Pontos Cantados

Ogum

A sua espada é de ouro

Se a sua espada é de ouro
Sua coroa é de rei
Ogum é tatá na Umbanda seu Cangira mungongo, Ogunhê
Ogum é tatá na Umbanda seu Cangira mungongo, Ogunhê

Auê, auê Ogum Beira Mar auê

Auê, auê, Ogum Beira Mar auê
Auê, auê, Ogum Beira Mar auê
Auê, auê, Ogum Beira Mar auê
Iansã virou o tempo
Pra Oxum não governar
Mas durante o barravento
Oxum se pôs a cantar

Brilhou no céu, brilhou no mar (Ogum)

Brilhou no céu, brilhou no mar
A lança de São Jorge refletindo no luar
Ogum é São Jorge meu santo protetor
Daí força aos meus irmãos, saúde, paz e amor
Brilhou no céu, brilhou no mar
A lança de São Jorge refletindo no luar

Cavaleiro da Alvorada (Beira-Mar)

Na alvorada um cavaleiro surgiu
Com sua lança e seu escudo a brilhar
Seu capacete reluzia em pleno céu
Ele é Ogum, ele é Seu Beira-Mar
Seu capacete reluzia em pleno céu
Ele é Ogum, ele é Seu Beira-Mar
Salve meu Pai Ogum, ele vem trabalhar
Ele vence demanda, salve seu Beira-Mar

Defensor do Cruzeiro do Sul

Que cavaleiro é aquele que vem cavalgando pelo céu azul
É seu Ogum Matinata ele é defensor do Cruzeiro do Sul
Eee, eea, eee seu Cangira, pisa na Umbanda
Eee, eea, eee seu Cangira, pisa na Umbanda
Olha que barco bonito que vem navegando em pleno mar
É seu Ogum Sete Ondas que vem ao encontro de Ogum Beira-Mar
Eee, eea, eee seu Cangira, pisa na Umbanda
Eee, eea, eee seu Cangira, pisa na Umbanda

Despedida de Ogum

Oooooh, aaaah, oooooh, adeus Ogum
Adeus Cavaleiro de Umbanda, Adeus Ogum
Adeus guerreiro de Aruanda, Adeus Ogum
Ogum…. Ogum

Espuma do Mar

Ogum não devia beber
Ogum não devia fumar
A fumaça é a nuvem que passa
E a cerveja é espuma do mar
A fumaça é a nuvem que passa
E a cerveja é espuma do mar

Eu não seria nada

Eu não seria nada
Se não fosse Ogum para abrir a minha estrada
Valente guerreiro aqui chegou
Vencedor de demandas, meu protetor
Em sua trajetória, meu pai luta contra o mal
Foi nos campos de batalha que se tornou general
Eu não seria nada
Se não fosse Ogum para abrir a minha estrada
Salve Ogum de Ronda, salve seu Ogum Megê
Saravá Beira Mar, Ogum Iara, Ogum de Lei
Salve toda falange do glorioso guerreiro
Que corta toda demanda, aqui dentro do terreiro
Eu não seria nada
Se não fosse Ogum para abrir a minha estrada

Filho de Ogum corre campo

Filho de pemba bebe água no rochedo
Filho de Ogum corre campo e não tem medo
Vou pedir ao criador
Que derrame seu amor
Aos nossos guias e ao nosso babalaô

Nessa casa de guerreiro

Nesta casa de guerreiro, Ogum
Vim de longe pra rezar, Ogum
Louvo a Deus pelos doentes, Ogum
Na fé de Obatalá, Ogum
Ogum salve a casa santa, Ogum
Os presentes e os ausentes, Ogum
Salve nossas esperanças, Ogum
Salve velhos e crianças, Ogum
Preto Velho ensinou, Ogum
Na cartilha de Aruanda, Ogum
E Ogum não esqueceu, Ogum
Como vencer a quimbanda, Ogum
A tristeza foi embora, Ogum
Na espada de um guerreiro, Ogum
E a luz do romper da aurora, Ogum
Vai brilhar nesse terreiro, Ogum

Ogum Beira-Mar, caboclo do mar

Na onda do mar navega Beira-Mar
Na onda do mar vem o caboclo do mar
Na onda do mar navega Beira-Mar
Na onda do mar vem o caboclo do mar
Iemanjá traz a força do mar
Da sua força nasceu seu Beira-Mar
Iemanjá traz a força do mar
Da sua força nasceu seu Beira-Mar
Ogum respeita o céu
Ogum respeita a terra
Ogum respeita o mar
Ogum na água é o caboclo do mar
Ogum na água é o caboclo do mar

