Reforma Íntima

A umbanda exige reforma íntima do médium

Uma das frases mais tradicionais da nossa religião afirma: “Na Umbanda se entra pelo amor ou pela dor”.
Em que pese às diferentes interpretações que o texto possa induzir, o certo é que a Umbanda exige uma reforma íntima de todo o seu adepto. Seja um médium de trabalho ou apenas aquela pessoa que frequenta assiduamente um terreiro para um passe, a mudança é necessária.

Afinal, se no Astral as entidades de luz que nos escolheram para dar continuidade às suas missões, buscam a evolução, é natural que intercedam de forma favorável para que o seu aparelho, aqui na terra, também evolua. Do contrário, qual a razão para sermos escolhidos?

E, mesmo sem incorporar, você é agraciado com um passe, consulta, desobsessão ou qualquer outro trabalho magístico, uma razão evidente é a de que as entidades de luz também desejam seu crescimento espiritual.
Diante disso não adianta ficarmos apenas lamentando as chances perdidas, ou falta de sorte; ou pior ainda, justificarmos à ausência de nosso crescimento à falta de ajuda de nossas entidades. Ou dos mentores espirituais de determinado terreiro.

É necessário, o quanto antes, realizarmos uma auto-análise e buscarmos, com mais absoluta isenção, nossas falhas e defeitos, para tentarmos nos modificar. Não basta ficar aguardando o milagre cair dos céus, temos que modificar nosso comportamento, nossos pensamentos, nossas palavras, gestos e atitudes.
Somente com a reforma íntima poderemos evoluir espiritualmente e, conseqüentemente, de acordo com o nosso merecimento, evoluir materialmente também.

Portanto, deixemos de lado à vaidade, o orgulho, a inveja, o ódio, a intolerância, enfim, todos aqueles sentimentos inerentes ao ser humano, e passemos a valorizar o amor, a fraternidade, o respeito, a tolerância e a humildade.

Agindo dessa forma, certamente, estaremos na Umbanda pelo amor, e não pela dor.

REFORMA ÍNTIMA

Reformar é restituir ou restabelecer à organização primitiva. É o esforço que o ser humano faz para melhorar-se moralmente, voltar-se para a sua essência – o ser espiritual. Ou podemos falar em transformação, que é o ato ou efeito de transformar ou de ser transformado. É uma alteração, modificação ou uma mudança de uma forma em outra. Pode ser uma evolução ou mutação mais ou menos lenta de qualquer coisa. É a mudança no modo de ser de qualquer coisa. É a transformação de uma coisa sem prejuízo da essência. Assim, tanto a palavra transformação como reforma podem ser usadas quando nos referimos às mudanças comportamentais. É o processo de transformação contínuo, de autoanálise, da busca do conhecimento de nossa intimidade espiritual, libertando-nos de nossas imperfeições e permitindo-nos atingir o domínio de nós mesmos, de nossas paixões, de nossas emoções. Mudanças não bruscas nem radicais, mas sim conscientes, as quais visam retirar o Ser da materialidade comum, elevando-o aos mais altos planos, para que isso se reflita no aperfeiçoamento das instituições e da família.

Transformar :
Egoísmo………………………Generosidade
Orgulho……………………….Humildade
Ciúme………………………….Resignação
Agressividade………………Perdão
Maledicência………………..Caridade
Intolerância………………….Tolerância
Inveja…………………………..Sensatez

Reforma Íntima

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Amarração na Umbanda

Vou começar esse texto falando do quanto me sinto incomodado e perplexo com a quantidade absurda de e-mail’s que recebo todos os dias com o assunto: “Amarração Amorosa”.

Aliás, fico mais perplexo ainda com a quantidade de anúncios de pessoas, se dizendo Umbandistas, que oferecem o tal trabalho de amarração.

Mas o que seria a tal amarração amorosa?

Quais os benefícios que ela pode trazer a quem pede uma?

A amarração funciona?

Vamos lá…

A amarração amorosa é algo que algumas pessoas dizem fazer para outras ficarem “apaixonadas”, ficarem “debaixo de seus pés”. É dito que se prende o espírito da pessoa desejada ao espírito da pessoa que deseja, para que assim possam ter um relacionamento amoroso eterno, feliz e cheio de cumplicidade.

Mas para quem busca uma amarração dessa forma, sinto muito dizer-lhes que isso não existe dentro da Umbanda. Só frisando que estamos falando de Umbanda, a Umbanda que é religião, a Umbanda que busca fazer a caridade, a Umbanda de Zambi, Oxalá, dos Orixás e Entidades de Luz.

