Responsabilidade de Ser Umbandista

A RESPONSABILIDADE DE SER UMBANDISTA

Em minha experiência como Dirigente Espiritual, tenho constatado que não apenas as pessoas de fora que têm uma visão deturpada da Umbanda; muitos médiuns atuantes também têm. Estar à frente de um terreiro é um verdadeiro desafio, e não pela parte espiritual, pois trabalhar com os Orixás e guias é simples e maravilhoso;difícil é lidar com os seres humanos.

Sei que é comum em terreiros dizerem ao consulente que ele precisa “desenvolver”, senão sua vida não irá pra frente, mas nunca vi ninguém explicar desenvolver o que, pra que, porque e pra quem…

Se tornar um Umbandista é assumir um compromisso perante a espiritualidade, mas principalmente com sua própria evolução. As pessoas têm que saber que ser médium é responsabilidade, dedicação, abnegação, firmeza. E por falar em firmeza, o que se faz fora do terreiro também faz parte do pacote; sim, porque se é Umbandista 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês, 365 dias por ano.

Os médiuns têm que saber que responderão por cada palavra e gesto que praticarem em nome de seus guias, e isso é muito sério.

Guias espirituais não vêm em terra pra beber, fumar e dançar; eles vêm trabalhar, e não têm tempo a perder. Muitos acham que ser Umbandista é chegar no terreiro, encontrar tudo pronto, incorporar (mesmo que não faça atendimento), pedir bebida, cigarro, dançar, desincorporar e ir pra casa; e acreditem, acham que fizeram muito.

Ninguém quer saber do trabalho que se têm pra manter tudo limpo (fisicamente e energeticamente falando), dos gastos, do tempo empregado, cada um só quer saber dos seus próprios problemas.

Eu tenho certeza de que muitos dirigentes sabem do que eu estou falando: você está correndo há dias, organizando tudo, arrumando flores, fazendo a comida, fazendo firmezas, lutando pra que tudo corra bem, e chega um filho querendo te contar um sonho que ele teve…realmente eu não sei o que algumas pessoas estão fazendo na Umbanda.

Não dá pra ser quase Umbandista, nem mais ou menos Umbandista, isso é impossível. Quem não tiver seriedade, amor, respeito suficiente, não perca seu tempo nem o dos Guias; você não nasceu pra isso.

Quando é que as pessoas vão entender que o terreiro é um local sagrado como qualquer outro templo religioso?

Que lá não é lugar de conversar, pensar nos problemas, no namorado, nos filhos, não é lugar pra picuinhas, ciúme, competição entre quem aparece mais, quem sabe mais ou quem manda mais?

Quando é que a Umbanda vai ser tratada com todo o respeito e seriedade que ela merece?

Quando é que as pessoas vão entender que é uma honra ter um Orixá no terreiro, ter um Guia Espiritual pra nos orientar, enxugar nossas lágrimas, nos aconselhar, enfim, nos ajudar em nossa caminhada evolutiva?

Poucos se dão conta disso, mas o terreiro é a casa dos seus Orixás e guias, é a casa onde eles se manifestam, e cada um que ali pisa tem a obrigação de zelar por ele.

Muitos zelam muito mais pelo seu próprio carro do que pelo seu terreiro; outros morrem de medo de perder o emprego, perder o namorado, perder a balada, mas não temem que seu guia se canse e vá embora,afinal, ele já faz muito de ir ao terreiro de vez em quando.

Inclusive, para muitos, ficar batendo de terreiro em terreiro e “dar passagem” de vez em quando aos guias é mais do que suficiente…sinceramente, tenho pena de pessoas assim,porque os guias não precisam delas, é exatamente o contrário.

Acho que os que se dizem Umbandistas deveriam fazer uma profunda reflexão sobre suas escolhas;muitos entraram pra a Umbanda, mas a Umbanda não entrou neles…

Dizer que é Umbandista da boca pra fora é muito fácil, mas lembrem-se: pode-se enganar poucas pessoas por muito tempo,muitas pessoas por pouco tempo, mas não se pode enganar todo mundo o tempo todo.

O que dizemos e fazemos em nosso próprio nome tem um peso; no nome deles a proporção é outra. Um dia encontraremos esses guias frente a frente, e deveríamos viver de forma a ser motivo de orgulho pra eles quando esse dia chegar.

