Pontos de Omolu/Obaluaê

Casinha Branca

Casinha Branca, casinha branca
Que eu mandei fazer
Para oferecer a meu Pai Omulu, meu pai Omulu
Seu atotô Abaluaê
Salve minha mãe Oxum
E salve Nanã Buruquê
Seu Atotô Abaluaê
Salve minha mãe Oxum
E salve Nanã Buruquê
Seu Atotô Abaluaê

Na força das Almas vem vibrando

Na força das almas vem vibrando
Quando a lua cheia iluminou
E brilha no cemitério
Clareando a cruz maior
Atotô, atotô, atotô, obaluaê
Atotô, atotô, na cruz maior eu adorei

O velho Omulu vem caminhando devagar

O velho Omulu vem caminhando devagar
O velho Omulu vem caminhando devagar
Apoiado em seu cajado, ele vem nos ajudar
Apoiado em seu cajado, ele vem nos ajudar
Omulu é dono da terra, atotô abaluaê
Omulu é dono da terra, atotô abaluaê

Louvar seu Nome

Omulu, omulu livrai-nos da sede, da peste e da fome
Omulu, omulu médico dos pobres hoje eu vim louvar seu nome
Atotô, Atotô Abaluaê
Com a sua dança espalha o seu poder
Atotô, Atotô Abaluaê
Venha nos salvar, oh, venha nos valer
Atotô, Atotô Abaluaê
Com a sua dança espalha o seu poder
Atotô, Atotô Abaluaê
Venha nos salvar, oh, venha nos valer

Quem ver um velho no caminho

Quem ver um velho no caminho toma benção
Quem ver um velho no caminho toma benção
Deus lhe abençoe, Deus lhe abençoe
Deus lhe abençoe, abaluaê, Deus lhe abençoe
Deus lhe abençoe, Deus lhe abençoe
Deus lhe abençoe, abaluaê, Deus lhe abençoe

Saudação à Omulu

Ele é um grande Orixá
Ele é o chefe da Kalunga
Ele é seu Atoto, oh Abaluaê
Ele é seu Atoto, oh Abaluaê
Ele é seu Atoto, oh Abaluaê
Ele é um grande Orixá
Ele é o chefe da Kalunga
Ele é seu Atoto, oh Abaluaê
Ele é seu Atoto, oh Abaluaê
Ele é seu Atoto, oh Abaluaê

Cadê a chave do baú
Só com reza e Omulu
Cadê a chave do baú
Só com reza e Omulu
Cadê a chave do baú
Só com reza e Omulu

Seu Omulu ê, Seu Omulu ê
Seu Omulu ê, Omulu é Orixá
Seu Omulu ê, Seu Omulu ê
Seu Omulu ê, Omulu é Orixá
Saravá seu Omulu, Omulu êê
Saravá seu Omulu, Omulu é Orixá

Salve a Calunga (Omulu)

Salve, salve, salve a Calunga
Salve, salve, salve a Calunga
Seu abaluaê, seu abaluaê
Atotô meu pai, Omulu
Seu abaluaê, seu abaluaê
Atotô meu pai, Omulu

 

ORIXÁ OMOLU

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Ogum

A sua espada é de ouro

Se a sua espada é de ouro
Sua coroa é de rei
Ogum é tatá na Umbanda seu Cangira mungongo, Ogunhê
Ogum é tatá na Umbanda seu Cangira mungongo, Ogunhê

Auê, auê Ogum Beira Mar auê

Auê, auê, Ogum Beira Mar auê
Auê, auê, Ogum Beira Mar auê
Auê, auê, Ogum Beira Mar auê
Iansã virou o tempo
Pra Oxum não governar
Mas durante o barravento
Oxum se pôs a cantar

Brilhou no céu, brilhou no mar (Ogum)

Brilhou no céu, brilhou no mar
A lança de São Jorge refletindo no luar
Ogum é São Jorge meu santo protetor
Daí força aos meus irmãos, saúde, paz e amor
Brilhou no céu, brilhou no mar
A lança de São Jorge refletindo no luar

Cavaleiro da Alvorada (Beira-Mar)

Na alvorada um cavaleiro surgiu
Com sua lança e seu escudo a brilhar
Seu capacete reluzia em pleno céu
Ele é Ogum, ele é Seu Beira-Mar
Seu capacete reluzia em pleno céu
Ele é Ogum, ele é Seu Beira-Mar
Salve meu Pai Ogum, ele vem trabalhar
Ele vence demanda, salve seu Beira-Mar

Defensor do Cruzeiro do Sul

Que cavaleiro é aquele que vem cavalgando pelo céu azul
É seu Ogum Matinata ele é defensor do Cruzeiro do Sul
Eee, eea, eee seu Cangira, pisa na Umbanda
Eee, eea, eee seu Cangira, pisa na Umbanda
Olha que barco bonito que vem navegando em pleno mar
É seu Ogum Sete Ondas que vem ao encontro de Ogum Beira-Mar
Eee, eea, eee seu Cangira, pisa na Umbanda
Eee, eea, eee seu Cangira, pisa na Umbanda

Despedida de Ogum

Oooooh, aaaah, oooooh, adeus Ogum
Adeus Cavaleiro de Umbanda, Adeus Ogum
Adeus guerreiro de Aruanda, Adeus Ogum
Ogum…. Ogum

Espuma do Mar

Ogum não devia beber
Ogum não devia fumar
A fumaça é a nuvem que passa
E a cerveja é espuma do mar
A fumaça é a nuvem que passa
E a cerveja é espuma do mar

Eu não seria nada

Eu não seria nada
Se não fosse Ogum para abrir a minha estrada
Valente guerreiro aqui chegou
Vencedor de demandas, meu protetor
Em sua trajetória, meu pai luta contra o mal
Foi nos campos de batalha que se tornou general
Eu não seria nada
Se não fosse Ogum para abrir a minha estrada
Salve Ogum de Ronda, salve seu Ogum Megê
Saravá Beira Mar, Ogum Iara, Ogum de Lei
Salve toda falange do glorioso guerreiro
Que corta toda demanda, aqui dentro do terreiro
Eu não seria nada
Se não fosse Ogum para abrir a minha estrada