A Umbanda prega e respeita o livre arbítrio das pessoas. Não cobra, não força, não induz ninguém a fazer ou caminhar por caminhos indesejáveis ou que vão contra a vontade de quem quer que seja.
Se a dita amarração é uma indução forçosa a alguém entregar sua alma e seu coração a outra, que por início não era de sua livre e espontânea vontade, então não faz parte da religião de Umbanda.

Sabendo-se que a Umbanda é uma Religião de Luz, de amor e caridade, inteiramente ligada a Deus, nosso Pai Maior, quer dizer que a amarração não faz ´parte dos preceitos de Deus, não fazendo parte dos preceitos de Deus, quer dizer que é o contrário do que chamamos de “fazer o bem”, portanto se é assim, a amarração amorosa, se caso existir alguma, é algo que estará fazendo o mal a pessoa na qual foi pedida para amarrar, se está fazendo o mal, como podemos chamar o sentimento da pessoa que pediu de “amor”?

Isso não é amor, não é carinho, não é paixão. É simplesmente um desejo de ter algo que não conquistou, um egoísmo sem limites, uma prepotência desumana e uma falta de amor próprio de grandes proporções.

Muitas vezes vemos uma pregação errônea de pessoas se dizendo serem ligadas a Umbanda, tentando induzir ou demonstrar que a amarração seja um sinônimo da religião. Essas pessoas colocam nomes de Entidades divinas de Luz em seus preceitos falsos e manipuladores para dar mais ênfase a suas mentirosas “magias de amarrações amorosas”.

É muito constante vermos os nomes de Entidades como Senhor Tranca Ruas ou a Pombo Gira Maria Padilha nessas colocações. Vemos falsas orações, vemos pedidos de trabalhos, entregas disso e daquilo, numa proporção grandiosa, sem limites, sem noção, sem nexo, e claro, sem a menor eficácia.

Friso que de forma nenhuma uma Entidade de Luz, seja ela um Preto Velho, um Caboclo, um Boiadeiro, um Erê, um Malandro, um Cigano, e muito menos um Exú e uma Pombo Gira iriam entregar a sua evolução, o
seu trabalho de caridade, o seu precioso tempo quebrando a regra da Umbanda, que é a de respeitar uma das coisas mais sagradas da Religião, que é o livre arbítrio das pessoas.

Portanto quando se é usado os nomes dessas Entidades nesses rituais sem cabimento e falsos, isso vem do ser humano, tanto vem do consulente, que está em desespero por ter  “perdido” uma pessoa que a sua prepotência insiste a dizer que é seu, ou vem de falsos espíritas e falsos Umbandistas que se utilizam desses artefatos e desses desesperos de ego dos consulentes para que assim os façam pagar grandes quantias em dinheiro, mesmo sabendo que de nada vai adiantar tal ação.

A palavra é “Amor Próprio”, vamos ser coerentes, se uma pessoa decidiu que ficar a seu lado como um companheiro não lhe traz felicidade, segurança, um caminho de luz, paz e amor, então porque tentar forçar?

Realmente é uma falta de amor próprio sem compreensão. Pois essas ditas amarrações nada vão adiantar no que podemos entender de relacionamentos, quanto mais se tenta fazer uma amarração, mais distante a pessoa em questão vai ficar de quem buscou esses artifícios.

Toda essa propaganda que infelizmente vemos em todos os cantos, com promessas de trazer seu amor em 7 ou 3 dias, de fazer seu amor voltar, de fazer sua paixão ficar a seus pés, entre todas as falácias que são ditas para enganar os consulentes, não existem dentro da Umbanda.

Exús e Pombo Giras não são adeptos a esses tipos de rituais. Os nomes dessas Entidades de Luz são usados sem o menor respeito para induzir aos consulentes com falta de amor próprio a entrar num caminho sem volta, com altos gastos em dinheiro e sem resultado algum, aliás apenas com resultados para os que prometeram fazer a tal amarração, o resultado de aumentarem seus ganhos econômicos com a inocência de consulentes de baixa alta estima.

