacinte, quando esta se encontra tomada por pensamentos negativos.Também neste caso os mentores além de indicarem os tratamentos apropriados, esclarecem ao paciente quanto a necessidade de mudar a atmosfera mental, com objetivo de não ficar atraindo continuamente energias desequilibrantes, costumam também sugerir passeios por locais da natureza e o hábito da prece como forma de atrair energias novas e regeneradoras.

Males Kármicos

Os males kármicos se caracterizam por doenças incuráveis (fatais ou não) tanto pela medicina alternativa, quanto por terapias alternativas ou por meios espirituais. Nestes casos o tratamento visa o alívio do paciente ou ampará-lo emocionalmente para que sua atitude mental não tome o rumo da revolta ou do desespero.

As doenças karmicas são males que escolhemos antes de encarnar como forma de resgatarmos erros passados. Típicos males kármicos são: Cegueira de nascença, mudez, Idiotia, Eplepsia, Sindrome de Down, Más-Formações do corpo físico, etc. Na maior parte são males de nascença, embora algumas doenças possam ter sido “programadas” para surgir em determinada época da encarnação.
Nestes casos os mentores não podem (e nem deveriam) curar o corpo, pois através do padecimento deste é que o espírito está resgatando suas faltas e aprendendo valiosas lições para sua evolução e crescimento.

Males Espirituais

São aqueles causados pela atuação dos espíritos (obsessores, vampirizadores, etc.) e que se refletem no corpo físico. Nestes casos os mentores cuidam do corpo físico enquanto o paciente é tratado também em sessões de desobsessão, descarrego, etc.
Ou seja os mentores com as terapias à seu alcance minimizam e atenuam os males causados ao corpo físico enquanto o paciente é tratado na origem espiritual do mal de que sofre.

Quando o paciente se vê livre da presença espiritual nociva, os mentores costumam ainda continuar com os tratamentos visando reparar os males que já haviam sido causados ao organismo, até que ele retorne ao seu equilíbrio.

A Sessão de Cura

 

A Preparação

Muito tempo antes dos portões da casa espiritual se abrirem ou dos médiuns chegarem, o ambiente destinado aos tratamentos já está sendo limpo e preparado.
Os procedimentos começam com o isolamento da casa que é cercada por equipes de vigilantes espirituais (os exus), que impedem a entrada de espíritos perturbadores e fazem a limpeza fluídica dos encarnados que chegam. Caso seja nessessário, podem provocar até mesmo um mal estar ou utra situação de forma a afastar as pessoas que venham a casa espiritual com má intenção ou envolta em fluidos que possam perturbar os trabalhos.

Logo após se procede a limpeza do ambiente interno da casa e em seguida há uma energização do ambiente. Em paralelo a isto, alguns espíritos trazem até o ambiente alguns fluidos extraídos da natureza, para serem utilizados posteriormente no tratamento dos pacientes.

Em seguida a isso vão chegando a casa os mentores com suas equipes de trabalho de forma a se reunirem e fazerem o planejamento dos trabalhos a serem executados.

Fora da casa espiritual, os médiuns que irão ser veículo dos mentores, devem estar se preparando física e mentalmente para os trabalhos, e já estão sendo magnetizados e preparados pelo plano espiritual de forma a terem maior sintonia com os mentores.

Quando os médiuns chegam à casa, continuam sendo preparados pelas equipes espirituais. E enquanto cuidam do ritual (incensos, cristais, velas, etc.) vão entrando em sintonia com o plano espiritual. A preparação termina com a prece de abertura, onde o pensamento dos encarnados e desencarnados se une numa súplica ao Divino Médico para que ele interceda por todos.

Após isso os mentores de cura se manifestam e dão sua mensagem indvidual para o início dos trabalhos.

A Mesa

A mesa da sessão de cura é composta por 3 ou 4 médiuns que devem se manter em concentração/oração durante todo o tempo em que estiverem compondo a mesa, e só devem romper a concentração após a partida de todos mentores que estiverem trabalhando.

A mesa funciona como um ponto focal de energias, é através da mesa que chegam as energias e ordens de mais alto e são distribuídas às equipes. Por ser um local onde existe alta concentração/oração é o ponto para onde convergem as energias mais puras e mais sublimes da sessão de cura. Eventualmente, podem se manifestar à mesa algum mentor de cura, ou algum dos médiuns pode ser utilizado em alguma psicografia (por isso mesmo é interessante manter lápis e papel á mesa).