Filho de Ogum corre campo

Filho de pemba bebe água no rochedo
Filho de Ogum corre campo e não tem medo
Vou pedir ao criador
Que derrame seu amor
Aos nossos guias e ao nosso babalaô

Nessa casa de guerreiro

Nesta casa de guerreiro, Ogum
Vim de longe pra rezar, Ogum
Louvo a Deus pelos doentes, Ogum
Na fé de Obatalá, Ogum
Ogum salve a casa santa, Ogum
Os presentes e os ausentes, Ogum
Salve nossas esperanças, Ogum
Salve velhos e crianças, Ogum
Preto Velho ensinou, Ogum
Na cartilha de Aruanda, Ogum
E Ogum não esqueceu, Ogum
Como vencer a quimbanda, Ogum
A tristeza foi embora, Ogum
Na espada de um guerreiro, Ogum
E a luz do romper da aurora, Ogum
Vai brilhar nesse terreiro, Ogum

Ogum Beira-Mar, caboclo do mar

Na onda do mar navega Beira-Mar
Na onda do mar vem o caboclo do mar
Na onda do mar navega Beira-Mar
Na onda do mar vem o caboclo do mar
Iemanjá traz a força do mar
Da sua força nasceu seu Beira-Mar
Iemanjá traz a força do mar
Da sua força nasceu seu Beira-Mar
Ogum respeita o céu
Ogum respeita a terra
Ogum respeita o mar
Ogum na água é o caboclo do mar
Ogum na água é o caboclo do mar

Ogum das pedreiras

Ogum guarda pedreira, mandado por Oxalá
Com a espada e com a lança, Ogum
Seus filhos vem ajudar, Ogum
Ogum guarda pedreira, mandado por Oxalá
Com a espada e com a lança, Ogum
Seus filhos vem ajudar, Ogum

Ogum de Lei, Mensageiro de Oxalá

Ogum de Le, Le, Le, Le, Le, Le, lei
Ogum de Lei é tatá no arerê
Ogum de Le, Le, Le, Le, Le, Le, lei
Ogum de Lei é tatá no arerê
Em seu cavalo branco ele vem montado
De espada na mão ele vem armado
Ele vem armado para o arerê
Ele vem armado pra nos proteger
Ele é Ogum, é Ogum de Lei
Ele é Ogum, é Ogum de Lei

Ogum de Lei, meu pai

Ogum de lei meu pai, to lhe chamando
Ogum de lei meu pai, to lhe esperando
Ogum de lei meu pai, to lhe chamando
Ogum de lei meu pai, to lhe esperando
Com sua espada sua lança na mão
Ogum de lei é vencedor de demanda, Ogum

Ogum em seu cavalo corre

Ogum em seu cavalo corre
E a sua espada reluz
Ogum, Ogum Megê
Sua bandeira cobre os filhos de Ogum, Ogunhê

Ogum foi praça de cavalaria

Ogum foi praça de cavalaria
Guerreou dez anos na infantaria
Oi viva fé e ele passou a major
E ganhou heranças da Virgem Maria

Ogum Iara aos pés da Santa Cruz

Seu cavalo corre sua espada reluz
Sua bandeira cobre todos os filhos de Jesus
Seu cavalo corre sua espada reluz
Auê seu Ogum Iara, aos pés da Santa Cruz
Seu cavalo corre sua espada reluz
Sua bandeira cobre todos os filhos de Jesus
Seu cavalo corre sua espada reluz
Auê seu Ogum Iara, aos pés da Santa Cruz

Ogum já venceu

Ogum já venceu, já venceu, já venceu
Ogum vem de aruanda quem lhe manda é Deus
Ele vem beirando o rio, ele vem beirando o mar
Oi Salve Santo Antonio da Kalunga
Benedito e Beira-Mar

Ogum Megê, Ogum Beira-Mar

Ogum Megê, Ogum Beira-Mar
Ogum Megê, Ogum Beira-Mar
São Jorge guerreiro que manda na terra que manda no mar
São Jorge guerreiro que manda na terra que manda no mar
Ogum Megê é seu guia
Ogum Megê é seu pai
Saravá seu Jorge Guerreiro
Filho de Umbanda não cai

Ogum Naruê

Magia, magia que faz o meu corpo tremer
Magia, magia que chega em silêncio sem a gente ver
É senhor Ogum, é o Rei da magia que vem nos socorrer
É senhor Ogum, quem vence a magia é Ogum Naruê
Ogunhê
Magia, magia que faz o meu corpo tremer
Magia, magia que chega em silêncio sem a gente ver
É senhor Ogum, é o Rei da magia que vem nos socorrer
É senhor Ogum, quem vence a magia é Ogum Naruê
Ogunhê

Por entre Mares

Por entre matas, por entre mares e terra
Eu entendi o que meu pai quis dizer
Ogum não devia beber
Ogum não devia fumar
Mas a fumaça são as nuvens que passam
E a espuma as ondas do mar

Quem esta de ronda é São Jorge

Quem esta de ronda é São Jorge
Deixa São Jorge rondar
Quem esta de ronda é São Jorge
Deixa São Jorge rondar
São Jorge é guerreiro que manda na terra que manda no mar
São Jorge é guerreiro que manda na terra que manda no mar
Saravá meu pai
Saravá meu pai
Girar é bom, girar é bom, girar é bom, é bom girar

Salve Ogum Megê, Ogum Rompe-Mato, Ogum Beira-Mar

Salve Ogum Megê, Ogum Rompe-Mato, Ogum Beira-Mar
Ele trabalha na areia, meu pai
Ele trabalha no mar
Salve Ogum Megê, Ogum Rompe-Mato, Ogum Beira-Mar
Salve Ogum Megê, Ogum Rompe-Mato, Ogum Beira-Mar
Ele trabalha na areia, meu pai
Ele trabalha no mar
Salve Ogum Megê, Ogum Rompe-Mato, Ogum Beira-Mar