É muito comum do consulente que vai pedir uma suposta amarração, ao ser induzido, enganado e cobrado por isso, voltar a pessoa que prometeu que a tal amarração funcionaria para dizer que fez tudo certo, que entregou tudo que foi pedido, que pagou a quantia que foi cobrada, dizendo que a tal amarração ainda não teria funcionado. E ai estaria a deixa do falso “mago das amarrações” a fazer com que o consulente acreditasse que ele seria impaciente demais e não estaria dando tempo para que a suposta “magia” funcionasse, ou que o caso seria mais grave que previsto e teria que reforçar a amarração. E assim os falsos “magos das amarrações” fazem novas listas de pedidos, novos trabalhos, novas entregas, usando desrespeitosamente nomes de novas Entidades de Luz, e claro, novas cobranças em dinheiro, para assim o seu dito amado volte ao convívio de um relacionamento falso e cheio de desamor, não respeitando o livre arbítrio de cada um de nós.

E tudo isso vira uma grande “bola de neve”. Seu amor não voltará, cada dia vai se distanciar mais, sua alta estima vai se afundando mais e mais, seu amor próprio vai para o fundo de um poço infinito, sua vida ficará cheia de espíritos sem luz, obsessores de todas as formas e graus, pois você, com essas falsas entregas, estará trazendo para junto de si essas cargas espirituais obscuras, alimentando Eguns, Kiumbas e Espíritos Zombeteiros.

A Umbanda Não Amarra Ninguém. E Quem Faz Isso Usando O Nome Da Umbanda Vai Pagar Da Mesma Forma Que A pessoa Que Pediu A Amarração.

Para finalizar gostaria de frisar só um detalhe que leio muito nos e-mail’s que recebo todos os dias com assunto “amarração”. Em muitos deles, sejam esses e-mail’s vindos de homens, mulheres ou qual for a opção sexual do consulente, vem frisado a seguinte questão:

“Meu ou minha parceiro(a) me abandonou, ou saiu de casa, porque o(a) amante dele(a) fez “macumba” ou “amarração” para que isso acontecesse.”

Não. Não foi por esse motivo que seu(sua) parceiro(a) abandonou esse relacionamento.

Busque dentro de sua consciência, deixe o ego de lado, reflita nessa colocação com o mínimo de coerência.

Ou o relacionamento já andava desgastado, ou o parceiro se encontrou em um novo tipo de relacionamento, ou a vida social, econômica ou a dois estavam com atribulações, e o casal não parou para expor os problemas, deixando assim a vida andar até o ponto que não tinha mais volta, ou simplesmente o amor acabou, ou a paixão cessou.

São vários motivos para que um relacionamento se finde, são muitos altos e baixos, são muitos caminhos, que muitas vezes não são só de flores.

E quando chega o limite, e infelizmente o relacionamento termina, mesmo que para uma das partes seja extremamente difícil entender, é muito mais simples dizer para as outras pessoas e para si mesmo que tudo aconteceu por “magia”, “amarração”, ou “macumba”. Não querendo demonstrar a real causa de um problema, que as vezes vem se arrastando por anos.

E acreditando que pode ser uma suposta amarração vinda de um(a) rival, vira presa fácil de falsos “amarradores de amor”, fazendo assim a tal “bola de neve” nascer e crescer.

Portanto, dentro da Umbanda, com seus Orixás, suas Entidades de Luz e nosso Pai Maior que é Zambi (Deus), não existe essa falta de amor próprio, não existe essa prepotência de ego, não existe amarração.

Umbanda Não Faz Amarração. Não Se Pode Tirar Um Dos Maiores Presentes Dados Por Deus. Livre Arbítrio!

“Fio, Se Amarração Fosse Coisa Boa, Não Teria Motivo Pro Amor Existir.
Quem Ama Respeita A Vontade Do Outro.” – Conselhos Da Vovó Cambinda.

Amarração na Umbanda não

Defumação

A defumação é essencial para qualquer trabalho num centro umbandista.
É também, uma das coisas que chamam a atenção de quem vai lá pela primeira vez assistir a um trabalho.

Pra que serve aquela fumacinha? Qual é a sua utilidade real?

A principal função da defumação realizada tanto na Umbanda quanto nas demais seitas religiosas através dos tempos, desde a Antiguidade, é com a queima de ervas e resinas, modificar a energia existente no ambiente para equilibrá-lo de acordo com a necessidade.

Certas cargas pesadas se agregam ao nosso corpo Astral, durante nossa vivência cotidiana, ou seja pensamentos e ambientes de vibrações pesadas , rancores, invejas, preocupações etc..

A defumação tem o poder de desagregar estas cargas pois interpenetram, os campos
Astral, mental e áurea , tornando-os “libertos”, de tal peso para produzirem seu funcionamento normal .

Os defumadores são poderosos aliados para quem procura se livrar de maus fluidos, ficar com a alma leve e em harmonia. São muito usados, para a limpeza de ambiente, servem como repelentes afastam os maus espíritos e atraem os guias de luz.