Ogum das pedreiras

Ogum guarda pedreira, mandado por Oxalá
Com a espada e com a lança, Ogum
Seus filhos vem ajudar, Ogum
Ogum guarda pedreira, mandado por Oxalá
Com a espada e com a lança, Ogum
Seus filhos vem ajudar, Ogum

Ogum de Lei, Mensageiro de Oxalá

Ogum de Le, Le, Le, Le, Le, Le, lei
Ogum de Lei é tatá no arerê
Ogum de Le, Le, Le, Le, Le, Le, lei
Ogum de Lei é tatá no arerê
Em seu cavalo branco ele vem montado
De espada na mão ele vem armado
Ele vem armado para o arerê
Ele vem armado pra nos proteger
Ele é Ogum, é Ogum de Lei
Ele é Ogum, é Ogum de Lei

Ogum de Lei, meu pai

Ogum de lei meu pai, to lhe chamando
Ogum de lei meu pai, to lhe esperando
Ogum de lei meu pai, to lhe chamando
Ogum de lei meu pai, to lhe esperando
Com sua espada sua lança na mão
Ogum de lei é vencedor de demanda, Ogum

Ogum em seu cavalo corre

Ogum em seu cavalo corre
E a sua espada reluz
Ogum, Ogum Megê
Sua bandeira cobre os filhos de Ogum, Ogunhê

Ogum foi praça de cavalaria

Ogum foi praça de cavalaria
Guerreou dez anos na infantaria
Oi viva fé e ele passou a major
E ganhou heranças da Virgem Maria

Ogum Iara aos pés da Santa Cruz

Seu cavalo corre sua espada reluz
Sua bandeira cobre todos os filhos de Jesus
Seu cavalo corre sua espada reluz
Auê seu Ogum Iara, aos pés da Santa Cruz
Seu cavalo corre sua espada reluz
Sua bandeira cobre todos os filhos de Jesus
Seu cavalo corre sua espada reluz
Auê seu Ogum Iara, aos pés da Santa Cruz

Ogum já venceu

Ogum já venceu, já venceu, já venceu
Ogum vem de aruanda quem lhe manda é Deus
Ele vem beirando o rio, ele vem beirando o mar
Oi Salve Santo Antonio da Kalunga
Benedito e Beira-Mar

Ogum Megê, Ogum Beira-Mar

Ogum Megê, Ogum Beira-Mar
Ogum Megê, Ogum Beira-Mar
São Jorge guerreiro que manda na terra que manda no mar
São Jorge guerreiro que manda na terra que manda no mar
Ogum Megê é seu guia
Ogum Megê é seu pai
Saravá seu Jorge Guerreiro
Filho de Umbanda não cai

Ogum Naruê

Magia, magia que faz o meu corpo tremer
Magia, magia que chega em silêncio sem a gente ver
É senhor Ogum, é o Rei da magia que vem nos socorrer
É senhor Ogum, quem vence a magia é Ogum Naruê
Ogunhê
Magia, magia que faz o meu corpo tremer
Magia, magia que chega em silêncio sem a gente ver
É senhor Ogum, é o Rei da magia que vem nos socorrer
É senhor Ogum, quem vence a magia é Ogum Naruê
Ogunhê

Por entre Mares

Por entre matas, por entre mares e terra
Eu entendi o que meu pai quis dizer
Ogum não devia beber
Ogum não devia fumar
Mas a fumaça são as nuvens que passam
E a espuma as ondas do mar

Quem esta de ronda é São Jorge

Quem esta de ronda é São Jorge
Deixa São Jorge rondar
Quem esta de ronda é São Jorge
Deixa São Jorge rondar
São Jorge é guerreiro que manda na terra que manda no mar
São Jorge é guerreiro que manda na terra que manda no mar
Saravá meu pai
Saravá meu pai
Girar é bom, girar é bom, girar é bom, é bom girar

Salve Ogum Megê, Ogum Rompe-Mato, Ogum Beira-Mar

Salve Ogum Megê, Ogum Rompe-Mato, Ogum Beira-Mar
Ele trabalha na areia, meu pai
Ele trabalha no mar
Salve Ogum Megê, Ogum Rompe-Mato, Ogum Beira-Mar
Salve Ogum Megê, Ogum Rompe-Mato, Ogum Beira-Mar
Ele trabalha na areia, meu pai
Ele trabalha no mar
Salve Ogum Megê, Ogum Rompe-Mato, Ogum Beira-Mar

Se meu Pai é Ogum, vencedor de demanda

Ogum vencedor de demanda
Quando vem de aruanda, é pra salvar filho de umbanda
Ogum, Ogum Iara
Ogum, Ogum Iara
Salve os campos de batalha, Salve mamãe Iemanjá
Ogum, Ogum Iara
Ogum, Ogum Iara

