Sereias

Sereias

O arquétipo das sereias já existia nos mitos e lendas de vários povos. De acordo com Rubens Saraceni, as sereias e demais encantadas (os) aquáticas (os) são seres naturais, isto é, espíritos que nunca encarnaram, regidos por mãe Iemanjá, tida por elas como mãe divina de todas. Elas têm um poder de limpeza, purificação e descarga de energias negativas.

Essa entidades espirituais, quando incorporam, não costumam falar, mas emitem um som, repetido o tempo todo, que imita um canto e é um poderoso mantra aquático diluidor de energias negativas.

São ótimas para anular magias negativas, afastar obsessores e espíritos desequilibrados ou vingativos, para limpeza de lares e para harmonização de casais ou famílias.

As sereias verdadeiras são seres naturais regidos por Mãe Iemanjá. As Ondinas, ou antigas sereias são mais velhas e regidas por Mãe Nanã. As encantadas elementais aquáticas são regidas por Mãe Oxum. Essas três mães d’água regem o mistério sereia, do ritual de Umbanda Sagrada, e todas podem incorporar com cantos de Iemanjá, Oxum e de Nanã.
Esses seres de natureza aquática só existem em seu lado espiritual, pois não existem no  lado material, onde são apenas lendas. No estágio encantado são sereias e quando alcançam o estágio natural são denominadas ninfas. Esses espíritos híbridos possuem magníficos poderes que podem nos ajudar muito, quando os colocamos em nosso auxílio.

Na incorporação, há sereias que ficam em pé e se movem com passos de dança. Há aquelas que ficam sentadas de lado e outras que vêm deitadas, mas se movimentam como se estivessem nadando ou se banhando nas ondas do mar. Em seus movimentos, vão recolhendo as cargas energéticas negativas dos médiuns e da assistência.

Linha das Sereias

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Malandros

Malandros

As entidades que hoje se manifestam nessa “nova” linha de ação e trabalho umbandista, antes chegavam nas giras nas linhas dos Baianos ou dos Exus. Aos poucos, foram sendo aceitos, respeitados e procurados, ganhando linha própria, comandados por Seu Zé Pelintra.

Originaram-se no Catimbó nordestino, com identidade na pajelança xamânica dos índios brasileiros e no catolicismo, na chamada Linha dos Mestres e do culto à Jurema sagrada, bem antes da Umbanda. São o resultado da grande miscigenação cultural e racial brasileira e retratam as populações marginalizadas, desfavorecidas, pobres e sofredoras das periferias do país, tanto rurais quanto urbanas.

Em geral, os mestres são espíritos curadores que tiveram mortes trágicas e se “encantaram”. Trabalham para a solução de alguns problemas materiais e amorosos.

As entidades que se manifestam na Linha dos Malandros são um agrupamento de espíritos que viveram suas reencarnações na pobreza e no sofrimento, mas souberam tirar da dor o humor e o jogo de cintura para driblar a miséria e o baixo astral. Por onde passam levam alegria e arrancam sorrisos e gargalhadas, com seu samba no pé, sua ginga e malandragem.

Os malandros do astral não são marginais do além, como muitos supõem. São espíritos amigos, voltados para a prática da caridade espiritual e material. Propagam o respeito ao ser humano, a tolerância religiosa, a humildade, os bons exemplos, o amor ao próximo, o amparo às crianças desamparadas e aos idosos. Combatem as trevas e desmancham feitiços e magias negras.

Em locais de extrema pobreza e ausência de assistência pública e de justiça humana, os malandros estão presentes com sua misericórdia, buscando aliviar o sofrimento e socorrer os necessitados, enxugando as lágrimas dos que sofrem.
Manifestam-se na Linha dos Malandros muitos “Zés”: Zé Pelintra, Zé da Virada, Zé Navalha, Zé Malandrinho, Zé da Faca e outros, como Chico Pelintra, Cibamba, Seu Malandro. São “mandingueiros” do bem e apresentam grande senso de humor em suas manifestações. São entidades da rua, encontrados em bares, festas, subidas de morros etc.

Zé Pelintra é uma entidade urbana, que pode até nada ter a ver com a origem dos mestres, mas é chamado de mestre catimbozeiro, doutor, curador, conselheiro, defensor das mulheres, das crianças e dos pobres, guerreiro da igualdade social, médico dos pobres, advogado dos injustiçados, dono da noite e rei da magia. Tem grande importância nos catimbós e nas macumbas cariocas e é o protetor dos comerciantes, principalmente de bares, lanchonetes, restaurantes e boates.
A saudação para essa linha é: Salve os Malandros! Salve a Malandragem!