Em um Centro Umbandista, a defumação é realizada no início dos trabalhos, realizando a limpeza do ambiente, do corpo de médiuns e dos assistentes. Dependendo dos trabalhos realizados, deve-se limpar o ambiente com a defumação mais de uma vez ao longo do dia, para atrair e facilitar o trabalho que esteja sendo realizado pelas entidades.

Vemos os Guias, sejam Caboclos, Pretos Velhos, enfim, as entidades manifestadas na Umbanda, receitando chás, banhos e defumações para que as pessoas façam em suas casas. Se não fosse possível isso, com certeza os Guias falariam para as mesmas pessoas não fazerem nada sem a presença do sacerdote ou pessoa habilitada.

Preparar uma defumação ou um banho requer acima de tudo BOM SENSO.

Bom senso para entender que não utilizamos ervas verdes (frescas) em uma defumação, pois ainda estão carregadas de água; bom senso para não colocarmos em nossos banhos elementos resinosos (mirra, incenso, benjoim), pois deixarão o banho excessivamente oleoso.

É recomendado, também sempre fazer uma prece antes de iniciar a defumação.

MODO DE PREPARO

• Acenda o carvão em brasas em recipiente próprio (Também conhecido como Turíbulo);
• Feche todas as portas e janelas;
• Coloque um copo com água pura na porta de entrada que deverá ficar semi-aberta;
• Passe o defumador dos fundos para a frente da casa, abrindo um filete de água nos cômodos onde houver Torneiras;
• Ao sair pela porta da frente, apague as brasas com a água do copo que lá estava, despachando os resíduos na natureza;
• Feche as Torneiras que estavam abertas e abra todas as portas e janelas da casa, dando fim ao processo.

Abaixo alguns exemplos de defumações em linhas de trabalho:

  • Defumação contra fluídos negativos – Quebra-tudo; Guiné-caboclo; Espada de Santa Bárbara; Pitangueira; Folha de marmelo; Alevante; Folha de Cambuí.
  • Defumação para atrair sorte – Casca de laranja seca ralada; Casca de limão galego seco ralado; Casca de pêssego seca; Casca de maçã seca; Canela em pó ou casca; Cravo da índia; Semente de girassol.
  • Defumação para limpeza – Café em pó; Casca de coco ralado; Amoreira; Palha de alho; Pimenta da costa; Benjoin.
  • Defumação de descarrego espiritual – Cominho em pó; Açúcar mascavo; Fumo em rolo desfiado; Mirra; Incenso; Alecrim; Arruda (macho ou fêmea).
  • Defumação para dinheiro – Gengibre ralado; Açúcar mascavo; Breu; Semente de girassol; Noz-moscada; Pão amanhecido ralado; Louro; Pitangueira; Canela em pó; Cravo da índia.
  • Defumação para afastar espíritos de dentro de casa – Benjoin; Incenso; Mirra; Casca de alho (ou palha); Café em pó virgem; Alecrim; Pitangueira; Folha de marmelo.
  • Defumação para progredir na vida – Louro; Cominho em pó; Noz-moscada; Arroz com casca; Aniz; Malva cheirosa; Manjericão; Incenso.
  • Defumação para uso em estabelecimento comercial – Gengibre ralado; Cravo da Índia; Semente de girassol; Louro; Açúcar mascavo; Noz moscada ralada; Canela em pó; Breu.
  • Defumação Oxóssi – Folha de aipim; Folha de coqueiro; Folha de butiazeiro; Folha de caraguatá; Eucalipto; Folha de laranjeira.
  • Defumação Oxum – Alecrim; Alfazema; Jasmim; Sândalo; Folha de arroz; Funcho; Folha de bergamota; Folha de tomateiro; Hortelã; Verbena.
  • Defumação de Iemanjá – Hortênsias; Malva cheirosa; Fortuna; Alfazema; Violeta; Verbena; Aniz; Manjericão.
  • Defumação de Oxalá – Alecrim; Jasmim; Arnica; Copo de leite; Folha de trigo; Cidreira; Cidró; Funcho.
  • Defumação de Pretos Velhos – Guiné de guampa; Barba de milho; Fumo de rolo desfiado; Arruda (macho ou fêmea); Cana de açúcar ou bagaço; Café em pó.
casa espirita de oxossi

Defumação

Pontos Riscados

Conceito: O Ponto riscado é um instrumento para trabalhos magísticos efetuados pelas entidades. É o selo, o cartão de visitas, a identificação, o brasão e a bandeira da entidade. É uma espécie de campo de força riscado através de símbolos dentro de uma Mandala, onde o instrumento utilizado em seu campo de trabalho é a Pemba. A Pemba maneja as forças de forma a lhe conferir afinidade com as entidades, identificando a quem ela se subordina, bem como seus fundamentos. A Mandala e os símbolos são riscados em uma tabua de madeira, que se intitula tabua de ponto.

