Erês

Erês

Comemoração: 27 de Setembro

Essa é uma linha fechada em seus mistérios, regida por Pai Oxumarê, orixá da renovação da vida nas dimensões naturais, o pai das cores e do arco-íris, amparada pela linha do amor. Nessa linha atuam espíritos infantis, mas que têm muito poder. São excelentes conselheiros, orientadores e curadores e não gostam de fazer desobsessões, nem de desmanchar demanda.

O arquétipo para essa linha, conforme Rubens Saraceni, não foi fornecido pelo lado material da vida, mas pelos seres “encantados da natureza” – crianças encantadas, portadoras naturais dos mistérios regidos pelos orixás. Esse arquétipo fundamentou-se na inocência, na franqueza, na alegria e na ingenuidade dos seres encantados infantis.

O Orixá das “Crianças” ou “Erês” é uma Guardião de um Ponto de Força do Reino Elementar e atua sobre toda a humanidade, sem distinção de credo religioso. Pai Oxalá, Mãe Iemanjá, Mamãe Oxum e outros fornecem espíritos na forma de crianças, para atuação na linha de força dos elementos: ar, fogo, água, terra etc. Essas “crianças” têm as características do elemento em que atuam, sendo caladas se são da terra, facilmente irritáveis se são do fogo, alegres e expansivas sob a influência do ar, carinhosas e melodiosas no falar, se são da linha de Oxum ou Iemanjá, e assim por diante.

Um ser elemental é puro e não tem os defeitos característicos dos humanos, mas possuem uma grande força ativa que pode ser colocada a serviço da humanidade, pois muitas dessas entidades são bastante antigas e com muito mais poder do que imaginamos. São conselheiros e curadores, daquilo que pode ser tratado com seu elemento ativo e trabalham com irradiações muito fortes e puras na sua origem. No decorrer das consultas, alertam os consulentes sobre seus erros e falhas humanas e, com seus elementos, vão trabalhando o atendido, modificando suas vibrações, equilibrando e alinhando seus chacras. Nas curas espirituais, fortalecem o emocional, limpam e descarregam, aliviam os subconscientes quanto aos problemas cotidianos dos médiuns e os descontraem, pois atuam na própria psique. Trabalham brincando e brincam trabalhando, com seus carrinhos, bonecas, apitos e outros brinquedos.

Muitas crianças (ibejis, beijada, erês ou cosminhos) ainda estão mais ligadas ao plano dos encantados da natureza do que ao plano natural humano, pois muitos nunca encarnaram ou o fizeram uma única vez. “Não seriam “crianças” humanas recém desencarnadas e que nada sabiam da magia que iriam realizar os prodígios que os “Erês” realizam em benefício dos freqüentadores das suas sessões de trabalhos ou com as forças da natureza quando oferendados…”
(Rubens Saraceni – Os Arquétipos da Umbanda – Madras Ed.)

Quando incorporadas em seus médiuns, preferem as consultas durante as quais vão trabalhando o consulente com seu elemento de ação, modificando e equilibrando sua vibração e regenerando os pontos de entrada de energia nos seus corpos materiais.

Linha dos Erês

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Sereias

Sereias

O arquétipo das sereias já existia nos mitos e lendas de vários povos. De acordo com Rubens Saraceni, as sereias e demais encantadas (os) aquáticas (os) são seres naturais, isto é, espíritos que nunca encarnaram, regidos por mãe Iemanjá, tida por elas como mãe divina de todas. Elas têm um poder de limpeza, purificação e descarga de energias negativas.

Essa entidades espirituais, quando incorporam, não costumam falar, mas emitem um som, repetido o tempo todo, que imita um canto e é um poderoso mantra aquático diluidor de energias negativas.

São ótimas para anular magias negativas, afastar obsessores e espíritos desequilibrados ou vingativos, para limpeza de lares e para harmonização de casais ou famílias.

As sereias verdadeiras são seres naturais regidos por Mãe Iemanjá. As Ondinas, ou antigas sereias são mais velhas e regidas por Mãe Nanã. As encantadas elementais aquáticas são regidas por Mãe Oxum. Essas três mães d’água regem o mistério sereia, do ritual de Umbanda Sagrada, e todas podem incorporar com cantos de Iemanjá, Oxum e de Nanã.
Esses seres de natureza aquática só existem em seu lado espiritual, pois não existem no  lado material, onde são apenas lendas. No estágio encantado são sereias e quando alcançam o estágio natural são denominadas ninfas. Esses espíritos híbridos possuem magníficos poderes que podem nos ajudar muito, quando os colocamos em nosso auxílio.

Na incorporação, há sereias que ficam em pé e se movem com passos de dança. Há aquelas que ficam sentadas de lado e outras que vêm deitadas, mas se movimentam como se estivessem nadando ou se banhando nas ondas do mar. Em seus movimentos, vão recolhendo as cargas energéticas negativas dos médiuns e da assistência.

Linha das Sereias