De certa forma, nós remamos contra a maré; porque temos que lidar com o preconceito contra a nossa religião, contra os nossos guias “atrasados”, contra a visão errada que muitos têm de nós. Mas quem tem Mamãe Iemanjá vencerá qualquer tempestade, não é?

É tão natural pra nós ter um guia em terra, que muitos se esquecem do quanto isso é importante;tê-los por perto é benção, alegria, honra, sustentação, é a resposta as nossas dúvidas, é alento aos nossos corações, é a manifestação do amor e preocupação que Pai Olorum tem conosco.

Na nossa pequenez podemos ser tão grandes, e na nossa grandeza podemos ser tão pequenos aos olhos deles, só depende de nós, das nossas atitudes, pensamentos, vibrações.

Nós, Umbandistas, fazemos parte de algo tão grande; tanta coisa acontece num trabalho espiritual, tantos irmãos são ajudados, sejam eles encarnados ou desencarnados, a caridade se manifesta na forma mais pura.

Não perca a chance de participar ativamente disso, não perca a chance de lutar pela causa deles, que é a de dar um sentido às nossas vidas, evoluir e nos ajudar a evoluir também.

Se a Umbanda nos chamou é porque tem um propósito pra nós; não desperdicem o que foi dado a vocês enquanto outros não tiveram a mesma sorte.

Se queremos que a nossa querida Umbanda Sagrada seja vista com outros olhos, comecemos por nós mesmos…Axé.

Texto: Mãe Valéria Siqueira

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Guia de Contas na Umbanda

Guias, Fio de Contas ou Colares

Quem nunca viu um crucifixo no pescoço de um Padre? Um índio com seu colar? Acredito que todos nós já vimos, né?
Desde de os tempos remotos, tais objetos são usados não só como adornos, mas também como símbolo sagrado, indicavam hierarquias ou até mesmo como objetos magísticos, perfeitos amuletos dentro de um clã ou de uma tribo.

Na nossa Umbanda querida as nossa guias são colares coloridos utilizados nos trabalhos, fazendo parte do fundamento de todo Umbandista. As guias são verdadeiros para-raios em defesa dos médiuns. Elas são imantadas pelos guias chefes ou pelos dirigentes da casa através das energias da natureza para servirem de escudos contra as energias negativas que possam se aproximar dos servidores da Umbanda na prática da caridade. Se por algum momento, alguma carga negativa se aproximar, essa carga se choca à guia de contas como um escudo de proteção para o médium. Não podemos esquecer que os fios são feitos de náilon e alguns com ferramentas em metal. Como estão encostados ao nosso corpo poderão também arrebentar por desgaste do material.

As guias, além de servirem de proteção, também têm outras funções como:

– Elo de ligação psíquica entre médium e espírito;
– Instrumento de auxílio nos tratamentos espirituais;

Confecção das Guias

As guias de proteção devem se confeccionadas com produtos naturais, que sejam excelentes condutores de energia. Dependendo de cada casa e de suas regras, podem ser feitas de sementes, madeira como o bambu, pedras, porcelana, conchas, cristais. Não devemos usar plástico ou tipo de material similar, pois estes não são filtros indicados para o trabalho espiritual.
Devem confeccionadas de acordo com as regras da casa espiritual ou a pedido de uma entidade específica. Mesmo a pedido, a guia só poderá ser confeccionada se autorizada pelos dirigentes ou pelos guias chefes. Como são colares imantados, precisam ser bentas pelo guia chefe ou pelos dirigentes para que possam ter a mesma tônica vibracional daquelas que todos os outros médiuns que se encontram na mesma roda utilizam.

Todo material utilizado pelos médiuns tem que estar na mesma vibração, na mesma harmonia como um todo. Assim, cada vez mais a corrente espiritual se fortalece. Todas as guias, para terem valor vibracional, devem ser imantadas e fundamentadas. O número de contas deve ser passado pelo Dirigente Espiritual (geralmente são 147 contas ou 151, variando de acordo com o fundamentos de sua Casa). As firmas utilizadas para fechamento das guias servem como espaço mágico para receberem e distribuírem de uma maneira contínua as energias e para formarem assim uma campo magnético fechado ao longo da corrente de contas, passando energia de uma a uma.