Mandalas:
Constituídas de um desenho circular, aonde no seu interior vemos formas e figuras variadas. É uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o Cosmo. No interior da Mandala temos sempre um ponto central, que representa sua essência, e dele partirão todos os demais elementos. Esse ponto representa Deus, do qual partiu todas as coisas existentes no planeta. Existem dois tipos de mandala, mandala aberta, e fechada.

Mandala aberta:
A ação da Mandala aberta é ampla e vasta, envolve a todos e a todo o terreiro. Dentro de um terreiro normalmente esse tipo de ponto só é riscado pelo Pai ou pela Mãe espiritual, porque nesse caso está expandindo a energia para todos.

Mandala fechada:
A ação da Mandala fechada, é a ação concentrada, delimitada e limitada, a entidade neste caso cria um verdadeiro campo de força, usada em solicitações específicas e nos pontos identifica tórios.
Na Mandala são colocados elementos simbólicos ancestrais, ao desenhar uma mandala, ou seja, ao ser riscado um ponto, é criado um instrumento sagrado.

Pemba:
A pemba é uma pedra de calcário, que nossos guias utilizam para riscar seu o ponto de energia de acordo com a sua vibração. Ela é parecida com um giz, e pode apresentar várias cores de acordo com a vibração ou linha da entidade.
A pemba consagrada pode ser ralada e utilizada para cruzar o ambiente e filhos de santo. Desta forma ela é soprada nos pontos cardeais do ambiente para que se de a firmeza.

Símbolos e cores:
Todos os Símbolos partirão de um ponto no interior da Mandala. Os símbolos e as cores da Mandala criam a força que define a ação vibracional da Mandala (Ponto riscado).

Grafia de Umbanda e seus significados:
Cada traço, cada forma tem um significado e de acordo com a ordem, a direção e a maneira como os símbolos se posicionam podem revelar muitas informações sobre a manifestação espiritual ora transcrita através do ponto riscado e sua missão de trabalho.

Círculo – O Universo, a Perfeição.

– Circulo aberto – energia expandindo;

– Circulo fechado – energia concentrada;

– Circulo com um ponto – ser supremo, símbolo de Oxalá;

Um Círculo com Dois Diâmetros Entre Si – O Plano Divino, o Quaternário Espiritual.

Círculos Menores e Semicírculos – A fases da lua (símbolo de Iemanjá), forças de luz, inclui Iansã.

Círculo com Estrias Externas – O sol (símbolo de Oxalá).

– Linha reta transversa – mundo material
– Duas linhas retas transversas
– Linha curva – polaridade
– Triangulo – Trindade

– Hexagrama ( dois triângulos ) – masculino e feminino, as forças divinas

– Um Pentagrama –

A Estrela de Davi e o Signo de Salomão

A Linha do Oriente, Oxalá, a Luz de Deus.

Três estrelas também representam os Velhos e Almas.

– Balança, Machado ou Nuvem – Símbolos de Xangô e do Oriente

– Raio – Simbolo de Yansã ( mudança dos tempos, intensidade, forte energia)

– Espada Curva – Símbolo de poder e força, a luta do bem contra o mal, símbolo de Ogum;

– Espada Reta – Símbolo de Iansã.

– Coração – Símbolo do amor, da força dos sentimentos que unem os homens, símbolo de Oxum; a Flor também é um símbolo de Oxum.

– Tridentes – Símbolo antigo de força, representando a força do Deus Netuno que tinha no tridente a representação dos pólos que comandavam aquela civilização. Símbolo usado por exus e pomba gira devido ao sincretismo. Observam – se tridentes de risco quadrado para exus (compadres) e de risco arredondados para pomba giras.

– Cruzeiro – Símbolo das almas e do encontro dos desencarnados. Muito comum nos pontos de pretos velhos e Exu de cemitério.

– Caveira – Não simboliza a morte. É a identificação dos espíritos que militam nas esferas da calunga pequena (cemitério).

– Flecha para cima – Símbolo da busca espiritual, do objetivo, do alvo a ser atingido. Símbolo dos falangeiros de Oxossi.