Se meu Pai é Ogum, vencedor de demanda

Ogum vencedor de demanda
Quando vem de aruanda, é pra salvar filho de umbanda
Ogum, Ogum Iara
Ogum, Ogum Iara
Salve os campos de batalha, Salve mamãe Iemanjá
Ogum, Ogum Iara
Ogum, Ogum Iara

Ogum venceu a guerra já mandei zoiá, zoiá
Ogum venceu dilei, já mandei zoiá, zoiá

Ogum foi praça de cavalaria
Guerreou dez anos na infantaria
Oi dia fé e ele passou a major
Foi ordenança da Virgem Maria

Em cavalo de Ogum ninguém põe a mão
Em cavalo de Ogum ninguém põe a mão
Ele é sagrado meu pai, ele é sagrado
Ele é sagrado meu pai, ele é sagrado

Sete ondas, bela surpresa

Oh filho de umbanda
Seu Sete Ondas vem do Humaetá
Que bela surpresa
Vem de aruanda nos abençoar
Oh bela surpresa
Bela surpresa como vai você
Que bela surpresa
Vem de aruanda pra nos proteger

Sua espada brilha no raiar do dia

A sua espada brilha no raiar do dia
Seu Beira-Mar é filho da Virgem Maria
Beira Mar, beira na areia
Seu Beira-Mar é filho da Virgem Maria
A sua espada brilha no raiar do dia
Seu Beira-Mar é filho da Virgem Maria
Beira Mar, beira na areia
Seu Beira-Mar é filho da Virgem Maria

Subida de Ogum 1

Oxalá esta chamando
Ogum lá no Humaetá
Pra lhe dar uma bandeira
E mandar ele jurar
Se ele é capitão, ele vai jurar
E se for de angola, também vai jurar
Se for Ogum de Lei, ele vai jurar
E se for de Nagô, também vai jurar

Tenho minha espada pra me defender

Eu tenho a minha espada pra me defender
Eu tenho Ogum em minha companhia
Ogum é meu Pai, Ogum
Ogum é meu guia
Ogum é meu Pai
Seu Sete Ondas filho da Virgem Maria

Pontos de Nanã

Atraca, atraca que aí vem Nanã

Atraca atraca que aí vem Nanã, ea
Atraca atraca que aí vem Nanã, ea
Atraca atraca que aí vem Nanã, ea
Atraca atraca que aí vem Nanã, ea
É Nanã, é Oxum é que vem saravá, ea
Atraca atraca que aí vem Nanã, ea
Atraca atraca que aí vem Nanã, ea
Atraca atraca que aí vem Nanã, ea
Atraca atraca que aí vem Nanã, ea

Lá vem Vovó com sua canoa

Lá vem vovó com sua canoa remando no mar
Lá vem vovó com sua canoa remando no mar
Lá vem vovó com sua canoa remando no mar
Lá vem vovó com sua canoa remando no mar
Oh Nanã, oh Nanã Buruquê
Eu quero ver onde é sua morada
Oi Nanã mora, mora na cachoeira
Mora no rio, e mora nas ondas do mar
Oh Nanã, oh Nanã Buruquê
Eu quero ver onde é sua morada
Oi Nanã mora, mora na cachoeira
Mora no rio, e mora nas ondas do mar

Na lagoa de Nanã

Na lagoa de Nanã, saluba Nanã Buruquê
Na lagoa de Nanã, saluba Nanã Buruquê
Encanta os seus filhos, saluba Nanã Buruquê
Com seu manto iluminado, saluba Nanã Buruquê
Água e terra é seu poder, saluba Nanã Buruquê

Cordeiro de Nanã

Sou de Nanã aaaae, sou de Nanã aaaae
Sou de Nanã aaaae, sou de Nanã aaaae
Sou de Nanã aaaae, sou de Nanã aaaae
Sou de Nanã aaaae, sou de Nanã aaaae
Sou de Nanã aaaae, sou de Nanã aaaae

Epa, epa, epa Nanã

Epa, epa, epa, Nanã aluaê
Epa, epa, epa, Nanã aluaê
Epa, epa, epa, Nanã aluaê
Epa, epa, epa, Nanã aluaê

Eu vi Nanã

Eu vi Nanã, eu vi
Sentada na beira do poço
Senhora Santana com o seu manto roxo
Divina Nanã, oi divina Nanã
Venha nos ajudar
Eu vi Nanã, eu vi
Senhora Santa Buruquê, Saluba

Nanã seus filhos lhe pedem

Oh Nanã Buruquê seus filhos lhe pedem seus filhos imploram
Venha ver o terreiro e levar todo o mal na sua marola
Saravá Nanã, auê
Saravá Nanã, aua
Saravá Nanã
Na beira do rio e nas ondas do mar

Nanã (Iorubá)

Nanã é jóaci ialodê
Oh Nanã quibaciló ialodê
Nanã é jóaci ialodê
Oh Nanã quibaciló ialodê
Nanã é jóaci ialodê
Oh Nanã quibaciló ialodê

São flores Nanã, são flores

São flores Nanã, são flores
São flores Nanã Buruquê
São flores Nanã, são flores
De seu filho Abaluaê
São flores Nanã, são flores
São flores Nanã Buruquê
São flores Nanã, são flores
De seu filho Abaluaê
Nas horas de agonia
Quem sempre vem me valer
É seu filho Nanã, é meu pai
Ele é Abaluaê
Ah senhora Santana
É Nanã Buruquê
Ela é mãe dos Orixás
São Roque é Abaluaê
São flores Nanã, são flores
São flores Nanã Buruquê
São flores Nanã, são flores
De seu filho Abaluaê