Lembrando que as Guias sempre devem ser feitas pelas mãos daquele que pretende usá-las. Isso é de extrema importância, pois serão suas energias transmitidas para ela durante a sua confecção. Guias compradas prontas, devem ser estouradas e refeitas com um novo fio. Em muitas casas os Filhos recebem de presente as guias prontas, não digo que estão errados mas a Guia é um símbolo sagrado que deve ser conquistado pelo médium iniciante e não ganhar do pai ou mãe de santo de presente.

Limpeza das Guias

Deverão ser colocadas em uma bacia com água e cobertas com ervas específicas. Normalmente, utilizamos o boldo, no que chamamos de tapete de Oxalá. Essa limpeza também poderá ser feita em mar aberto, nas cachoeiras ou com água da chuva.

Os Tipos de Guia

Existem alguns fundamentos para a confecção de cada tipo de guia:

– GUIA DE PROTEÇÃO: Todos os colares de contas são feitos para proteção. Quando um médium novo em desenvolvimento começa a vestir o branco e a participar de uma roda de desenvolvimento, é pedido a ele a primeira guia da casa. Essa, normalmente é a de Oxalá, para todos nós Umbandistas, o Pai Maior; aquele que retém em seu poder a força de todas as energias da natureza.
Essa Guia é feita com miçangas (pequenas) na cor Branca, sem firma, e com fechamento de 7 nós no final.

– GUIA DO ORIXÁ (força da natureza): Em nossa Casa essas Guias são conquistadas de acordo com o esforço do Médium ao longo dos trabalhos espirituais, e sua obrigações. A primeira Guia a se fazer é de Oxalá, feita pelo próprio médium em porcelana branca e recebida em seu Batizado. Os demais Orixás vem na sequência (variando de cada casa) conforme seu merecimento e conquistas.

– GUIA DAS ENTIDADES: São aquelas que seguem como padrão o pedido de uma energia superior, uma entidade de luz. Elas só poderão ser confeccionadas com autorização da casa e ou dos dirigentes. Após a autorização a entidade que lhe pediu a Guia lhe mostrará como essa deve ser feita, trazendo assim mais firmeza para o médium com o qual trabalha.

– BRAJÁ: Feito de fios e búzios, símbolo de conhecimento. Na Umbanda, quando o médium atinge a maturidade espiritual e completou o ciclo (obrigações) de todos os Orixás é dado a ele o direito de usar O Brajá, com o significado de entrada no mundo do conhecimento. A partir daí o médium está pronto para seguir seu caminho espiritual, podem formar seu próprio terreiro ou continuar auxiliando na casa que já atua.

Devemos ter o cuidado de fazer nossas guias exatamente como são pedidas. Elas têm fundamentos e serão utilizadas para fortalecimento dos médiuns e segurança nas rodas das quais participarão.Não podem ser utilizadas em nossa Umbanda apenas como adornos ou enfeites. Nossa religião prima pela humildade e não utiliza vaidade e nem ostentação em seus trabalhos espirituais de caridade. A forma como a guia é solicitada pela entidade pode dizer muito sobre a linha de trabalho dela. Assim como o ponto riscado, as guias podem indicar muitos fundamentos e falar por si só.

Por exemplo:
a) Foi autorizado ao médium confeccionar uma guia verde, com 7 flechas intercaladas e com fechamento de firma vermelho. O que vocês acham que essa guia está nos dizendo? Sabem ?

Vou explicar: Verde (Oxossi, caboclos, mata); 7 flechas (pode indicar o nome do Caboclo Sete flechas); Firma vermelha (que ele também trabalha na linha de Ogum). Bacana, né? Viu como agora começamos a entender os fundamentos das guias?

Cores de Guias

Branca – Oxalá
Preta e Branca – Almas
Vermelha – Ogum
Verde – Oxossi
Cristal Transparente – Iemanjá
Amarela – Iansã
Azul Claro/Turquesa – Oxum
Lilás – Nanã
Preta e vermelha – Guardiões
Azul e Rosa – Ibejada
Marrom – Xangô

Como vimos até agora, as guias usadas servem como elo de ligação entre as forças da natureza e o campo energético do médium, bem como filtro de energias entre o ambiente e o médium. Ela reforça a intensidade da conexão do médium com o mundo espiritual do médium, melhorando a comunicação, a intuição e a transmissão energética nos trabalhos caritativos dos guias e mentores de uma roda espiritual de caridade.