– Arco e Flecha – Símbolo dos falangeiros de Oxossi

– Fases da lua

Cheia – Símbolo da magia oculta, símbolo de Iemanjá

Crescente – Renovação de forças

Nova – Força plena

Minguante – descarrego ou pólo invertido

– Um Quadrado – O os 4 elementos (Água, Terra, Fogo e Ar).

– Espiral – Para fora indica chamamento de força, retirando demanda.

– Bandeira Branca com Cruz Grega Vermelha – Símbolo de Ogum.

– Coração com uma Cruz no Interior – Símbolo de Nanã.

– Traços Pequenos na Vertical (chuva) – Símbolo de Nanã.

– Folhas ou Plantas – Símbolos de Ossanha.

– Cruz Latina Branca – Cruz de Oxalá.

– Cruz Grega Negra – Com pedestal, símbolo de Omulu.

– Arco-íris – Símbolo de Oxumaré.

– Estrela Branca (Oriente) – Luz dos espíritos.

– Estrela Guia (com cauda) – Símbolo da capacidade de acompanhamento (Oriente).

– Um Oito Deitado (Lemniscata) – Símbolo do Infinito.

– Cordão com Nó ou um Pano – Símbolo das crianças.

– Conchas do Mar – Símbolo das crianças.

– Águas Embaixo do Ponto – Símbolo de Iemanjá (mar).

– Pequenos Traços de água – Símbolo de Oxum.

– Traço ou Linha Curva com Círculo nas Pontas – Símbolo de força, amarração e descarrego.

– Rosa dos Ventos – Chamamento de força ou descarrego.

– Palmeiras ou Coqueiros – Força dos Velhos

– Traço com Três Semicírculos nas Pontas – Descarrego e força também.

Existem muitas grafias utilizadas por nossos guias e essas são algumas mais comuns. Porém no Ponto riscado está o segredo e assinatura de cada entidade, aonde poderemos perceber símbolos ainda desconhecidos apresentados pelas mesmas.
Por isso cabe a nós o estudo e a avaliação, não só do Ponto riscado, mas da manifestação e da confirmação do Guia como um todo, onde tem que prevalecer sempre a energia que está vibrando.

Pontos Riscados

 

Fonte: http://aldeiapenabranca.blogspot.com.br/

Espíritos Zombeteiros

Depois de tomar consciência do seu desencarne, o espírito de baixa evolução não aceita ajuda do Alto que não permite que ele continue a conviver com os encarnados e continua a vivenciar seus vícios e a negativar seu mental.

Energeticamente, ele passa a cair de faixas vibratórias e assumir seu polo negativo. Agregam-se a espíritos com o mesmo padrão energético formando falanges e assumindo um grau dentro da hierarquia das trevas.  Aprendem a manipular energias e as usam contra seus desafetos encarnados e contra os trabalhadores da Luz. Unem-se a encarnados praticantes de magia negativa e, muitas vezes, se fazem passar por algum Exu, mas não passam de espíritos trevosos de pouca evolução.

Um Exu, trabalhador da seara umbandista, trabalha para a Lei nas trevas, e nada faz sem a permissão do Alto.

Um Exu de Lei pode tanto assumir sua fisionomia humana como a de qualquer criatura, pois são trabalhadores que, amparados pelo Trono do Alto, trabalham nos domínios do Trono do Embaixo. Já um Quiumba, por não ter mais a sustentação energética do Trono do Alto que o ampara, pois está vibratoriamente muito baixo, passa a ser amparado pelo Polo Negativo daquele trono. O Polo positivo que moldou sua aparência humana não consegue mais enviar energias para dar sustentação a esta aparência, e então o ser passa a “perder” sua fisionomia e a assumir aparências monstruosas.

Os quiumbas obsediam uma pessoa encarnada para vivenciar seus vícios, para se vingar ou para agradar algum encarnado que, através de magia negativa, solicitou seus serviços. [É o uso da mentira, da enganação]

Mesmo nas trevas, há uma Lei que os rege. Uma Demanda de morte contra algum encarnado não matará, mas ele poderá sofrer um grave acidente para que se apegue mais a Deus e dê mais valor a sua Vida. Mas se esta pessoa se revoltar, eles poderão incitá-lo ao suicídio, ao uso de drogas, etc. Mas a escolha, mesmo que inconsciente, é do encarnado.

Quando o demandado é um médium com uma missão a cumprir, ele alguma hora irá procurar ajuda e iniciará sua missão espiritual (virá pela dor!). Muitas vezes, os protetores desse médium tomam a sua frente para receber estas cargas negativas e não machucar demais seus protegidos.

