Pontos de Iansã

Deusa Maior

Saravá deusa maior, Iansã é moça rica
Iansã deusa do tempo, saravá moça bonita
Iansã é minha mãe, rainha do jacutá
Mãe de todos Eparrei, roda a saia que eu quero ver
Filho de Umbanda não tem querer
Roda a saia que eu quero ver

Ela é a Senhora dos Ventos

Ela é a senhora dos Ventos
Ela é a mais linda Orixá
Ela veio acalmar a tormenta
Quem mandou foi meu Pai Oxalá

Iansã, minha mãe Iansã
Sua espada de ouro no céu brilhou
Iansã, minha mãe Iansã
Obrigada senhora porque a bonança chegou

Risca o céu da tormenta uma faixa de luz
É a espada de ouro de Iansã que reluz
É a chuva caindo, é o castigo dos ventos
Iansã esta reinando lá no firmamento

Espada de Ouro

Risca o céu da tormenta uma faixa de luz
É a espada de ouro de Iansã que reluz
É a chuva caindo, é o castigo dos ventos
Iansã esta reinando lá no firmamento

Exaltação a Deusa dos ventos

Raio de luz, clarão no céu, é ventania que vem lá
A noite inteira, vento vem e vai, rodopiando a bailar
Com a espada erguida ao luar surge a guerreira
É Iansã, varrendo os males
É Iansã, oh mãe valei-me
Levai nesse vento os nossos tormentos, levai minha dor
E quando cessar a tempestade
E eu vislumbrar novo amanhã
Explode em meu peito, um brado, Eparrei
Oh mãe Iansã

Põe no tacho azeite pra ferver, que Oyá
Põe nele o tempero desse acarajé
Que é força e coragem pra seguir viagem filhos que tem fé

Guerreira Rainha

Guerreira, Rainha do bambuzal
Por onde ela passa não existe o mal
Sua cor é vermelha ou então coral
Bela Oyá, seu balé é tão lindo
Me sinto um menino, nele a me embalar

Oh que ventania
Oh Iansã é a minha luz do dia
Oh Iansã, olha o temporal
Oh Iansã, olha o temporal, Oyá, Oyá
Oh Iansã, olha o temporal
Oh Iansã, olha o temporal

Deusa da ventania

Ventou, ventou, ventou
Um raio cortando o céu ao mundo anunciou
Era Iansã guerreira, minha santa padroeira que na ventania chegou
Iluminando o infinito, iluminando as cascatas
Iluminando a pedreira, também toda a verde mata
Um toque de alvorada ouviu-se no humaetá
Era Seu Ogum de Ronda, saravando bela Oyá

Eparrei, parrei Oyá
Sua beleza comparo ao raio do sol e a luz do luar
Eparrei, parrei Oyá
Seus lindos cabelos louros são da cor do ouro do seu jacutá
Eparrei, parrei Oyá
As estrelas são brilhantes, são diamantes dessa bela Oyá
Eparrei, parrei Oyá
Meus caminhos são iluminados, pelo seu relampear

Divina luz Axé

Iansã, olha a divina luz axé
Eparrei Oyá
Santa Bárbara ela é
Já trovejou, relampejou
Cadê Oyá, Xangô?
Iansã, olha a divina luz axé
Eparrei Oyá
Santa Bárbara ela é
O cálice bento ela segurou
Com espada sagrada ela guerreou
Eparrei Oyá, eparrei Oyá

Oyá é moça rica

Oyá é moça rica, ela é filha de Xangô
Oyá é moça rica, ela é filha de Xangô
Iansã chegou na Umbanda, no seu reino Saravou
Iansã chegou na Umbanda, no seu reino Saravou

Orixá de Umbanda

Iansã, Orixá de Umbanda
Rainha do nosso Congá
Saravá Iansã lá na Aruanda, eparrei
Eparrei Iansã venceu demanda
Iansã, Saravá pai Xangô
No céu trovão roncou
E lá na mata o leão bradou
Saravá Iansã, Saravá Xangô
E lá na mata o leão bradou
Saravá Iansã, Saravá Xangô

Iansã Cadê Ogum?

Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar

Iansã penteia os seus cabelos macios
Quando a luz da lua cheia, clareia as águas dos rios
Ogum sonhava com a filha de Nanã
e pensava que as estrelas eram os olhos de Iansã

Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar

Na terra dos Orixás o amor se dividia
Entre um Deus que era de paz
E outro Deus que combatia
Como a luta só termina
Quando existe um vencedor
Iansã virou rainha da coroa de Xangô

Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar

Iansã Derê

Iansã Derê, oiê, Iansã Derê
Gira no tempo rainha dos ventos que eu quero ver
Gira no tempo rainha dos ventos que eu quero ver
Que eu quero ver, que eu quero ver
Gira no tempo rainha dos ventos que eu quero ver
Gira no tempo rainha dos ventos que eu quero ver
É de oriá, oiê, é de oriê
Vira na gira, é na fé de missambê
É de oriá, oiê, é de oriê
Vira na gira, é na fé de missambê

Iansã é minha luz

Iansã é minha mãe, ela é dona do meu congá
Parrei, parrei, parrei, oh Iansã vem me ajudar
Parrei, parrei, parrei, oh Iansã vem me ajudar
Ela vence demanda, raio do firmamento
Com a sua espada, é a dona dos ventos

Iansã é uma moça guerreira

Iansã é uma moça guerreira
Ela é dona do seu jacutá
Iansã é uma moça guerreira
Ela é dona do seu jacutá
Eparrei, eparrei, eparrei
É mamãe de Aruanda, sustenta seu ponto que eu quero ver
Eparrei, eparrei, eparrei
É mamãe de Aruanda, sustenta seu ponto que eu quero ver
Amina popô, amina popô
É Santa Bárbara a rainha do jacutá
Amina popô, amina popô
É Santa Bárbara a rainha do jacutá

Iansã dona do mundo

Iansã ela é dona do mundo
Dona do fogo, da faísca e do trovão
Eparrei Iansã na Aruanda
Santa Bárbara com a espada na mão
Eparrei Iansã na Aruanda
Santa Bárbara com a espada na mão

Mãe Oyá venceu guerra

Oyá, Oyá, ela é dona do mundo
Oyá, Oyá, mãe Oyá venceu guerra
Oyá, Oyá, ela é dona do mundo
Oyá, Oyá, mãe Oyá venceu guerra
Oyá, Oyá, ela é dona do mundo
Oyá, Oyá, mãe Oyá venceu guerra

Menina quem te contou (Iansã)

Menina quem te contou
Quem te contou não mentiu
Eu vi uma linda moça
Que para mim sorriu
Eu estava pensando quando Oyá me surgiu
Trazendo o Ixâ na mão dizendo que Ogum partiu
Ele foi pro mar, foi vencer sua batalha
Em nome de Pai Oxalá
Eparrei Oyá, Iansã donas dos ventos
Senhora do meu jacutá
Eparrei Oyá, Iansã donas dos ventos
Senhora do meu jacutá

Iansã senhora dos ventos

Oh Iansã, senhora dos ventos
Oh Iansã, vem me valer
Dá proteção pros seus filhos
Com sua espada, vem nos socorrer
Sua coroa é de ouro Iansã
E brilha no congá
Vem saravá filho de pemba
E viva nosso Pai Oxalá, Oyá

Rosas para Iansã

Iansã, Iansã, minha mãe
Iansã venha nos ajudar
Estou pedindo proteção pra nós
Iansã limpa a nossa voz
Eu trago uma rosa eu quero agradar
Iansã é minha mãe
Sei que ela vai ajudar
Eparrê-ê-ê-ê-á, eu vim lhe pedir proteção
Confio em minha orixá
Eparrê-ê-ê-ê-á, estou aqui minha mãe
A rosa eu vim lhe ofertar
Iansã é minha mãe
Você vai me abençoar
Eparrê-ê-ê-ê-á, eu vim lhe pedir proteção
Também a falange do mar

Saudação a Iansã

Eparrei, eparrei, eparrei bela Oyá
Iansã olha a matamba
Iansã olha a matamba
Minha santa guerreira, venha me valer
Pois me sinto num abismo, não sei o que vou fazer
Em meio a escuridão, veio um raio clarear
Me mostrando um caminho que eu possa traçar
Eparrei, eparrei, eparrei bela Oyá
Iansã olha a matamba
Iansã olha a matamba
Peço que neste caminho bons ventos possam soprar
Afastando as nuvens negras que querem me derrubar
Se nele encontrar espinhos, em flores eu vou pisar
Pois sou filho de Iansã, poderosa Iabá
Eparrei, eparrei, eparrei bela Oyá
Iansã olha a matamba
Iansã olha a matamba

Um sonho lindo

Sonhei, um sonho lindo
Sonho tão lindo, que me encantou
Eu me banhava com as águas da Oxum
Que desciam da pedreira de Pai Xangô
Tempo virava, ventos e o trovão roncou
Era Bela Oyá, que no meu sonho
Vinha para me ajudar
Ela bailava, sem ter os pés no chão
Com sua espada, e seu cálice na mão
Era Iansã me dando a sua proteção

Ventou nas matas, ventou nas pedreiras

Ventou nas matas, ventou nas pedreiras
Que vento forte, nas cachoeiras
Não é Oxóssi, nem é Xangô
É Iansã com seu batacotô
Deusa dos ventos, e do trovão
Oh minha mãe quero sua proteção

Iansã

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