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Alguns fatos curiosos que podemos citar são:

a) Guias atravessadas: normalmente são pedidas pelo dirigente ou guia chefe da casa quando há necessidade de uma linha vibratória diferente da linha diária do médium. Exemplo: O médium tem uma energia extremamente feminina em sua coroa e sua entidade carrega uma energia extremamente masculina – a guia é utilizada atravessada para uma questão de equilíbrio vibracional. Por exemplo: suponhamos que o médium possua uma coroa fortemente energizada pela vibração de Oxum (energia associada à feminilidade) e suas entidades usam energia fortemente concentrada em Omulu ou Ogum (que são vibrações vistas como masculinizadas). Atravessa-se a guia para a busca de equilíbrio vibracional. Ainda: Quando o médium tem muito forte em sua coroa a energia das matas, representativa de Oxossi e sua entidade trabalha muito voltada para as energias de Oxum. A guia também é atravessada para equilíbrio vibracional. (ATENÇÃO: nada está ligado à sexualidade individual. Estamos falando em força vibracional).

b) Quando observamos algum médium em seu trabalho espiritual, utilizando uma guia enrolada no pulso, ele está simplesmente utilizando a guia como um condutor energético mais forte para limpeza do campo astral do consulente. Raramente esse tipo de recurso é utilizado por uma entidade. Salvo casos que requerem uma atuação mais rápida.

c) Quando vamos ao banheiro devemos tirar as guias. Além de ser um sinal de respeito, o banheiro é um ambiente contraposto à pureza na qual devemos manter nossas guias de proteção. Essas impurezas podem afetar a linha vibracional que temos que preservar, afinal de contas, o ambiente terreno está repleto de impurezas tanto materiais quanto fluídicas, que podem se ligar ao filtro de proteção nesses ambientes.

d) Quando estamos perto do fogão, devemos guardar nossas guias. Por vezes colocamos nossa proteção para dentro de nossas blusas, mais encostadas ao coração, não é mesmo? Fazemos isso para protegermos nossas guias do fogo pois, além de serem confeccionadas na maioria das vezes com náilon, que derrete, nossa guias são filtros energéticos que têm que ser preservados de outros tipos de energia que não sejam as de trabalho.

Nossas guias são pessoais e intransferíveis. Devendo ser confeccionadas, manipuladas e utilizadas somente pelo médium. Deve-se observar que cada individuo e cada ambiente possui um campo magnético e uma tônica vibracional própria e individual.

ATENÇÃO:
Lembrem-se: nossas guias são nossas ferramentas na caridade espiritual. Devemos cuidar e respeitá-las. Elas são a nossa força e nossa fé. Elas são nosso escudo de amor e paz. Cada guia que usamos revela o que queremos, para que estamos aqui e o que pretendemos ao usá-la. Então irmãos, vamos cuidar sempre, de uma a uma, com muito amor, paciência e humildade.

Texto: Tereza – C.E.E.N.C. / Caio C.E.D.O.

O Congá

O que é um Congá

Além de ser uma “mesa litúrgica”, local consagrado à celebração do culto, o congá de terreiro também é o norte religioso de um templo. É para esta direção que todos se voltam para baterem suas cabeças, abrirem suas giras, incorporarem suas entidades e para realizarem outros atos litúrgicos.

Congá de Terreiro

É a estrutura energética de sustentação do templo, ou seja, é estrutura coletiva, estrutura que serve ao terreiro e a todos que compõem a sua egrégora. Corrente mediúnica, dirigente espiritual, Orixás, entidades e assistência são as partes formadoras desta egrégora. Por mais que pensemos na assistência como necessitados em busca de auxílio espiritual, estas pessoas são tão assíduas nos trabalhos mediúnicos quanto nós, os médiuns de corrente. Muitas vezes comparecem ao terreiro na mesma frequência que os filhos de santo, participam da abertura, entram no local de trabalho, passam por consulta ou passe e, em muitas casas, acompanham o fechamento.

Portanto, o congá é a estrutura energética de sustentação dos agentes envolvidos na composição ritualística de um terreiro de Umbanda. Não qualquer estrutura de sustentação, o congá, em um terreiro de Umbanda, é a principal. Está interligado a todos os demais pontos energéticos da casa. Congá, tronqueira, chão do terreiro, porteira, assentamentos e firmezas, seja da área de assistência (imagens, quadros, balaios) ou não. Formam entre si um complexo energético semelhante aos chacras de nosso corpo. Todos estes pontos de captação e emissão de energia devem estar em harmonia para que o axé do terreiro (seu poder de realização) tenha capacidade de fluir.