Suas cores são o vermelho e o branco ou o preto e o branco. A regência dos malandros é de Pai Ogum e, pelas cores, Pai Omolu.

Linha dos Malandros

Ciganos

Ciganos

Comemoração: 24 de Maio

Umbanda é aberta a todos os espíritos que queiram praticar a caridade, independentemente de suas origens terrenas e de suas encarnações. Houve época em que dirigentes umbandistas não aceitavam ciganos em seus trabalhos, mas a Umbanda acolhe em suas linhas de trabalho todos os filhos de Deus que queiram praticar a caridade.

Tamanha foi a simpatia do povo umbandista pelas entidades ciganas e grande foi a seriedade do seu trabalho, orientando com sabedoria, ensinando a beleza da criação e a alegria de viver, que foi criada uma “Linha” de ação específica para eles, com sua própria hierarquia, magia e ensinamentos.

Uma característica marcante do povo cigano é a liberdade, em relação às nacionalidades, aos padrões sociais e aos preconceitos que escravizam. Os ciganos são poeticamente denominados “Filhos do Vento”, por sua liberdade, fluida mobilidade e errância, sempre ao sabor do vento, percorrendo os quatro cantos do mundo em sua mágica trajetória. Profundos conhecedores dos caminhos, em sua saga milenar vêm recolhendo conhecimentos iniciáticos de todas as culturas e tradições. Outra característica marcante é o seu conhecimento magístico e curandeiro, principalmente nos campos da saúde e do amor. É lendária a vidência de seus magos e sacerdotisas, que utilizam o elemento espelho, para refletir o Tempo, a memória ancestral, os conhecimentos, a arte da cura e dom da vidência. Por meio das cartas ou outros suportes materiais como bolas de cristal, estralas do mar e simples copos de água, o futuro, o presente e o passado desdobram-se no vórtex temporal de suas visões.

Regidos pelo Tempo (Oiá) e pelo espaço (Oxalá), o povo cigano se move livremente tanto no espaço como no tempo.

Na Umbanda, a presença de ciganos tem sido cada vez mais constante e, em muitos terreiros, eles próprios já pedem para que seus médiuns trabalhem com a roupa branca e tenham apenas os seus elementos magísticos, como lenços, baralhos, espelhos, adagas, anéis e outros. Nos déias de suas festas, podem ser utilizados os violinos, a cítara, a viola, os pandeiros e outros instrumentos característicos. A saudação a eles é:  Salve os Ciganos!
Na Linha dos Ciganos encontramos espíritos que tiveram encarnações como ciganos e também espíritos que foram atraídos para essa linha por afinidade com a magia cigana. Por isso, os ciganos na Umbanda não têm obrigatoriamente que falar espanhol ou romanês, ler cartas ou fazer advinhações. Há os espíritos ciganos que fazem isso porque já o faziam quando encarnados e outros não.

“O “povo” cigano tem suas cerimônias próprias e tem seus rituais coletivos adaptados à Umbanda e suas sessões são muito apreciadas e muito concorridas, pois seus trabalhos estão voltados para as necessidades mais terrenas dos consulentes.
É uma linha espiritual em franca expansão e temos até linhas de esquerda “ciganas”, tais como a do Senhor Exu Cigano e da Senhora Pomba-Gira Cigana, muito procurados pelos consulentes quando se manifestam nas sessões de trabalhos espirituais.” (Saraceni, Rubens – Umbanda Sagrada – Madras Ed.)

É uma linha espiritual especial, cujas entidades trabalham na irradiação dos diversos orixás, mas louvam sua padroeira, Santa Sara Kali-yê. Seus trabalhos também podem ser sustentados por Pai Ogum – orixá do ar , ordenador dos caminhos – e por mãe Egunitá – o fogo purificador – pois os ciganos sempre estão ao redor de suas fogueiras.
Na Umbanda, atuam como guias espirituais, de maneira extremamente respeitosa e sempre procuram mostrar o caráter fraterno do povo cigano, seu respeito com o alimento e a capacidade de repartir o pão. Aceitam o ritual umbandista, como meio evolucionista, e retribuem com suas ricas orientações e com a alegria de seus cantos e de suas danças.

povo-cigano

Linhas de Trabalho, Preto Velho

Preto Velho

Comemoração: 13 de Maio

A figura de ex-escravos, de velhos “feiticeiros” negros, conhecedores de rezas e de encantamentos poderosos, capazes de realizar “milagres”, foi o arquétipo ideal para atrair milhares de espíritos para a Umbanda.