Ogum venceu a guerra já mandei zoiá, zoiá
Ogum venceu dilei, já mandei zoiá, zoiá

Ogum foi praça de cavalaria
Guerreou dez anos na infantaria
Oi dia fé e ele passou a major
Foi ordenança da Virgem Maria

Em cavalo de Ogum ninguém põe a mão
Em cavalo de Ogum ninguém põe a mão
Ele é sagrado meu pai, ele é sagrado
Ele é sagrado meu pai, ele é sagrado

Sete ondas, bela surpresa

Oh filho de umbanda
Seu Sete Ondas vem do Humaetá
Que bela surpresa
Vem de aruanda nos abençoar
Oh bela surpresa
Bela surpresa como vai você
Que bela surpresa
Vem de aruanda pra nos proteger

Sua espada brilha no raiar do dia

A sua espada brilha no raiar do dia
Seu Beira-Mar é filho da Virgem Maria
Beira Mar, beira na areia
Seu Beira-Mar é filho da Virgem Maria
A sua espada brilha no raiar do dia
Seu Beira-Mar é filho da Virgem Maria
Beira Mar, beira na areia
Seu Beira-Mar é filho da Virgem Maria

Subida de Ogum 1

Oxalá esta chamando
Ogum lá no Humaetá
Pra lhe dar uma bandeira
E mandar ele jurar
Se ele é capitão, ele vai jurar
E se for de angola, também vai jurar
Se for Ogum de Lei, ele vai jurar
E se for de Nagô, também vai jurar

Tenho minha espada pra me defender

Eu tenho a minha espada pra me defender
Eu tenho Ogum em minha companhia
Ogum é meu Pai, Ogum
Ogum é meu guia
Ogum é meu Pai
Seu Sete Ondas filho da Virgem Maria

Anúncios
Fundamentos

Defumação

A defumação é essencial para qualquer trabalho num centro umbandista.
É também, uma das coisas que chamam a atenção de quem vai lá pela primeira vez assistir a um trabalho.

Pra que serve aquela fumacinha? Qual é a sua utilidade real?

A principal função da defumação realizada tanto na Umbanda quanto nas demais seitas religiosas através dos tempos, desde a Antiguidade, é com a queima de ervas e resinas, modificar a energia existente no ambiente para equilibrá-lo de acordo com a necessidade.

Certas cargas pesadas se agregam ao nosso corpo Astral, durante nossa vivência cotidiana, ou seja pensamentos e ambientes de vibrações pesadas , rancores, invejas, preocupações etc..

A defumação tem o poder de desagregar estas cargas pois interpenetram, os campos
Astral, mental e áurea , tornando-os “libertos”, de tal peso para produzirem seu funcionamento normal .

Os defumadores são poderosos aliados para quem procura se livrar de maus fluidos, ficar com a alma leve e em harmonia. São muito usados, para a limpeza de ambiente, servem como repelentes afastam os maus espíritos e atraem os guias de luz.

Em um Centro Umbandista, a defumação é realizada no início dos trabalhos, realizando a limpeza do ambiente, do corpo de médiuns e dos assistentes. Dependendo dos trabalhos realizados, deve-se limpar o ambiente com a defumação mais de uma vez ao longo do dia, para atrair e facilitar o trabalho que esteja sendo realizado pelas entidades.

Vemos os Guias, sejam Caboclos, Pretos Velhos, enfim, as entidades manifestadas na Umbanda, receitando chás, banhos e defumações para que as pessoas façam em suas casas. Se não fosse possível isso, com certeza os Guias falariam para as mesmas pessoas não fazerem nada sem a presença do sacerdote ou pessoa habilitada.

Preparar uma defumação ou um banho requer acima de tudo BOM SENSO.

Bom senso para entender que não utilizamos ervas verdes (frescas) em uma defumação, pois ainda estão carregadas de água; bom senso para não colocarmos em nossos banhos elementos resinosos (mirra, incenso, benjoim), pois deixarão o banho excessivamente oleoso.

É recomendado, também sempre fazer uma prece antes de iniciar a defumação.

MODO DE PREPARO

• Acenda o carvão em brasas em recipiente próprio (Também conhecido como Turíbulo);
• Feche todas as portas e janelas;
• Coloque um copo com água pura na porta de entrada que deverá ficar semi-aberta;
• Passe o defumador dos fundos para a frente da casa, abrindo um filete de água nos cômodos onde houver Torneiras;
• Ao sair pela porta da frente, apague as brasas com a água do copo que lá estava, despachando os resíduos na natureza;
• Feche as Torneiras que estavam abertas e abra todas as portas e janelas da casa, dando fim ao processo.