O fluxo de energias surge do alto através da irradiação divina, atinge o congá e o congá distribui este fluído energético (axé) ao restante do terreiro. Sem congá não há circulação (captação e emissão) de energia.

Formatos

O congá pode ter muitos formatos. Pode ser uma mesa, podem ser prateleiras individuais para cada força entronada, pode ser uma prateleira para todos os poderes, podem ser prateleiras umas acima das outras, podem ser mesas mais prateleiras, enfim, podem ser de diversas formas. Assim, podem formar triângulos, colunas, escadas e outras figuras geométricas que variam de acordo com o histórico e as escolas umbandistas a qual o dirigente já fez e ainda faz parte.

Aliado a este fato, temos também a relevância de sua atuação junto à assistência como fonte de referência imagética (de imagens e seus significados). Vejam, ao ver Jesus Cristo com os braços abertos saberão que aquele templo prega as máximas cristãs, ao encontrar santos católicos terão ciência imediata da influência católica junto à ética ali presente. Não estou dizendo que é bom ou ruim. Isto não cabe julgar aqui. Estamos diante de um estudo direcionado e analisando o que acontece empiricamente. Estou expondo um fato que repercute no fluxo de imagens mentais e conceitos formadores de opinião da assistência para com o terreiro em seu primeiro contato.

Devemos estar alinhados com aquilo que nosso terreiro reflete para que sempre saibamos quais são os nossos valores espirituais e, por mais diferentes que sejamos diante de nossos irmãos umbandistas ou de outras religiões, honraremos estes valores para que nos conduza corretamente na jornada espiritual de uma vida.

Congá familiar

Geralmente substituímos o termo congá familiar para altar particular ou altar caseiro a fim de gerar a ideia de um local simples de culto dentro de casa. Chamar uma mesa de cadeira e uma cadeira de mesa não nos traz a possibilidade de sentarmos na mesa e comermos na cadeira. Os nomes não mudam as coisas. Chamar uma maçã de abacaxi não aumentará a acidez da maçã. Contudo, o nome não altera o estado da coisa, mas altera o nosso posicionamento em relação a esta mesma coisa.

O congá familiar é uma estrutura de sustentação energética familiar, como o próprio nome diz. O congá de terreiro é estrutura de sustentação energética de terreiro, ou seja, de corrente mediúnica e de trabalhos junto à uma corrente mediúnica.

Dizemos familiar porque nenhuma estrutura sagrada dentro de nossos lares é exclusiva de alguém. Um núcleo familiar, mesmo com todos os problemas ideológicos existentes, é uma forte união de pessoas. O mentor de um médium é um ser de alta luz e acompanha a jornada espiritual desta pessoa. Para que isto ocorra, a família é componente importante. Não estou me referindo a laços de sangue e sim, de laços familiares. Aqui estão incluídos os filhos que moram no exterior (não há barreiras de espaço para os espíritos), os filhos de outros relacionamentos, os filhos adotivos, os filhos consanguíneos, as madrastas, os padrastos. A lista é variável de acordo com a unidade familiar. Esta estrutura de sustentação energética, mesmo que edificada e mantida por um único membro, atua sobre todos. O inverso também acontece. Vejamos.

Os desequilíbrios de um lar também desequilibram a energia dos congás familiares. Isto é fato que encontramos no dia-a-dia. Do mesmo modo, o desequilíbrio da corrente mediúnica afeta o equilíbrio do congá. Se assim não ocorresse, não precisaríamos realizar a manutenção e sustenta-lo constantemente. É fato corriqueiro em nossos terreiros recebermos mensagens de nossos mentores espirituais para acendermos velas, colocarmos flores, folhas e outros elementos ou procedimentos para a solução de algum problema como, por exemplo, acalmar os ânimos e apagar fogueiras repentinas advindas de energias contrárias ao bom andamento de uma casa de luz. Médiuns, dirigentes ou não, seus congás (familiar ou de terreiro) merece atenção constante por meio da comunicação mediúnica que se dá por diversas formas, a intuição, a visão, a audição, a incorporação, a irradiação dentre outros processos já conhecidos por nós.

Diante do exposto, é melhor ter ou não ter?