Saravá Nanã Buruquê

Lerê, lerê, lerê, vamos saravá Nanã Buruquê
Lerê, lerê, lerê, vamos saravá Nanã Buruquê
Na ponta da fita tem dendê, vamos saravá Nanã Buruquê
Lerê, lerê, lerê, vamos saravá Nanã Buruquê
Lerê, lerê, lerê, vamos saravá Nanã Buruquê
Quem corta o mal e salva você, é Nanã, Nanã Buruquê
Lerê, lerê, lerê, vamos saravá Nanã Buruquê
Lerê, lerê, lerê, vamos saravá Nanã Buruquê
Quem é mãe de Abaluaê, é Nanã, é Nanã Buruquê
Lerê, lerê, lerê, vamos saravá Nanã Buruquê
Lerê, lerê, lerê, vamos saravá Nanã Buruquê
Eu já louvei Iansã, eu já louvei Oxum
Agora é você, é Nanã, é Nanã Buruquê
Lerê, lerê, lerê, vamos saravá Nanã Buruquê
Lerê, lerê, lerê, vamos saravá Nanã Buruquê

Senhora Santana quando andou pelos montes

Senhora Santana quando andou pelos montes
Por onde passava deixava uma ponte
Os anjos que vinham beber água dela
Que água tão linda, Senhora tão bela.

Pontos de Nanã

A importância dos Pontos Cantados

A Importância dos Pontos Cantados

Na Umbanda, um dos mais importantes fundamentos é o Ponto Cantado. Os Pontos Cantados são muito mais que cantigas de Umbanda, são cantigas em louvor aos Orixás e as linhas das Entidades trabalhadoras. O Ponto Cantado é um dos fundamentos mais importantes para a harmonização e eficácia dos trabalhos dentro de um Templo Umbandista.

Vamos resgatar um pouco da história. Antigamente, o homem materialista mais ligado aos aspectos físicos, buscou entender a verdadeira finalidade de sua existência, como já vimos em textos anteriores. Em virtude da necessidade de se religar com o Criador, buscou diferentes formas de contato. Uma das formas encontrada para a reaproximação com o Divino foi através da música, onde se exprimiam o respeito, a obediência e o amor ao Pai Maior. Desta forma, os cânticos foram incluídos nos rituais, sendo comum a todas as religiões, onde cada uma delas, com suas características próprias, exteriorizavam sua adoração, devoção e servidão aos desígnios do Plano Astral Superior. Desta forma, temos os Pontos Cantados na Umbanda, os mantras indianos, os Cantos Gregorianos da Igreja Católica, ou os Cantos de Louvor à Deus dos Protestantes.

O Ponto Cantado é uma prece, ou invocação das diferentes Falanges para as atividades ritualísticas no Centro de Umbanda. A harmonia dos sons é muito importante, pois gera uma vibração que facilita a vinda das Entidades de Luz, necessárias para os trabalhos, sendo uma verdadeira força mágica na Umbanda.
Na verdade, os Pontos Cantados são verdadeiros mantras, preces, rogativas, que dinamizam forças da natureza e nos fazem entrar em contato íntimo com as Potências Espirituais que nos regem. Existe toda uma magia e ciência por trás dos Pontos Cantados que, se entoadas com conhecimento, amor, fé e racionalidade, provocam, através das ondas sonoras, a atração, coesão, harmonização e dinamização de forças astrais sempre presentes em nossas vidas.

Os Pontos Cantados são evocações, em forma de pequenas histórias cantadas ou orações, contando quem é o Guia e/ou Orixá, sua forma de atuação, sua força diante das dificuldades, sua relação com os Orixás, um chamamento de um filho que procura ajuda ou proteção, entre outras colocações de festividade e manifestação de fé.

Outra função dos Pontos, ao serem cantados, é fazer descarregar e fluir as emoções dos médiuns em vibrações relacionadas com seus Guias e/ou seus Orixás, permitindo assim, um perfeito entrosamento e equilíbrio dos médiuns em seu trabalho.

Os Pontos Cantados podem ser de diversos tipos, a saber:

– Abertura ou licença para iniciar a gira, onde se pede a proteção dos Orixás, reforçando a ação dos sentinelas do templo, que são os Exus e os Caboclos, que formam uma espécie de cordão de isolamento permitindo a entrada apenas de Espíritos de Luz, e no momento certo, de espíritos necessitados de ajuda, mas que permanecem sobre seus controles.

– De Bate-Cabeça, que é a saudação ao Congá, visando a proteção para os trabalhos mediúnicos<

– Defumação e limpeza do Centro.

– Louvação e também conexão com as Entidades e/ou Orixás, que são Pontos Cantados para a chegadas das linhas de trabalho na Umbanda. Existem hinos específicos cantados para cada uma das linhas.

– Quebra de demanda.

– Abertura de caminhos.

– Despedida da Entidade, que não são apenas uma despedida da Entidade. Como os pontos fazem parte da magia da Umbanda, os pontos de subida servem para dar mais firmeza aos médiuns e auxiliando a Entidade a concluir seu trabalho, seja um descarrego, uma cura, ou qual seja sua missão.

– Fechamento da Gira, que serve para reequilibrar os chacras dos médiuns e prepará-los a voltarem às atividades cotidianas.

É preciso sempre ter em mente que os pontos cantados na umbanda são parte integrante de sua magia. Desta forma, os Pontos Cantados, por serem de grande importância e fundamento, devem ser alvo de todo o cuidado, respeito e atenção por parte daqueles que as utilizam, sendo ferramenta poderosa de auxílio às Entidades, que atuam dentro da Corrente Astral de Umbanda.