Abaixo alguns exemplos de defumações em linhas de trabalho:

  • Defumação contra fluídos negativos – Quebra-tudo; Guiné-caboclo; Espada de Santa Bárbara; Pitangueira; Folha de marmelo; Alevante; Folha de Cambuí.
  • Defumação para atrair sorte – Casca de laranja seca ralada; Casca de limão galego seco ralado; Casca de pêssego seca; Casca de maçã seca; Canela em pó ou casca; Cravo da índia; Semente de girassol.
  • Defumação para limpeza – Café em pó; Casca de coco ralado; Amoreira; Palha de alho; Pimenta da costa; Benjoin.
  • Defumação de descarrego espiritual – Cominho em pó; Açúcar mascavo; Fumo em rolo desfiado; Mirra; Incenso; Alecrim; Arruda (macho ou fêmea).
  • Defumação para dinheiro – Gengibre ralado; Açúcar mascavo; Breu; Semente de girassol; Noz-moscada; Pão amanhecido ralado; Louro; Pitangueira; Canela em pó; Cravo da índia.
  • Defumação para afastar espíritos de dentro de casa – Benjoin; Incenso; Mirra; Casca de alho (ou palha); Café em pó virgem; Alecrim; Pitangueira; Folha de marmelo.
  • Defumação para progredir na vida – Louro; Cominho em pó; Noz-moscada; Arroz com casca; Aniz; Malva cheirosa; Manjericão; Incenso.
  • Defumação para uso em estabelecimento comercial – Gengibre ralado; Cravo da Índia; Semente de girassol; Louro; Açúcar mascavo; Noz moscada ralada; Canela em pó; Breu.
  • Defumação Oxóssi – Folha de aipim; Folha de coqueiro; Folha de butiazeiro; Folha de caraguatá; Eucalipto; Folha de laranjeira.
  • Defumação Oxum – Alecrim; Alfazema; Jasmim; Sândalo; Folha de arroz; Funcho; Folha de bergamota; Folha de tomateiro; Hortelã; Verbena.
  • Defumação de Iemanjá – Hortênsias; Malva cheirosa; Fortuna; Alfazema; Violeta; Verbena; Aniz; Manjericão.
  • Defumação de Oxalá – Alecrim; Jasmim; Arnica; Copo de leite; Folha de trigo; Cidreira; Cidró; Funcho.
  • Defumação de Pretos Velhos – Guiné de guampa; Barba de milho; Fumo de rolo desfiado; Arruda (macho ou fêmea); Cana de açúcar ou bagaço; Café em pó.
casa espirita de oxossi
Defumação
Fundamentos

Pontos Riscados

Conceito: O Ponto riscado é um instrumento para trabalhos magísticos efetuados pelas entidades. É o selo, o cartão de visitas, a identificação, o brasão e a bandeira da entidade. É uma espécie de campo de força riscado através de símbolos dentro de uma Mandala, onde o instrumento utilizado em seu campo de trabalho é a Pemba. A Pemba maneja as forças de forma a lhe conferir afinidade com as entidades, identificando a quem ela se subordina, bem como seus fundamentos. A Mandala e os símbolos são riscados em uma tabua de madeira, que se intitula tabua de ponto.

Mandalas:
Constituídas de um desenho circular, aonde no seu interior vemos formas e figuras variadas. É uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o Cosmo. No interior da Mandala temos sempre um ponto central, que representa sua essência, e dele partirão todos os demais elementos. Esse ponto representa Deus, do qual partiu todas as coisas existentes no planeta. Existem dois tipos de mandala, mandala aberta, e fechada.

Mandala aberta:
A ação da Mandala aberta é ampla e vasta, envolve a todos e a todo o terreiro. Dentro de um terreiro normalmente esse tipo de ponto só é riscado pelo Pai ou pela Mãe espiritual, porque nesse caso está expandindo a energia para todos.

Mandala fechada:
A ação da Mandala fechada, é a ação concentrada, delimitada e limitada, a entidade neste caso cria um verdadeiro campo de força, usada em solicitações específicas e nos pontos identifica tórios.
Na Mandala são colocados elementos simbólicos ancestrais, ao desenhar uma mandala, ou seja, ao ser riscado um ponto, é criado um instrumento sagrado.

Pemba:
A pemba é uma pedra de calcário, que nossos guias utilizam para riscar seu o ponto de energia de acordo com a sua vibração. Ela é parecida com um giz, e pode apresentar várias cores de acordo com a vibração ou linha da entidade.
A pemba consagrada pode ser ralada e utilizada para cruzar o ambiente e filhos de santo. Desta forma ela é soprada nos pontos cardeais do ambiente para que se de a firmeza.