Os quiumbas se locomovem facilmente, sabem volitar, plasmar armas e manipular energias, que são pedidas aos seus amigos encarnados através de oferendas.  O encarnado obsediado por um quiumba sentirá todos seus sentimentos negativos desequilibrados como ódio, raiva, rancor, revolta, descontrole emocional. Egum escravo poderá ser escalado para permanecer ao lado daquele encarnado e lhe prejudicar a saúde física e mental, sugando sua energia vital.

Uma hora ou outra a Lei Maior interferirá nas ações deste quiumba, e ele será capturado por um Exu de Lei e a Eles passará a prestar contas; depois de um tempo será esclarecido e, se for de sua vontade, permanecerá na falange daquele Exu, passando ele também a trabalhar para a Lei Maior.

A Umbanda trabalha incansavelmente combatendo estes espíritos trevosos e protegendo os encarnados, desmanchando magias negativas e amarrações através de suas entidades que trabalham para a Lei Maior.

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Fonte: Marcia Conti/Umbanda Luz e Conhecimento

Pés descalços

Por que ficamos de pés descalços no terreiro de Umbanda?

O solo, chão representa a morada dos ancestrais e quando estamos descalços tocando com os pés no chão estamos tento um contato com estes antepassados. Nós costumamos tirar os calçados em respeito ao solo do terreiro, pois seria como se estivéssemos trazendo sujeira da rua para dentro de nossas casas. É também uma forma de representar a humildade e simplicidade do Rito Umbandista.

Além disso, nós atuamos como os “pára-raios naturais”, e ao recebermos qualquer energia mais forte, automaticamente ela se dissipa no solo. É uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule e leve determinadas energias consigo.

Em alguns terreiros é permitido usar calçados (mas calçados que são usados APENAS dentro do terreiro).

Cabe ressaltar, que a origem desse costume, nos cultos de origem afro-brasileira, é outra; os “pés descalços” eram um símbolo da condição de escravo; lembremos que o escravo não era considerado um cidadão, ele estava na mesma categoria do gado bovino, por exemplo.

Quando liberto a primeira medida do negro (quando fosse possível) era comprar sapatos, símbolo de sua liberdade, e de certa forma, inclusão na sociedade formal. O significado da “conquista” dos sapatos era tão profundo que, muitas vezes, eles eram colocados em lugar de destaque na casa (para que todos vissem).

Ao chegar ao terreiro, contudo, transformado magicamente em solo africano, os sapatos, símbolo para o negro de valores da sociedade branca, eram deixados do lado de fora.
Eles estavam (magicamente) em África e não mais no Brasil.

No solo africano (dos terreiros) eles retornavam (magicamente) à sua condição de guerreiros, sacerdotes, príncipes, caçadores, etc.

A Importância do Cambono

Como preparar um banho?

Vemos os Guias, sejam Caboclos, Pretos Velhos, enfim, as entidades manifestadas na Umbanda, receitando chás, banhos e defumações para que as pessoas façam em suas casas. Se não fosse possível isso, com certeza os Guias falariam para as mesmas pessoas não fazerem nada sem a presença do sacerdote ou pessoa habilitada.

Preparar um banho ou uma defumação requer acima de tudo BOM SENSO.

Bom senso para entender que não utilizamos ervas verdes (frescas) em uma defumação, pois ainda estão carregadas de água; bom senso para não colocarmos em nossos banhos elementos resinosos (mirra, incenso, benjoim), pois deixarão o banho excessivamente oleoso.

Um banho de ervas é um elemento limpador, regenerador e reorganizador do organismo espiritual vivo, que somos nós mesmos em espírito.

Sua vibração favorece a reestruturação do lado etérico, pois essa troca energética alimenta com força de cura nosso campo astral humano.  Há formas de preparar os banhos e esse é um ponto de muitas dúvidas: devemos, ferver, coar, banhar a cabeça, derramar água sobre a erva, erva sobre a água? Enfim, como devemos preparar um banho?

A regra é simples: se você usar apenas ervas frescas (verdes), flores ou folhas secas, faça uma infusão com as ervas: ferva meio litro de água em uma caneca e depois de apagar o fogo, adicione as ervas deixando descansar por pelo menos 10 minutos tampada. Após esse tempo, pode coar o preparo, adicionar mais água (quente ou fria) até atingir uma temperatura aceitável para o banho.