Esta resposta merece sua análise pessoal e subjetiva. Olhar para dentro de si e verificar se existe responsabilidade mediúnica e compromisso com a obra espiritual de Deus é o principal argumento para responder esta pergunta, já que o congá familiar não lhe fará mais forte para incorporar espíritos. Não está no congá familiar a solução definitiva para os males do mundo. Tudo o que uma pessoa precisa para alcançar a plenitude de sua manifestação espiritual já nasce com esta própria pessoa. Por esta razão, nascemos em um núcleo familiar. Temos estas pessoas como amparadoras de nossa caminhada e as assemelhamos à Deus e suas divindades, pois denominamos estes de Pai Criador, pais e mães Orixás. Damos tamanho valor a estas figuras que desejamos que Deus e suas criações sejam seu reflexo. Isto molda nosso caráter e define nossa postura diante do sagrado.

Devo ou não edificar um congá em minha casa? Só você poderá decidir.

Prós: todos os benefícios que um congá de terreiro pode oferecer. Estrutura energética de sustento, amparo, manutenção e harmonização espiritual.

Contras: Manutenção e atenção diária, custo de material e vigília de conduta moral e ética para com o sagrado a fim de manter a estabilidade de energia.

Pese seus prós e seus contras dentro de seu cotidiano e decida por si só. Ao médium praticante é extremamente necessário a autorização do Guia Chefe e também do dirigente espiritual (são duas pessoas diferentes) do templo que frequenta.

Conga na umbanda

Texto: Adérito Simões
Foto: Gabriel Castro

Prece de Cáritas

Prece de Cáritas

Deus nosso Pai,
que Sois todo poder e bondade,
dai força àquele que passam pela provação,
dai luz àquele que procuram a verdade,
ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.

Deus,
dai ao viajor a estrela Guia,
ao aflito a consolação,
ao doente o repouso.

Pai,
dai ao culpado o arrependimento,
ao espírito, a verdade,
à criança o guia,
e ao órfão, o pai.

Senhor,
Que a vossa bondade se estenda sobre tudo que criaste.
Piedade, Senhor, para aqueles que Vos não conhecem,
e esperança para aqueles que sofrem.
Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores,
derramarem por toda à parte a paz, a esperança e a fé.

Deus,
um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a Terra,
deixai-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita,
e todas as lagrimas secarão,
todas as dores se acalmarão.
E um só coração, um só pensamento subirá até Vós,
como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha,
nós Vos esperamos com os braços abertos.
Oh! bondade, Oh! Poder, Oh! beleza, Oh! perfeição,
e queremos de alguma sorte merecer a Vossa divina misericórdia.

Deus,

Dai-nos a força para ajudar no progresso
a fim de subirmos até Vós,
Dai-nos a caridade pura,
Dai-nos a fé e a razão,
Dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas
Um espelho onde se refletirá a Vossa Divina e Santa imagem.

Que assim seja!

Prece de Caritas

Defumação

A defumação é essencial para qualquer trabalho num centro umbandista.
É também, uma das coisas que chamam a atenção de quem vai lá pela primeira vez assistir a um trabalho.

Pra que serve aquela fumacinha? Qual é a sua utilidade real?

A principal função da defumação realizada tanto na Umbanda quanto nas demais seitas religiosas através dos tempos, desde a Antiguidade, é com a queima de ervas e resinas, modificar a energia existente no ambiente para equilibrá-lo de acordo com a necessidade.

Certas cargas pesadas se agregam ao nosso corpo Astral, durante nossa vivência cotidiana, ou seja pensamentos e ambientes de vibrações pesadas , rancores, invejas, preocupações etc..

A defumação tem o poder de desagregar estas cargas pois interpenetram, os campos
Astral, mental e áurea , tornando-os “libertos”, de tal peso para produzirem seu funcionamento normal .

Os defumadores são poderosos aliados para quem procura se livrar de maus fluidos, ficar com a alma leve e em harmonia. São muito usados, para a limpeza de ambiente, servem como repelentes afastam os maus espíritos e atraem os guias de luz.

Em um Centro Umbandista, a defumação é realizada no início dos trabalhos, realizando a limpeza do ambiente, do corpo de médiuns e dos assistentes. Dependendo dos trabalhos realizados, deve-se limpar o ambiente com a defumação mais de uma vez ao longo do dia, para atrair e facilitar o trabalho que esteja sendo realizado pelas entidades.