Símbolos e cores:
Todos os Símbolos partirão de um ponto no interior da Mandala. Os símbolos e as cores da Mandala criam a força que define a ação vibracional da Mandala (Ponto riscado).

Grafia de Umbanda e seus significados:
Cada traço, cada forma tem um significado e de acordo com a ordem, a direção e a maneira como os símbolos se posicionam podem revelar muitas informações sobre a manifestação espiritual ora transcrita através do ponto riscado e sua missão de trabalho.

Círculo – O Universo, a Perfeição.

– Circulo aberto – energia expandindo;

– Circulo fechado – energia concentrada;

– Circulo com um ponto – ser supremo, símbolo de Oxalá;

Um Círculo com Dois Diâmetros Entre Si – O Plano Divino, o Quaternário Espiritual.

Círculos Menores e Semicírculos – A fases da lua (símbolo de Iemanjá), forças de luz, inclui Iansã.

Círculo com Estrias Externas – O sol (símbolo de Oxalá).

– Linha reta transversa – mundo material
– Duas linhas retas transversas
– Linha curva – polaridade
– Triangulo – Trindade

– Hexagrama ( dois triângulos ) – masculino e feminino, as forças divinas

– Um Pentagrama –

A Estrela de Davi e o Signo de Salomão

A Linha do Oriente, Oxalá, a Luz de Deus.

Três estrelas também representam os Velhos e Almas.

– Balança, Machado ou Nuvem – Símbolos de Xangô e do Oriente

– Raio – Simbolo de Yansã ( mudança dos tempos, intensidade, forte energia)

– Espada Curva – Símbolo de poder e força, a luta do bem contra o mal, símbolo de Ogum;

– Espada Reta – Símbolo de Iansã.

– Coração – Símbolo do amor, da força dos sentimentos que unem os homens, símbolo de Oxum; a Flor também é um símbolo de Oxum.

– Tridentes – Símbolo antigo de força, representando a força do Deus Netuno que tinha no tridente a representação dos pólos que comandavam aquela civilização. Símbolo usado por exus e pomba gira devido ao sincretismo. Observam – se tridentes de risco quadrado para exus (compadres) e de risco arredondados para pomba giras.

– Cruzeiro – Símbolo das almas e do encontro dos desencarnados. Muito comum nos pontos de pretos velhos e Exu de cemitério.

– Caveira – Não simboliza a morte. É a identificação dos espíritos que militam nas esferas da calunga pequena (cemitério).

– Flecha para cima – Símbolo da busca espiritual, do objetivo, do alvo a ser atingido. Símbolo dos falangeiros de Oxossi.

– Arco e Flecha – Símbolo dos falangeiros de Oxossi

– Fases da lua

Cheia – Símbolo da magia oculta, símbolo de Iemanjá

Crescente – Renovação de forças

Nova – Força plena

Minguante – descarrego ou pólo invertido

– Um Quadrado – O os 4 elementos (Água, Terra, Fogo e Ar).

– Espiral – Para fora indica chamamento de força, retirando demanda.

– Bandeira Branca com Cruz Grega Vermelha – Símbolo de Ogum.

– Coração com uma Cruz no Interior – Símbolo de Nanã.

– Traços Pequenos na Vertical (chuva) – Símbolo de Nanã.

– Folhas ou Plantas – Símbolos de Ossanha.

– Cruz Latina Branca – Cruz de Oxalá.

– Cruz Grega Negra – Com pedestal, símbolo de Omulu.

– Arco-íris – Símbolo de Oxumaré.

– Estrela Branca (Oriente) – Luz dos espíritos.

– Estrela Guia (com cauda) – Símbolo da capacidade de acompanhamento (Oriente).

– Um Oito Deitado (Lemniscata) – Símbolo do Infinito.

– Cordão com Nó ou um Pano – Símbolo das crianças.

– Conchas do Mar – Símbolo das crianças.

– Águas Embaixo do Ponto – Símbolo de Iemanjá (mar).

– Pequenos Traços de água – Símbolo de Oxum.

– Traço ou Linha Curva com Círculo nas Pontas – Símbolo de força, amarração e descarrego.

– Rosa dos Ventos – Chamamento de força ou descarrego.

– Palmeiras ou Coqueiros – Força dos Velhos

– Traço com Três Semicírculos nas Pontas – Descarrego e força também.