Espíritos de negros, amadurecidos no tempo e na vida do plano material, assumiram o grau de “Pretos-Velhos”, orientando e ensinando os reais valores da vida, simplicidade, humildade e caridade. Sabedoria, simplicidade, humildade, caridade, evolução, seriedade, paciência, calma e ponderação são qualidades, atributos que nos remetem ao mistério ancião – de velho, sábio e profundo conhecedor dos mistérios divinos – sustentado pelos orixás mais velhos: Pai Oxalá, Pai Obaluaiê, Pai Omolu e Mãe Nana Buruquê. Os Pretos-Velhos trazem esse mistério consigo, pois são espíritos elevadíssimos, bastante amadurecidos; são nossos irmãos mais velhos na senda evolutiva, que com sua experiência de vida alcançaram a sabedoria.

 

O arquétipo do ancião preto, nobre, poderoso, amoroso, humilde e sábio, ocultado por trás do jeito simples de falar, encantou e tornou imortal a figura carismática do Preto-Velho. Os Pretos-Velhos, ou linha das almas, atuam na irradiação de Pai Obaluaiê, de quem captam as irradiações, tornando-se também irradiadores delas, estabilizando e transmutando a vida de quem os consulta.

Preto-Velho, no ritual de Umbanda Sagrada, é um grau manifestador de um Mistério Divino. Nem todo preto-velho é preto ou velho. A forma como eles incorporam, curvados, expressa a qualidade telúrico-aquática de Pai Obaluaiê. O peso que parecem carregar não é fruto do cansaço, da idade avançada ou velhice, mas á a ação da qualidade estabilizadora terra, desse Orixá, diante da qual todos se curvam, se aquietam e evoluem calmamente.
Essas entidades manifestam-se sob a aparência de negros escravos, trazendo-nos o exemplo de humildade e simplicidade da alma. São espíritos elevadíssimos com vasto campo de atuação, encontrados nas Sete Linhas de Umbanda, pois trabalham a Evolução nos sete sentidos da vida dos seres. Trazem sempre palavras de fé, de esperança, de consolo e de perseverança, com sua sabedoria, paciência, paz e serenidade.

No arquétipo do amoroso Preto-Velho, esses espíritos estão sempre a nos ensinar que o perdão é sempre a melhor opção e que a caridade é o melhor caminho evolutivo. Eles não carregam mágoa, raiva ou ódio pelas humilhações, atrocidades e torturas que sofreram na carne.

São conselheiros pacientes, mostrando-nos a vida e seus caminhos. Com suas mirongas, banhos de ervas e outros elementos, exorcizam forças negativas, obsessores e quiumbas, e, apoiados pelos Exus de Lei, desfazem trabalhos de magia negra.

Esse arquétipo é tão poderoso e forte que foi adotado por milhões de espíritos evoluidíssimos que se apresentam discretamente nos centros de Umbanda nessa linha de trabalho. O Preto-Velho sábio, humilde e caridoso simboliza a sabedoria dos velhos benzedores, a humildade daqueles que extraíram suas forças das condições cruéis que lhes foram impostas em vida. Com sabedoria e simplicidade, ensinam as pessoas para que entendam e encarem seus problemas cotidianos e busquem as melhores soluções. Eles aliviam o fardo dos consulentes, fazendo com que se fortaleçam espiritualmente.

Casa Espirita de Oxóssi

Caboclos

Caboclos

Comemoração: 20 de Janeiro

Caboclo, na Umbanda, é um mistério, uma linha de trabalho, uma falange, um grau. É o identificador de entidades que trabalham na vibração ligada a Oxóssi, o orixá das matas e do conhecimento.

Nas linhas de ação e trabalho dos caboclos “são incorporados milhares de espíritos cujas religiões não eram a ioruba nem a indígena brasileira. Mas todos têm uma forma de incorporação bem característica”

“Na Umbanda, os caboclos têm uma função relevante, pois são eles que assumem a frente nas linhas de trabalho dos médiuns. Os caboclos são o elo de ligação do médium com os orixás”.  “Nas linhas de caboclos estão ocultos sob formas plasmadas grandes sacerdotes desencarnados já há muitos séculos, muitos sábios, filósofos, professores e sacerdotes dos mais variados rituais…”) (Rubens Saraceni – Umbanda Sagrada – Madras Ed.)