Pontos de Marinheiros

 

A onda me trouxe

A onda me trouxe, o vento me leva
Quando a onda passar, eu me sento na pedra
A onda me trouxe, o vento me leva
Quando a onda passar, eu me sento na pedra

Artilharia já salvei

Artilharia já salvei, artilharia já salvei
Lá na ribeira deu sinal
Artilharia já salvei, artilharia já salvei
Lá na ribeira deu sinal
Seu marinheiro agüenta o leme
Seu marinheiro agüenta o leme
E não deixa o barco virar
Não deixa o barco virar

Artilharia já salvei, artilharia já salvei
Lá na ribeira deu sinal

Lá fora apitou o navio

Lá fora apitou um navio
Ele apitou e tornou a apitar
A barra esta toda tomada
Dos marinheiro de Martin parangola
Lá fora apitou um navio
Ele apitou e tornou a apitar
A barra esta toda tomada
Dos marinheiro de Martin parangola

A barquinha virou

A barquinha virou
Virou nas ondas do mar
A barquinha virou
Marinheiro não soube remar
A barquinha virou
Virou nas ondas do mar
A barquinha virou
Marinheiro não soube remar

Boca de garrafão

Marujo bebe na boca do garrafão
Pisa de pé em pé pra não cair não chão
Marujo bebe na boca do garrafão
Pisa de pé em pé pra não cair não chão
Marujo bebe na boca do garrafão
Samba a noite inteira com a garrafa na mão
Marujo bebe na boca do garrafão
Samba a noite inteira com a garrafa na mão

Eu viajei o mar inteiro

Eu viajei camarada, o mar inteiro
Ah eu remei camarada, o mundo inteiro
Eu viajei camarada, o mar inteiro
Ah eu remei camarada, o mundo inteiro
Água salgada meu mano, quem me criou
Eu vim do mar camarada, pro mar eu vou
Água salgada meu mano, quem me criou
Eu vim do mar camarada, pro mar eu vou

Martin Pescador

Oh Martin Pescador que banda é a sua
Bebendo cachaça e caindo na rua
Oh Martin Pescador que banda é a sua
Bebendo cachaça e caindo na rua
Eu bebo minha cachaça, eu bebo muito bem
Bebo com meu dinheiro, não é da conta de ninguém
Oh Martin Pescador que banda é a sua
Bebendo cachaça e caindo na rua
Oh Martin Pescador que banda é a sua
Bebendo cachaça e caindo na rua

Meu navio ficou no mar

Saltei em terra meu navio ficou no mar
Saltei em terra meu navio ficou no mar
De longe vejo uma faixa azul
Seu moço perguntou quem era
Sou o marujo filho de Dada Oxum
Seu moço perguntou quem era
Sou o marujo filho de Dada Oxum

Rema a Canoa

Rema a canoa, marinheiro
Rema a canoa, devagar
Essa canoa só feita
Pra Martin Parangola
Rema a canoa, marinheiro
Rema a canoa, devagar
Essa canoa só feita
Pra Martin Parangola

Marinheiro é hora

Marinheiro é hora, é hora de vir trabalhar
Marinheiro é hora, é hora de vir trabalhar
É pau, é chuva é pedra
Marujo nas ondas do mar
Marinheiro é hora, é hora de vir trabalhar
Marinheiro é hora, é hora de vir trabalhar
É pau, é chuva é pedra
Marujo nas ondas do mar

Marinheiro salvador

Seu marinheiro eu não sei porque
Toda madrugada eu sonho é com você
Marinheiro é bom, bom nesta corrente
Só o Marinheiro pra salvar toda essa gente

Marinheiro só

Eu não sou daqui, marinheiro só
Eu não tenho amor, marinheiro só
Eu sou da Bahia, marinheiro só
E de São Salvador, marinheiro só

Oh marinheiro, marinheiro, marinheiro só
Quem te ensinou a nadar, marinheiro só
Ou foi o tombo do navio, marinheiro só
Ou foi o balanço do mar, marinheiro só

Lá vem, lá vem, marinheiro só
Como ele vem faceiro, marinheiro só
Todo de branco, marinheiro só
Com o seu bonezinho, marinheiro só
Sai sai Catarina, saia do mar venha ver Idalina
Sai sai Catarina, saia do mar venha ver, venha ver

Sua morada é no mar

Seu Marinheiro sua morada é no mar
Seu Marinheiro sua morada é no mar
Eu vou, eu vou, remando, remando para o mar
Eu vou, eu vou, remando, remando para o mar
Seu marinheiro que balanço é esse
Seu marinheiro que balanço é esse
É seu barquinho que vai para o mar
Levando flores belas pra mãe Iemanjá
É seu barquinho que vai para o mar
Levando flores belas pra mãe Iemanjá

Minha jangada vai sair pro mar

Minha jangada vai sair pro mar
Pra trabalhar, meu bem querer
Se Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer, hei de trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer

Remeiro de Iemanjá

Foi num barquinho que a vovó me trouxe
É num barquinho que a vovó vai me levar
Foi num barquinho que a vovó me trouxe
É num barquinho que a vovó vai me levar

Eu sou remeiro, eu sou remeiro, eu sou remeiro
Eu sou remeiro, da Senhora Iemanjá
Eu sou remeiro, eu sou remeiro, eu sou remeiro
Eu sou remeiro, da Senhora Iemanjá

Vem marinheiro

Vem marinheiro dá licença de passar
Seu navio entrou no porto
Ele vem de alto mar
Já cruzei a hora grande, mar revolto eu enfrentei
Vou chamar pela pesqueira, para ver se ela vem
Quando eu pisar em terra, vou falar com minha velha
Meu navio foi no balanço, é no balanço é que ele vai
Meu navio foi no balanço, é no balanço é que ele vai

 

marinheiro

Pontos de Iemanjá

 

A onda do mar rolou

A onda do mar rolou, a onda do mar rolou
A onda do mar rolou, a onda do mar rolou
A onda do mar rolou, a onda do mar rolou
A onda do mar rolou, a onda do mar rolou

Saravá a Rainha do Mar
Saravá a Rainha do Mar
Saravá a Rainha do Mar
Saravá Nossa mãe Iemanjá
Mamãe Iemanjá

As ondas já bateram na areia

As ondas já bateu na areia
É a sereia que vem nos salvar
Ai quem manda no mar, é Iemanjá
Ai quem manda no mar, é Iemanjá
Ai quem manda no mar, é Iemanjá