Existem muitas grafias utilizadas por nossos guias e essas são algumas mais comuns. Porém no Ponto riscado está o segredo e assinatura de cada entidade, aonde poderemos perceber símbolos ainda desconhecidos apresentados pelas mesmas.
Por isso cabe a nós o estudo e a avaliação, não só do Ponto riscado, mas da manifestação e da confirmação do Guia como um todo, onde tem que prevalecer sempre a energia que está vibrando.

Pontos Riscados

 

Fonte: http://aldeiapenabranca.blogspot.com.br/

Fundamentos

Espíritos Zombeteiros

Depois de tomar consciência do seu desencarne, o espírito de baixa evolução não aceita ajuda do Alto que não permite que ele continue a conviver com os encarnados e continua a vivenciar seus vícios e a negativar seu mental.

Energeticamente, ele passa a cair de faixas vibratórias e assumir seu polo negativo. Agregam-se a espíritos com o mesmo padrão energético formando falanges e assumindo um grau dentro da hierarquia das trevas.  Aprendem a manipular energias e as usam contra seus desafetos encarnados e contra os trabalhadores da Luz. Unem-se a encarnados praticantes de magia negativa e, muitas vezes, se fazem passar por algum Exu, mas não passam de espíritos trevosos de pouca evolução.

Um Exu, trabalhador da seara umbandista, trabalha para a Lei nas trevas, e nada faz sem a permissão do Alto.

Um Exu de Lei pode tanto assumir sua fisionomia humana como a de qualquer criatura, pois são trabalhadores que, amparados pelo Trono do Alto, trabalham nos domínios do Trono do Embaixo. Já um Quiumba, por não ter mais a sustentação energética do Trono do Alto que o ampara, pois está vibratoriamente muito baixo, passa a ser amparado pelo Polo Negativo daquele trono. O Polo positivo que moldou sua aparência humana não consegue mais enviar energias para dar sustentação a esta aparência, e então o ser passa a “perder” sua fisionomia e a assumir aparências monstruosas.

Os quiumbas obsediam uma pessoa encarnada para vivenciar seus vícios, para se vingar ou para agradar algum encarnado que, através de magia negativa, solicitou seus serviços. [É o uso da mentira, da enganação]

Mesmo nas trevas, há uma Lei que os rege. Uma Demanda de morte contra algum encarnado não matará, mas ele poderá sofrer um grave acidente para que se apegue mais a Deus e dê mais valor a sua Vida. Mas se esta pessoa se revoltar, eles poderão incitá-lo ao suicídio, ao uso de drogas, etc. Mas a escolha, mesmo que inconsciente, é do encarnado.

Quando o demandado é um médium com uma missão a cumprir, ele alguma hora irá procurar ajuda e iniciará sua missão espiritual (virá pela dor!). Muitas vezes, os protetores desse médium tomam a sua frente para receber estas cargas negativas e não machucar demais seus protegidos.

Os quiumbas se locomovem facilmente, sabem volitar, plasmar armas e manipular energias, que são pedidas aos seus amigos encarnados através de oferendas.  O encarnado obsediado por um quiumba sentirá todos seus sentimentos negativos desequilibrados como ódio, raiva, rancor, revolta, descontrole emocional. Egum escravo poderá ser escalado para permanecer ao lado daquele encarnado e lhe prejudicar a saúde física e mental, sugando sua energia vital.

Uma hora ou outra a Lei Maior interferirá nas ações deste quiumba, e ele será capturado por um Exu de Lei e a Eles passará a prestar contas; depois de um tempo será esclarecido e, se for de sua vontade, permanecerá na falange daquele Exu, passando ele também a trabalhar para a Lei Maior.

A Umbanda trabalha incansavelmente combatendo estes espíritos trevosos e protegendo os encarnados, desmanchando magias negativas e amarrações através de suas entidades que trabalham para a Lei Maior.

Zombeteiros-610x259

Fonte: Marcia Conti/Umbanda Luz e Conhecimento

Fundamentos

A Pemba

Um objeto “tão simples” tido como apenas GIZ por alguns, a PEMBA tem na verdade um significado bem mais composto do que este para os espiritualistas, devido sua matéria prima, o calcário – rochas sedimentadas (encontradas no mar, rio, caverna etc), composto de ferro, argila, cálcio, calcita, fluorita, materiais orgânicos entre outros minérios naturais. Os Guias Espirituais fazem o uso deste material para manipular as forças da natureza e a energia do fogo, da água, do ar e da terra.

O termo é também utilizado em referência à Lei Maior, ou seja chamamos os trabalhadores da Umbanda de “filhos de pemba”, pois estão sobre a proteção da Lei Maior. Cumprindo com suas tarefas no Bem, ele estará protegido, ou caso não aja decentemente, lhe será cobrado para que responda pelo mal que fez e volte a caminhar no Bem.