Na mesa também fica a água a ser fluidificada, e alguns elementos a escolha do Dirigente Espiritual que se fazem necessários para aquela Gira específica. Também pode-se colocar o nome de algumas pessoas que receberão irradiação.

Os Médiuns

Os médiuns que não estiverem trabalhando com seus mentores, compondo a mesa ou atuando como cambones dos mentores devem manter o silêncio a concentração e a oração.

Devem utilizar esse momento para permitir que seus próprios mentores os preparem para futuramente trabalharem com eles. E ter também consciência de que toda a energia positiva que estiverem atraindo para os trabalhos de cura através de sua concentração/oração estará sendo amplamente utilizada pelos mentores e pelas equipes de cura para levar a caridade a todos os que estiverem sendo tratados.

O Encerramento

No encerramento, os mentores de cura dão suas mensagens finais e partem. Neste momento os médiuns que compõem a mesa também podem romper a concentração. Todos os médiuns tomam da àgua fluidificada que está na mesa. E caso o dirigente julgue conveniente, pode efetuar a leitura de alguma mensagem que porventura tenha sido psicografada.

No plano espiritual, o trabalho ainda continua, com distribuição de serviço entre as equipes espirituais. Somente após a saída de todos os médiuns e com o encerramento dos trabalhos de cura no plano espiritual é que a corrente dos vigilantes (exus) se desfaz, embora a casa continue sendo vigiada, apenas não de forma tão ostensiva.

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– Retirado da Apostila do Curso de Umbanda da Sociedade Espiritualista Mata Virgem

Aroeira

A aroeira mansa é uma árvore de porte pequeno, que tem muitas propriedades em suas folhas e casca. Sendo usada para diversas aplicações, seja na forma de chá ou até de banhos e compressas.
Esta não deve ser confundida com as aroeiras brancas ou bravas, que causam efeitos adversos como a urticária, edemas e eritemas. Também são espécies de aroeira-mansa: aroeira do campo, almecegueira e lentisco, rasteira, mole e outras.

Historicamente a aroeira foi utilizada pelos jesuítas que, com sua resina, preparavam o Bálsamo das Missões , famoso no Brasil e no exterior. A planta inteira é utilizada externamente como antisséptico no caso de fraturas e feridas expostas.

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Propriedades terapêuticas
Anti-diarréica, antileucorreica, adstringente, balsâmica, diurética, emenagoga, purgativa, estomáquica, tônica, vulnerária, anti-inflamatória, fungicida e bactericida.

Indicações Terapêuticas
Azia, gastrite, febre, cistite, uretrite, diarreia, blenorragia, tosse, bronquite, reumatismo, íngua, dor de dente, gota e ciática.

As folhas da planta são balsâmicas e frequentemente usadas para curar feridas, erisipela, infecções cutâneas causadas por bactérias, entre outras. O chá das folhas é aplicado em compressas nesses casos. Assim também quando o caso é de doenças reumáticas, artrite, distensão de tendões, dores ciáticas e gota, sendo aplicadas massagens ou compressas e banhos bem quentes.

Em infusão ou decocção, este chá pode ajudar em casos de doenças como do trato urinário, problemas com os órgãos digestivos, diarreias entre outras.

Preparo do chá de aroeira
Uso interno:

Adicionar 100 gramas do pó das cascas de Aroeira em 1 Litro de água fervente, tomar 3 a 4 colheres de sopa ao dia. Pode-se adoçar com 01 colher de açúcar ou adoçante ou Fazer a decocção de um litro de água com 3 ou 4 pedaços (20 ou 30g) da casca de aroeira por 15 minutos e, depois de frio, deixar na geladeira e beber durante o dia.

Uso externo:

O chá pode ser usado em banhos e lavagens, de preferência mornos. Para preparar banhos: cozinha-se 1 litro de água com 25g de cascas da planta e toma-se um banho bem quente por quinze minutos, muito utilizado em casos de afecções de pele e reumatismo.

Para fins terapêuticos são utilizados as folhas, cascas e sementes da planta.

*IMPORTANTE: As informações aqui apresentadas tem objetivo de divulgar esta cultura popular, não dispensa, em hipótese alguma, orientações médicas.