Vemos os Guias, sejam Caboclos, Pretos Velhos, enfim, as entidades manifestadas na Umbanda, receitando chás, banhos e defumações para que as pessoas façam em suas casas. Se não fosse possível isso, com certeza os Guias falariam para as mesmas pessoas não fazerem nada sem a presença do sacerdote ou pessoa habilitada.

Preparar uma defumação ou um banho requer acima de tudo BOM SENSO.

Bom senso para entender que não utilizamos ervas verdes (frescas) em uma defumação, pois ainda estão carregadas de água; bom senso para não colocarmos em nossos banhos elementos resinosos (mirra, incenso, benjoim), pois deixarão o banho excessivamente oleoso.

É recomendado, também sempre fazer uma prece antes de iniciar a defumação.

MODO DE PREPARO

• Acenda o carvão em brasas em recipiente próprio (Também conhecido como Turíbulo);
• Feche todas as portas e janelas;
• Coloque um copo com água pura na porta de entrada que deverá ficar semi-aberta;
• Passe o defumador dos fundos para a frente da casa, abrindo um filete de água nos cômodos onde houver Torneiras;
• Ao sair pela porta da frente, apague as brasas com a água do copo que lá estava, despachando os resíduos na natureza;
• Feche as Torneiras que estavam abertas e abra todas as portas e janelas da casa, dando fim ao processo.

Abaixo alguns exemplos de defumações em linhas de trabalho:

  • Defumação contra fluídos negativos – Quebra-tudo; Guiné-caboclo; Espada de Santa Bárbara; Pitangueira; Folha de marmelo; Alevante; Folha de Cambuí.
  • Defumação para atrair sorte – Casca de laranja seca ralada; Casca de limão galego seco ralado; Casca de pêssego seca; Casca de maçã seca; Canela em pó ou casca; Cravo da índia; Semente de girassol.
  • Defumação para limpeza – Café em pó; Casca de coco ralado; Amoreira; Palha de alho; Pimenta da costa; Benjoin.
  • Defumação de descarrego espiritual – Cominho em pó; Açúcar mascavo; Fumo em rolo desfiado; Mirra; Incenso; Alecrim; Arruda (macho ou fêmea).
  • Defumação para dinheiro – Gengibre ralado; Açúcar mascavo; Breu; Semente de girassol; Noz-moscada; Pão amanhecido ralado; Louro; Pitangueira; Canela em pó; Cravo da índia.
  • Defumação para afastar espíritos de dentro de casa – Benjoin; Incenso; Mirra; Casca de alho (ou palha); Café em pó virgem; Alecrim; Pitangueira; Folha de marmelo.
  • Defumação para progredir na vida – Louro; Cominho em pó; Noz-moscada; Arroz com casca; Aniz; Malva cheirosa; Manjericão; Incenso.
  • Defumação para uso em estabelecimento comercial – Gengibre ralado; Cravo da Índia; Semente de girassol; Louro; Açúcar mascavo; Noz moscada ralada; Canela em pó; Breu.
  • Defumação Oxóssi – Folha de aipim; Folha de coqueiro; Folha de butiazeiro; Folha de caraguatá; Eucalipto; Folha de laranjeira.
  • Defumação Oxum – Alecrim; Alfazema; Jasmim; Sândalo; Folha de arroz; Funcho; Folha de bergamota; Folha de tomateiro; Hortelã; Verbena.
  • Defumação de Iemanjá – Hortênsias; Malva cheirosa; Fortuna; Alfazema; Violeta; Verbena; Aniz; Manjericão.
  • Defumação de Oxalá – Alecrim; Jasmim; Arnica; Copo de leite; Folha de trigo; Cidreira; Cidró; Funcho.
  • Defumação de Pretos Velhos – Guiné de guampa; Barba de milho; Fumo de rolo desfiado; Arruda (macho ou fêmea); Cana de açúcar ou bagaço; Café em pó.
casa espirita de oxossi

Defumação

Roupa Branca

As vestes na Umbanda são geralmente brancas, sempre muito limpas, já que este é um dos motivos pelo qual se troca de roupa para os trabalhos. Nunca se deve trabalhar com as roupas do corpo, ou já vir vestido de casa com as roupas brancas. O suor causa uma sensação de desconforto, o que traz uma má concentração e intranquilidade do médium (sem contar, é claro, com a desagradável situação de uma pessoa que vai tomar passes ou consultar-se, e ficar sentindo o cheiro do suor do médium, que está sempre próximo nos trabalhos).