Tal sua importância, a Pemba é um dos poucos elementos que pode tocar a coroa de um médium, deste modo é utilizada na lavagem de coroa, em amacis, nos banhos de descarrego, de harmonização etc.

Quando ela é usada como pó junto com a energia do sopro, envolve todo o ambiente e todos os espíritos encarnados e desencarnados de forma poderosíssima, iniciando um trabalho de limpeza, harmonização ou até de descarga;

Os pontos cruzados e o tipo de cruz, interferem potencialmente no real benefício desse ato ritualístico umbandista, portanto não deve ser feito sem real conhecimento. Um simples exemplo de Cruzamento do médium que favorece uma intensa proteção é a cruza da articulação do pulso direito, em seguida da articulação do esquerdo finalizando com a cruza da nuca criando assim, um triângulo de força etérica na Lei de Pemba.

Quando usada nos Pontos Riscados, o símbolo transforma-se em algo Sagrado com grande Poder de Ação, traz toda a força misteriosa da “Grafia dos Orixás” que são signos e símbolos magísticos que abrem ou fecham portais, que trazem ou repelem energias, ativam ou desativam forças astrais e da natureza, assim como os médiuns pois atuam em seus campos mediúnicos.

A Importância da Pemba
A Importância da Pemba
Fundamentos

Pés descalços

Por que ficamos de pés descalços no terreiro de Umbanda?

O solo, chão representa a morada dos ancestrais e quando estamos descalços tocando com os pés no chão estamos tento um contato com estes antepassados. Nós costumamos tirar os calçados em respeito ao solo do terreiro, pois seria como se estivéssemos trazendo sujeira da rua para dentro de nossas casas. É também uma forma de representar a humildade e simplicidade do Rito Umbandista.

Além disso, nós atuamos como os “pára-raios naturais”, e ao recebermos qualquer energia mais forte, automaticamente ela se dissipa no solo. É uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule e leve determinadas energias consigo.

Em alguns terreiros é permitido usar calçados (mas calçados que são usados APENAS dentro do terreiro).

Cabe ressaltar, que a origem desse costume, nos cultos de origem afro-brasileira, é outra; os “pés descalços” eram um símbolo da condição de escravo; lembremos que o escravo não era considerado um cidadão, ele estava na mesma categoria do gado bovino, por exemplo.

Quando liberto a primeira medida do negro (quando fosse possível) era comprar sapatos, símbolo de sua liberdade, e de certa forma, inclusão na sociedade formal. O significado da “conquista” dos sapatos era tão profundo que, muitas vezes, eles eram colocados em lugar de destaque na casa (para que todos vissem).

Ao chegar ao terreiro, contudo, transformado magicamente em solo africano, os sapatos, símbolo para o negro de valores da sociedade branca, eram deixados do lado de fora.
Eles estavam (magicamente) em África e não mais no Brasil.

No solo africano (dos terreiros) eles retornavam (magicamente) à sua condição de guerreiros, sacerdotes, príncipes, caçadores, etc.

A Importância do Cambono

Fundamentos

Como preparar um banho?

Vemos os Guias, sejam Caboclos, Pretos Velhos, enfim, as entidades manifestadas na Umbanda, receitando chás, banhos e defumações para que as pessoas façam em suas casas. Se não fosse possível isso, com certeza os Guias falariam para as mesmas pessoas não fazerem nada sem a presença do sacerdote ou pessoa habilitada.

Preparar um banho ou uma defumação requer acima de tudo BOM SENSO.

Bom senso para entender que não utilizamos ervas verdes (frescas) em uma defumação, pois ainda estão carregadas de água; bom senso para não colocarmos em nossos banhos elementos resinosos (mirra, incenso, benjoim), pois deixarão o banho excessivamente oleoso.

Um banho de ervas é um elemento limpador, regenerador e reorganizador do organismo espiritual vivo, que somos nós mesmos em espírito.

Sua vibração favorece a reestruturação do lado etérico, pois essa troca energética alimenta com força de cura nosso campo astral humano.  Há formas de preparar os banhos e esse é um ponto de muitas dúvidas: devemos, ferver, coar, banhar a cabeça, derramar água sobre a erva, erva sobre a água? Enfim, como devemos preparar um banho?

A regra é simples: se você usar apenas ervas frescas (verdes), flores ou folhas secas, faça uma infusão com as ervas: ferva meio litro de água em uma caneca e depois de apagar o fogo, adicione as ervas deixando descansar por pelo menos 10 minutos tampada. Após esse tempo, pode coar o preparo, adicionar mais água (quente ou fria) até atingir uma temperatura aceitável para o banho.