Caboclas de Iemanjá

Arreia, arreia, minhas caboclas arreia
É Iemanjá que já está na areia
Arreia, arreia, minhas caboclas arreia
É Iemanjá que já está na areia
Na areia oi, na areia
Na areia, Iemanjá na areia
Na areia oi, na areia
Na areia, Iemanjá na areia

Canto da Sereia

Salve o canto da sereia
Salve o mar de Iemanjá
Oxum das belas cachoeiras
Salve Ogum, Salve Oxalá

Estava na beira da praia

Estava na beira da praia
Ouvindo o balanço do mar
Estava na beira da praia
Ouvindo o balanço do mar

Quando ouvi uma linda sereia
E eu comecei a cantar
Quando ouvi uma linda sereia
E eu comecei a cantar

Oh Janaína vem ver
Oh, Janaína vem cá
Receber estas flores

Que eu vou lhe ofertar
Oh Janaína vem ver
Oh, Janaína vem cá
Receber estas flores
Que eu vou lhe ofertar

Iemanjá Cabocla do Mar

Quando as águas no rio
Encontrarem as ondas do mar
Eu farei um pedido
Pra cabocla na areia firmar
A lua no céu clareou
Os filhos de Iemanjá
Salve a mãe sereia
Saravá a Cabocla do Mar
Salve a mãe sereia
Saravá a Cabocla do Mar

Iemanjá cadê Ogum?

Iemanjá cadê Ogum?
Foi com Oxóssi ao Rio de Jordão
Foram saldar Seu João Batista
E batizar Cosme e Damião
Iemanjá cadê Ogum?
Foi com Oxóssi ao Rio de Jordão
Foram saldar Seu João Batista
E batizar Cosme e Damião

Iemanjá com seus encantos

Oh oooo
Oh ooo
Iemanjá com seus encantos
São as chuvas de prata, são as águas de Oxalá
Canta, voa passarinho
Eu ouvi um lindo canto, de mamãe sereia no fundo do mar
Canta, voa passarinho
Eu ouvi um lindo canto, de mamãe sereia no fundo do mar
Iemanjá tem seus mistérios
Enganou os inimigos com seus espelhos na beira do mar
Iemanjá tem seus mistérios
Enganou os inimigos com seus espelhos na beira do mar

Oh oooo
Oh ooo
Iemanjá com seus encantos
São as chuvas de prata, são as águas de Oxalá

Iemanjá olha seus filhos

Iemanjá ô, olha seus filhos a beira mar
Iemanjá ô, olha seus filhos a beira mar
Brilhou no céu, como brilha no mar
A minha mãe é sereia
É a Rainha do Mar
Brilhou no céu, como brilha no mar
A minha mãe é sereia
É a Rainha do Mar

Joga flores no mar

Joga flores no mar, joga flores no mar
Bate com pé e pede o que quer a mamãe Iemanjá
Joga flores no mar, joga flores no mar
Quem tem fé não padece, quem sofre merece precisa rezar
Joga flores no mar, joga flores no mar
Bate com pé e pede o que quer a mamãe Iemanjá
Joga flores no mar, joga flores no mar
Quem tem fé não padece, quem sofre merece precisa rezar
Ode, ode, Ode, odá
Ode, ode, viva a Rainha do Mar
Minha mãe Iemanjá

No Reino de Iemanjá

Fui pro mar, fui pra areia
Pra mãe d’água rezar
Com caboclas, com pedreiras
Seu Ogum Beira-Mar
Pescador já chegou
Hoje é festa no mar
Muitos peixes nas águas
No Reino de Iemanjá

O Nanã cadê Iemanjá

O Nanã cadê Iemanjá
Iemanjá ta nas ondas do mar
Ela é dona de Conga
Salve a sereia do mar
O Nanã cadê Iemanjá
Iemanjá ta nas ondas do mar
Ela é dona de Conga
Salve a sereia do mar

O navio apitou (subida de Iemanjá)

O navio apitou, vai de mar afora
O navio apitou, vai de mar afora
É nossa mãe, que já vai embora
O navio apitou, vai de mar afora
O navio apitou, vai de mar afora
É nossa mãe, que já vai embora

Oh meu Deus como é bonito

Oh meu Deus como é bonito
Pisar na areia do mar
Encontrar mamãe Oxum
Visitar mãe Iemanjá
Odoyá, onde é sua morada?
Odoyá, é nas águas cristalinas

Oh que barco tão lindo

Oh que barco tão lindo
Que vem sobre as ondas do mar

Ele traz as vibrações
De nossa mãe Iemanjá
Ele traz as vibrações
De nossa mãe Iemanjá

Iemanjá, Iemanjá
Ela é a Rainha do Mar
Iemanjá, Iemanjá
Ela é a Rainha do Mar

Promessa pra Deusa do Mar

Eu vou levar flores pro mar, pra Iemanjá
Eu vou levar flores pro mar, pra Iemanjá
Uma promessa eu fiz
Para a Deusa do Mar
Eu pedi, recebi
Prometi, vou levar
Uma promessa eu fiz
Para a Deusa do Mar
Eu pedi, recebi
Prometi, vou levar
Eu vou levar flores pro mar, pra Iemanjá
Eu vou levar flores pro mar, pra Iemanjá

Que lindo pisar

Que lindo pisar, que tem as caboclas
Pisando na areia, no rastro das outras
Salve Iemanjá e Salve as sereias
Salve as caboclas que pisam na areia

Rainha das ondas, sereia do mar

Mãe d’água Rainha das ondas sereia do mar
Mãe d’água seu canto é bonito quando faz luar

E Iemanjá, e Iemanjá
Rainha das ondas sereia do mar
Rainha das ondas sereia do mar

É bonito o canto de Iemanjá
Sempre faz o pescador chorar
Quem escuta a mãe d’água cantar
Vai com ela pro fundo do mar
Vai com ela pro fundo do mar