O arquétipo do caboclo índio brasileiro é bastante forte e “só espíritos com uma noção superior sobre as verdadeiras leis da vida poderiam ser enviados à Terra para, incorporados em seus médiuns, orientar os infelizes encarnados … Só mesmo os nossos índios simples e cultuadores da verdadeira irmandade poderiam pregar o amor entre pessoas mais preocupadas com o sucesso pessoal do que com o bem-estar dos seus semelhantes”. (Rubens Saraceni – Os Arquétipos da Umbanda – Madras Ed.)

Os caboclos representam a simplicidade, a humildade, a coragem e a persistência. Os índios tinham elevadíssimas noções de conduta e moral e a mentira, a dissimulação e a falsidade não se desenvolveram entre eles. Pela moral, caráter, espiritualização, fraternidade, etc., a Umbanda tem no índio um dos graus mais elevados e o arquétipo para esta linha de ação e trabalho.

Os caboclos são o braço forte da Umbanda; representam a força e a energia dos trabalhos, agindo sempre com muita altivez, como desbravadores dos caminhos da espiritualidade e da fé. São espíritos que se apresentam fortes, vibrantes e trazem as forças da natureza e a sabedoria no uso das ervas. É na irradiação benéfica das matas que espíritos são curados, doutrinados e encaminhados pelos caboclos.

“Os caboclos também ensinam a termos coragem e a sermos guerreiros na vida, lutando pelo que é justo e bom para todos. … Ajudam-nos a entrar na macaia (a mata que simboliza a vida), a cortar os cipós do caminho (vencer as dificuldades) e, se preciso, caçar os bichos do mato (vencer as interferências espirituais negativas)”.

Há caboclos(as) na irradiação de todos os Orixás, mas a linha de trabalho dos nossos queridos Caboclos e Caboclas no ritual de Umbanda Sagrada é sustentada pelo mistério Orixá Oxossi. Os caboclos e caboclas são doutrinadores de nossa Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração. São trabalhadores dos mistérios à direita dos Sagrados Orixás.

Sua linha é forte, pois são aguerridos, persistentes e movimentam essências dos Tronos de Deus. São espíritos que se consagraram aos mistérios dos Orixás e servem à sua  direita, com um nome simbólico que identifica a “falange” na qual eles trabalham.

 

casa espirita de oxossi

Orixás na Umbanda, Oxalá

Orixá Oxalá – Trono da Fé

 

Na umbanda, Oxalá é o orixá mais alto da escala hierárquica e tem como exemplo o próprio divino mestre Jesus . Pai Oxalá é a própria Umbanda e nos pontos riscados e é representado por uma estrela de cinco pontas.Ele é a luz que equilibra a todos nós e atua no Ritual de Umbanda como o maior dos orixás, pois está em tudo e em todas as outras divindades, com sua propriedade magnetizadora e desmagnetizados. Seu poder não tem lugar para se manifestar, pois todos os lugares são seus . Pai Oxalá é o regente do Infinito  , e do nosso planeta e comanda a força que congrega as pessoas em um único ideal .
O campo preferencial de atuação de Pai Oxalá é a religiosidade dos seres, aos quais ele envia o tempo todo suas vibrações estimuladoras da fé individual e suas irradiações geradoras de sentimentos de religiosidade. Fé eis o que melhor defini o orixá Oxalá.
As qualidades de Pai Oxalá são, todas elas, mistérios de Fé. Nada ou ninguém deixa de ser alcançado por suas irradiações estimuladoras. Esse alcance ultrapassa culto dos orixás,pois a religiosidade é comum a todos os seres pensantes do universo. A fé é uma qualidade Divina, pois tudo tem de ter por principio a fé em Deus e na sua Divindade Criadora e geradora.Oxalá é luz , vida e fé .
O que pensamos e fazemos importa muito a Pai Oxalá, pois a ele todos teremos de prestar contas a Lei, ele é a própria lei em execução , pois é senhor do infinito onde tudo existe.
Oxalá é respeitado por todos como o principal orixá , pois sem a Fé , não existiria a crença em Deus e nada ou nenhum ato seria realizado pois a fé é o principio de existência , sem se acreditar nada existiria ou faria sentido.
A maior qualidade de nosso Pai Oxalá é a simplicidade e o que ele mais exige dos seres é a humildade.A melhor forma de nos apresentarmos perante a ele é portanto pelo desenvolvimento da bondade, simplicidade,pureza e humildade.
Os atributos de Oxalá são cristalinos, pois é  através da essência cristalina que suas irradiações nos chegam, imantando-nos e despertando em nosso íntimos os virtuosos sentimentos de fé . Oxalá é a fé abrasadora , é o Pai amoroso que fortalece nosso intimo e nos conduz ao encontro com o Divino criador Olorum (Deus criador de tudo o que existe).