No caso do uso da parte mais dura da erva, como a casca, semente, caule ou cipó, deixe ferver junto com a água por alguns minutos.  Você também pode associar os dois métodos, ou seja, ferver a parte dura da erva e com essa fervura, fazer uma infusão com as folhas e flores.

Como disse, depois de preparado o banho pode ser coado sim, pois o veículo concentrador da energia contida na erva é a água.  Deixe esse banho pronto e, ao terminar seu banho normal (higiênico), acrescente mais água do chuveiro para que atinja uma temperatura agradável ao corpo.

Eleve o banho acima de sua cabeça e consagre-o. Isso pode ser feito com uma reza bem simples:

Pai Criador, Mãe Natureza, peço que abençoem esse banho e que ele seja força de cura, limpeza espiritual, prosperidade, (etc.) em minha vida. Assim seja e assim será!

Dei o exemplo de uma reza bem simples, mas que pode (e deve) ser adicionada de seus sentimentos e pedidos.Nunca esqueça que energia sem controle é o próprio caos. Dê direção à energia da erva. Diga a ela o que você espera, e verá o resultado.

  • Banho de limpeza – Guiné; Alecrim; Sal grosso.
  • Banho contra magia maléfica – Manjericão; Guiné; Aroeira; Alecrim; Funcho; Malva cheirosa (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de descarrego para crianças até 14 anos – (usado também como calmante)  sete  balas de mel; Pétalas de rosas branca; Folha de tapete de Oxalá; Alevante; Melissa.
  • Banho para problemas de embriaguez – Alho macho; Salsão; Arruda; Guiné; Espada de são Jorge; Fumo em rolo desfiado; Quebra tudo.
  • Banho contra feitiço – Espada de São Jorge; Quebra tudo; Alevante; Guiné; Arruda; Cambuí.
  • Banho de proteção – Espada de são Jorge; Espada de santa Bárbara; Folha de laranjeira; Folha de limoeiro; Folha ou casca de limão galego; Folha de cidreira; Folha de cidró; Rosas brancas (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de descarga – Quebra tudo; Quebra pedra; Quebra inveja; Arruda; Guiné; Alevante; Comigo ninguém pode.
  • Banho para fortificar o espírito – Folha de eucalipto do mato; Folha de eucalipto cidró do mato; Folha de erva cidreira; Folha de cidró (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho para resgatar a energia vital – Folha de cacau; Folha de fumo; Alevante; Cominho em pó; Manjerona; Manjericão.
  • Banho para obter boa sorte – Cambuí; Arruda macho e fêmea; Erva de bicho; Folha de fortuna; Guiné; Alevante; Quebra tudo; Funcho (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho para melhorar o clima dentro de casa – Melissa; Folha de laranjeira do céu ou da terra; Malva cheirosa; Manjericão; Funcho;  Aniz..
  • Banho de Preto Velho para atrair sorte – três rodelas de charuto; Arruda (macho ou fêmea); Guiné de guampa; Pétalas de rosas brancas; Trevo; Perfume de alfazema (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Exu (abre caminho) – Beladona; Arruda macho; Guiné de guampa; Erva pombinha; Folha de amoreira; Cambuí; Folha de marmelo.
  • Banho de Pomba-gira (abre caminho) – Guiné de guampa; Arruda fêmea; Cambuí; Aniz; Pétalas de rosas vermelhas; Folha de aroeira; Alevante.
  • Banho de Exu (limpeza e descarrego) – Arnica; Amendoim (folha); Couve; Carqueja; Folha de batata inglesa.
  • Banho de Cosme e Damião – Laranjeira; Pétalas de rosas; Cravos; Alecrim; Tapete de Oxalá; Sete balas e mel (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Oxóssi – Samambaia; Barba de milho; Folha de butiá; Alecrim do campo; Folha de coqueiro; Folha ou casca da manga; Folha da fortuna (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Oxum – Jasmim; Lírio do campo ou jardim; Erva cidreira; Salsa da horta; Pétalas de rosas amarelas; Manjericão; Aguapé; Folha da fortuna (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Iemanjá – Alecrim; Manjericão; Hortênsias; Perfume de alfazema; Jasmim; Folha de laranjeira; Aguapé; Rosas brancas (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Oxalá – Copo de leite; Girassol; Cravos brancos; Tapete de Oxalá; Folha de trigo; Fortuna; Funcho; Malva cheirosa.

Essas e outras informações estão contidas no livro Rituais com Ervas – Banhos, Defumações e Benzimentos de Adriano Camargo.

Preparação de Banhos