Retira a jangada do mar

Retira a jangada do mar, mãe d’água mandou avisar
Que hoje não pode pescar, pois hoje tem festa no mar

Eeeeeeee Iemanjá
Ela é, ela é a Rainha do Mar
Traz pente, traz espelho ooooh
Pra ela se enfeitar ooooh
Traz flores, traz perfume, enfeita todo o mar

Saia do mar linda sereia

Saia do mar linda sereia
Saia do mar venha brincar na areia
Saia do mar linda sereia
Saia do mar venha brincar na areia
Saia do mar sereia bela
Saia do mar venha brincar com ela
Saia do mar sereia bela
Saia do mar venha brincar com ela

Salve mamãe Iemanjá, que passeia pelo mar

Salve mamãe Iemanjá, odocia
Que passeia pelo mar, odocia
Pra ajudar os filhos teus, odocia
No reinado de Oxalá, eu eu babá
Salve mamãe Iemanjá, odocia
Que passeia pelo mar, odocia
Pra ajudar os filhos teus, odocia
No reinado de Oxalá, eu eu babá

Senhora do Aiê

Oh Iemanjá, senhora lá do Aiê
Oh Iemanjá, venha nos ajudar
Oh Iemanjá
Oh minha mãe Iemanjá, com a sua luz divina
Venha nos ajudar, oh Iemanjá, oh Iemanjá
Rainha das águas, sereia do mar
Rainha das águas, sereia do mar
Oh Iemanjá, oh Iemanjá
Rainha das águas, sereia do mar
Rainha das águas, sereia do mar
Oh Iemanjá, oh Iemanjá

Tem conchinha

Oi no fundo do mar tem pedra
Debaixo da pedra tem areia
Debaixo da areia tem conchinha
Debaixo conchinha mãe sereia

Oi tem areia, tem areia, tem areia
No fundo do mar tem areia

Vamos cantar em louvor

Vamos cantar em louvor
A nossa mãe Iemanjá
Pedindo paz e amor
Em nome do Pai Oxalá
As rosas brancas que vão
No meu barquinho pro mar
Oh minha mãe querida
São nossas preces de amor
Vai meu barquinho seguindo
Pelo mar até o além
Iemanjá nos conceda
Felicidade sem fim

yemanja

Iemanja

Pontos de Iansã

Deusa Maior

Saravá deusa maior, Iansã é moça rica
Iansã deusa do tempo, saravá moça bonita
Iansã é minha mãe, rainha do jacutá
Mãe de todos Eparrei, roda a saia que eu quero ver
Filho de Umbanda não tem querer
Roda a saia que eu quero ver

Ela é a Senhora dos Ventos

Ela é a senhora dos Ventos
Ela é a mais linda Orixá
Ela veio acalmar a tormenta
Quem mandou foi meu Pai Oxalá

Iansã, minha mãe Iansã
Sua espada de ouro no céu brilhou
Iansã, minha mãe Iansã
Obrigada senhora porque a bonança chegou

Risca o céu da tormenta uma faixa de luz
É a espada de ouro de Iansã que reluz
É a chuva caindo, é o castigo dos ventos
Iansã esta reinando lá no firmamento

Espada de Ouro

Risca o céu da tormenta uma faixa de luz
É a espada de ouro de Iansã que reluz
É a chuva caindo, é o castigo dos ventos
Iansã esta reinando lá no firmamento

Exaltação a Deusa dos ventos

Raio de luz, clarão no céu, é ventania que vem lá
A noite inteira, vento vem e vai, rodopiando a bailar
Com a espada erguida ao luar surge a guerreira
É Iansã, varrendo os males
É Iansã, oh mãe valei-me
Levai nesse vento os nossos tormentos, levai minha dor
E quando cessar a tempestade
E eu vislumbrar novo amanhã
Explode em meu peito, um brado, Eparrei
Oh mãe Iansã

Põe no tacho azeite pra ferver, que Oyá
Põe nele o tempero desse acarajé
Que é força e coragem pra seguir viagem filhos que tem fé

Guerreira Rainha

Guerreira, Rainha do bambuzal
Por onde ela passa não existe o mal
Sua cor é vermelha ou então coral
Bela Oyá, seu balé é tão lindo
Me sinto um menino, nele a me embalar

Oh que ventania
Oh Iansã é a minha luz do dia
Oh Iansã, olha o temporal
Oh Iansã, olha o temporal, Oyá, Oyá
Oh Iansã, olha o temporal
Oh Iansã, olha o temporal

Deusa da ventania

Ventou, ventou, ventou
Um raio cortando o céu ao mundo anunciou
Era Iansã guerreira, minha santa padroeira que na ventania chegou
Iluminando o infinito, iluminando as cascatas
Iluminando a pedreira, também toda a verde mata
Um toque de alvorada ouviu-se no humaetá
Era Seu Ogum de Ronda, saravando bela Oyá

Eparrei, parrei Oyá
Sua beleza comparo ao raio do sol e a luz do luar
Eparrei, parrei Oyá
Seus lindos cabelos louros são da cor do ouro do seu jacutá
Eparrei, parrei Oyá
As estrelas são brilhantes, são diamantes dessa bela Oyá
Eparrei, parrei Oyá
Meus caminhos são iluminados, pelo seu relampear

Divina luz Axé

Iansã, olha a divina luz axé
Eparrei Oyá
Santa Bárbara ela é
Já trovejou, relampejou
Cadê Oyá, Xangô?
Iansã, olha a divina luz axé
Eparrei Oyá
Santa Bárbara ela é
O cálice bento ela segurou
Com espada sagrada ela guerreou
Eparrei Oyá, eparrei Oyá

Oyá é moça rica

Oyá é moça rica, ela é filha de Xangô
Oyá é moça rica, ela é filha de Xangô
Iansã chegou na Umbanda, no seu reino Saravou
Iansã chegou na Umbanda, no seu reino Saravou

Orixá de Umbanda

Iansã, Orixá de Umbanda
Rainha do nosso Congá
Saravá Iansã lá na Aruanda, eparrei
Eparrei Iansã venceu demanda
Iansã, Saravá pai Xangô
No céu trovão roncou
E lá na mata o leão bradou
Saravá Iansã, Saravá Xangô
E lá na mata o leão bradou
Saravá Iansã, Saravá Xangô

Iansã Cadê Ogum?

Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar

Iansã penteia os seus cabelos macios
Quando a luz da lua cheia, clareia as águas dos rios
Ogum sonhava com a filha de Nanã
e pensava que as estrelas eram os olhos de Iansã

Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar

Na terra dos Orixás o amor se dividia
Entre um Deus que era de paz
E outro Deus que combatia
Como a luta só termina
Quando existe um vencedor
Iansã virou rainha da coroa de Xangô

Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar
Iansã cadê Ogum? Foi pro mar

Iansã Derê

Iansã Derê, oiê, Iansã Derê
Gira no tempo rainha dos ventos que eu quero ver
Gira no tempo rainha dos ventos que eu quero ver
Que eu quero ver, que eu quero ver
Gira no tempo rainha dos ventos que eu quero ver
Gira no tempo rainha dos ventos que eu quero ver
É de oriá, oiê, é de oriê
Vira na gira, é na fé de missambê
É de oriá, oiê, é de oriê
Vira na gira, é na fé de missambê

Iansã é minha luz

Iansã é minha mãe, ela é dona do meu congá
Parrei, parrei, parrei, oh Iansã vem me ajudar
Parrei, parrei, parrei, oh Iansã vem me ajudar
Ela vence demanda, raio do firmamento
Com a sua espada, é a dona dos ventos

Iansã é uma moça guerreira

Iansã é uma moça guerreira
Ela é dona do seu jacutá
Iansã é uma moça guerreira
Ela é dona do seu jacutá
Eparrei, eparrei, eparrei
É mamãe de Aruanda, sustenta seu ponto que eu quero ver
Eparrei, eparrei, eparrei
É mamãe de Aruanda, sustenta seu ponto que eu quero ver
Amina popô, amina popô
É Santa Bárbara a rainha do jacutá
Amina popô, amina popô
É Santa Bárbara a rainha do jacutá

Iansã dona do mundo

Iansã ela é dona do mundo
Dona do fogo, da faísca e do trovão
Eparrei Iansã na Aruanda
Santa Bárbara com a espada na mão
Eparrei Iansã na Aruanda
Santa Bárbara com a espada na mão

Mãe Oyá venceu guerra

Oyá, Oyá, ela é dona do mundo
Oyá, Oyá, mãe Oyá venceu guerra
Oyá, Oyá, ela é dona do mundo
Oyá, Oyá, mãe Oyá venceu guerra
Oyá, Oyá, ela é dona do mundo
Oyá, Oyá, mãe Oyá venceu guerra

Menina quem te contou (Iansã)

Menina quem te contou
Quem te contou não mentiu
Eu vi uma linda moça
Que para mim sorriu
Eu estava pensando quando Oyá me surgiu
Trazendo o Ixâ na mão dizendo que Ogum partiu
Ele foi pro mar, foi vencer sua batalha
Em nome de Pai Oxalá
Eparrei Oyá, Iansã donas dos ventos
Senhora do meu jacutá
Eparrei Oyá, Iansã donas dos ventos
Senhora do meu jacutá

Iansã senhora dos ventos

Oh Iansã, senhora dos ventos
Oh Iansã, vem me valer
Dá proteção pros seus filhos
Com sua espada, vem nos socorrer
Sua coroa é de ouro Iansã
E brilha no congá
Vem saravá filho de pemba
E viva nosso Pai Oxalá, Oyá

Rosas para Iansã

Iansã, Iansã, minha mãe
Iansã venha nos ajudar
Estou pedindo proteção pra nós
Iansã limpa a nossa voz
Eu trago uma rosa eu quero agradar
Iansã é minha mãe
Sei que ela vai ajudar
Eparrê-ê-ê-ê-á, eu vim lhe pedir proteção
Confio em minha orixá
Eparrê-ê-ê-ê-á, estou aqui minha mãe
A rosa eu vim lhe ofertar
Iansã é minha mãe
Você vai me abençoar
Eparrê-ê-ê-ê-á, eu vim lhe pedir proteção
Também a falange do mar

Saudação a Iansã

Eparrei, eparrei, eparrei bela Oyá
Iansã olha a matamba
Iansã olha a matamba
Minha santa guerreira, venha me valer
Pois me sinto num abismo, não sei o que vou fazer
Em meio a escuridão, veio um raio clarear
Me mostrando um caminho que eu possa traçar
Eparrei, eparrei, eparrei bela Oyá
Iansã olha a matamba
Iansã olha a matamba
Peço que neste caminho bons ventos possam soprar
Afastando as nuvens negras que querem me derrubar
Se nele encontrar espinhos, em flores eu vou pisar
Pois sou filho de Iansã, poderosa Iabá
Eparrei, eparrei, eparrei bela Oyá
Iansã olha a matamba
Iansã olha a matamba

Um sonho lindo

Sonhei, um sonho lindo
Sonho tão lindo, que me encantou
Eu me banhava com as águas da Oxum
Que desciam da pedreira de Pai Xangô
Tempo virava, ventos e o trovão roncou
Era Bela Oyá, que no meu sonho
Vinha para me ajudar
Ela bailava, sem ter os pés no chão
Com sua espada, e seu cálice na mão
Era Iansã me dando a sua proteção

Ventou nas matas, ventou nas pedreiras

Ventou nas matas, ventou nas pedreiras
Que vento forte, nas cachoeiras
Não é Oxóssi, nem é Xangô
É Iansã com seu batacotô
Deusa dos ventos, e do trovão
Oh minha mãe quero sua proteção

Iansã