Data Comemorativa: 25 de Dezembro

Cor: Branco, Dourado e Translúcido

Pontos de força: Praias desertas, colinas descampadas, campos, parques, bosques, montanhas, mirantes; qualquer lugar limpo e agradável.

Símbolos: Estrela de cinco pontas, Cruz e a Pomba Branca da Paz.

Ervas: Açoita Cavalo, Orégano, Alfazema, Levante, Manjericão, Laranjeira, Sândalo, Gengibre e Agrião.

Flores: Rosas Brancas, Lírio Branco, Palma Branca, Girassol, Jasmim e Lágrima de Cristo.

Frutas: Uvas Verdes, Coco Seco, Pera, Maçã Verde, Damasco, Goiaba Branca, Pêssego, frutas de polpa branca.

Bebidas: Água Mineral, Água de Coco, Vinho Branco Doce.

Orixás na Umbanda, Oxóssi

Orixá Oxóssi – Trono do Conhecimento

O Orixá Oxóssi é Unigênito e é a própria Onisciência de Deus, ele é o detentor de todo o conhecimento para a criação de todo o Universo e de tudo que existe nele.
Oxossi é o Orixá caçador dos conhecimentos e nos instiga a buscar isso, quando Oxóssi atira sua flecha ele não erra o alvo e traz em sua ponta todo o conhecimento doutrinário necessário para não haver estagnação e paralisação mental dos seres, Oxóssi atua estimulando o ser a buscar o conhecimento para seu aprimoramento e evolução  e também ao ser usar esse conhecimento adquirido em beneficio da coletividade.
Suas irradiações vegetais fazem brotar em nosso intimo a busca pelo conhecimento, pela vida e evolução,nos fortalecendo o mental e nos desligando do emocional fragilizado e irracional, a caça pela sabedoria é doutrinadora portanto auxilia a Lei e a Justiça em se realizarem, sem conhecimento nenhum ser é equilibrado , justo e respeitador, e isso dentro dos limites de cada ser.
Oxóssi é mantenedor dos mistérios da natureza que aos poucos são revelados aos seres, por isso uma imensa parte da riqueza de alimentos, cura e equilíbrio natural esta nas matas,vegetais, frutos que é seu campo de vibração energética vegetal preferencial e natural, ele resguarda os mistérios e vai os revelando a humanidade aos poucos conforme necessário , é o conhecimento que faz uma espécie evoluir e se fortalecer em seu meio, mesmo que em nível animalesco ou de plenitude consciêncial , desde um inseto a um ser angelical, pois da necessidade surge a evolução, toda espécie só evolui quando colocada em condições diferentes para qual ela foi preparada e é com seu conhecimento intimo que ela se supera e melhora toda a sua espécie, desde o micro ao macro .
Tenha conhecimento não só como intelectual, mas também como controle emocional, humildade, respeito, educação, ou seja sabedoria , se tratando de animais o conhecimento é tido como o instinto de sobrevivência e adaptação.
Oxóssi é a luz da sabedoria que ilumina nossas vidas, é a caça pelo aprimoramento, é a sabedoria carismática e conselheira que fortalece o individuo em prol do coletivo, o alimento da alma, que guia o ser em sua capacidade intelecta plena a caminho do Criador .
Oxóssi é sustentador do mistério dos Caboclos na Umbanda, e esses trazem o conhecimento, e a sabedoria de forma humana e renovada em prol daqueles que buscam o seu auxilio.

Data Comemorativa: 20 de Janeiro

Cor: Verde.

Pontos de força: Matas e bosques.

Símbolos: Arco e Flecha, Penas, 7 Flechas.

Pedras: Quartzo Verde, Esmeralda, Jade, Amazonita, Turquesa, Calcita Verde.

Ervas: Alfavaca do Campo, Arruda Miúda, Cipó Caboclo, Capim Cidrão, Taioba, Amoreira (folhas), Guiné e Língua de Vaca.

Flores: Flores Nativas do campo.

Frutas: Cana de Açúcar, Abacaxi, Laranja, Limão, Caju, Acerola, Cacau, Frutinhas do Mato (abiu, bacuri, murici, pequi entre outras).

Bebidas: Cerveja Clara, Vinho Branco, Garapa, Licores de Fruta em geral.