No caso do uso da parte mais dura da erva, como a casca, semente, caule ou cipó, deixe ferver junto com a água por alguns minutos.  Você também pode associar os dois métodos, ou seja, ferver a parte dura da erva e com essa fervura, fazer uma infusão com as folhas e flores.

Como disse, depois de preparado o banho pode ser coado sim, pois o veículo concentrador da energia contida na erva é a água.  Deixe esse banho pronto e, ao terminar seu banho normal (higiênico), acrescente mais água do chuveiro para que atinja uma temperatura agradável ao corpo.

Eleve o banho acima de sua cabeça e consagre-o. Isso pode ser feito com uma reza bem simples:

Pai Criador, Mãe Natureza, peço que abençoem esse banho e que ele seja força de cura, limpeza espiritual, prosperidade, (etc.) em minha vida. Assim seja e assim será!

Dei o exemplo de uma reza bem simples, mas que pode (e deve) ser adicionada de seus sentimentos e pedidos.Nunca esqueça que energia sem controle é o próprio caos. Dê direção à energia da erva. Diga a ela o que você espera, e verá o resultado.

  • Banho de limpeza – Guiné; Alecrim; Sal grosso.
  • Banho contra magia maléfica – Manjericão; Guiné; Aroeira; Alecrim; Funcho; Malva cheirosa (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de descarrego para crianças até 14 anos – (usado também como calmante)  sete  balas de mel; Pétalas de rosas branca; Folha de tapete de Oxalá; Alevante; Melissa.
  • Banho para problemas de embriaguez – Alho macho; Salsão; Arruda; Guiné; Espada de são Jorge; Fumo em rolo desfiado; Quebra tudo.
  • Banho contra feitiço – Espada de São Jorge; Quebra tudo; Alevante; Guiné; Arruda; Cambuí.
  • Banho de proteção – Espada de são Jorge; Espada de santa Bárbara; Folha de laranjeira; Folha de limoeiro; Folha ou casca de limão galego; Folha de cidreira; Folha de cidró; Rosas brancas (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de descarga – Quebra tudo; Quebra pedra; Quebra inveja; Arruda; Guiné; Alevante; Comigo ninguém pode.
  • Banho para fortificar o espírito – Folha de eucalipto do mato; Folha de eucalipto cidró do mato; Folha de erva cidreira; Folha de cidró (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho para resgatar a energia vital – Folha de cacau; Folha de fumo; Alevante; Cominho em pó; Manjerona; Manjericão.
  • Banho para obter boa sorte – Cambuí; Arruda macho e fêmea; Erva de bicho; Folha de fortuna; Guiné; Alevante; Quebra tudo; Funcho (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho para melhorar o clima dentro de casa – Melissa; Folha de laranjeira do céu ou da terra; Malva cheirosa; Manjericão; Funcho;  Aniz..
  • Banho de Preto Velho para atrair sorte – três rodelas de charuto; Arruda (macho ou fêmea); Guiné de guampa; Pétalas de rosas brancas; Trevo; Perfume de alfazema (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Exu (abre caminho) – Beladona; Arruda macho; Guiné de guampa; Erva pombinha; Folha de amoreira; Cambuí; Folha de marmelo.
  • Banho de Pomba-gira (abre caminho) – Guiné de guampa; Arruda fêmea; Cambuí; Aniz; Pétalas de rosas vermelhas; Folha de aroeira; Alevante.
  • Banho de Exu (limpeza e descarrego) – Arnica; Amendoim (folha); Couve; Carqueja; Folha de batata inglesa.
  • Banho de Cosme e Damião – Laranjeira; Pétalas de rosas; Cravos; Alecrim; Tapete de Oxalá; Sete balas e mel (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Oxóssi – Samambaia; Barba de milho; Folha de butiá; Alecrim do campo; Folha de coqueiro; Folha ou casca da manga; Folha da fortuna (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Oxum – Jasmim; Lírio do campo ou jardim; Erva cidreira; Salsa da horta; Pétalas de rosas amarelas; Manjericão; Aguapé; Folha da fortuna (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Iemanjá – Alecrim; Manjericão; Hortênsias; Perfume de alfazema; Jasmim; Folha de laranjeira; Aguapé; Rosas brancas (pode acrescentar mel e perfume à gosto).
  • Banho de Oxalá – Copo de leite; Girassol; Cravos brancos; Tapete de Oxalá; Folha de trigo; Fortuna; Funcho; Malva cheirosa.

Essas e outras informações estão contidas no livro Rituais com Ervas – Banhos, Defumações e Benzimentos de Adriano Camargo.

Preparação de Banhos