O branco é de caráter refletor, já que é a somatória de todas as cores e funciona, aliado a outras coisas, como uma espécie de escudo contra certos choques menores de energias negativas que são dirigidas ao médium. Serve, também, para identificar os médiuns dentro de uma casa de trabalhos. Além disso, é uma cor relaxante, que induz o psiquismo à calma e à tranquilidade.

A Roupa Branca (Roupa de Santo) é a vestimenta para a qual devemos ter muito carinho e cuidado, idênticos ao que temos para com nossos Orixás e Guias. As roupas devem ser conservadas limpas, bem cuidadas, assim como as guias (fios de contas), não se admitindo que um médium, após seus trabalhos, deixe suas roupas e guias no Terreiro, esquecidas. Quando a roupa fica velha, estragada, jamais o médium deverá dar ou jogar fora. Ela deverá ser despachada, pois trata-se de um instrumento de trabalho do médium.

A Toalha Branca (Pano da Costa) – Trata-se de um pano branco em formato de toalha (retangular), podendo ser contornado ou não com renda, fino ou grosso, de tamanho aproximado de 0,30 x 1,20 m. Entre outras coisas, é utilizado para cobrir a cabeça dos médiuns quando esse se faz necessário.

Outras Roupas – Em alguns casos, os guias podem solicitar alguma peça de roupa para que usem durante os trabalhos. Podem ser:

Pretos Velhos: toalhas, batas, saia, calça, etc.

Exus: Roupas, lenços, chapéus, joias, capas, etc.

Caboclos: Cocares, faixas, penas, tiras de couro, etc.

Crianças: Bonés, roupas, laços, toalhas, etc.

Estas peças de roupa sempre devem ser previamente autorizadas pelo dirigente ou pelo guia chefe da casa.

A Importância do Cambono

Pontos Riscados

Conceito: O Ponto riscado é um instrumento para trabalhos magísticos efetuados pelas entidades. É o selo, o cartão de visitas, a identificação, o brasão e a bandeira da entidade. É uma espécie de campo de força riscado através de símbolos dentro de uma Mandala, onde o instrumento utilizado em seu campo de trabalho é a Pemba. A Pemba maneja as forças de forma a lhe conferir afinidade com as entidades, identificando a quem ela se subordina, bem como seus fundamentos. A Mandala e os símbolos são riscados em uma tabua de madeira, que se intitula tabua de ponto.

Mandalas:
Constituídas de um desenho circular, aonde no seu interior vemos formas e figuras variadas. É uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o Cosmo. No interior da Mandala temos sempre um ponto central, que representa sua essência, e dele partirão todos os demais elementos. Esse ponto representa Deus, do qual partiu todas as coisas existentes no planeta. Existem dois tipos de mandala, mandala aberta, e fechada.

Mandala aberta:
A ação da Mandala aberta é ampla e vasta, envolve a todos e a todo o terreiro. Dentro de um terreiro normalmente esse tipo de ponto só é riscado pelo Pai ou pela Mãe espiritual, porque nesse caso está expandindo a energia para todos.

Mandala fechada:
A ação da Mandala fechada, é a ação concentrada, delimitada e limitada, a entidade neste caso cria um verdadeiro campo de força, usada em solicitações específicas e nos pontos identifica tórios.
Na Mandala são colocados elementos simbólicos ancestrais, ao desenhar uma mandala, ou seja, ao ser riscado um ponto, é criado um instrumento sagrado.

Pemba:
A pemba é uma pedra de calcário, que nossos guias utilizam para riscar seu o ponto de energia de acordo com a sua vibração. Ela é parecida com um giz, e pode apresentar várias cores de acordo com a vibração ou linha da entidade.
A pemba consagrada pode ser ralada e utilizada para cruzar o ambiente e filhos de santo. Desta forma ela é soprada nos pontos cardeais do ambiente para que se de a firmeza.

Símbolos e cores:
Todos os Símbolos partirão de um ponto no interior da Mandala. Os símbolos e as cores da Mandala criam a força que define a ação vibracional da Mandala (Ponto riscado).

Grafia de Umbanda e seus significados:
Cada traço, cada forma tem um significado e de acordo com a ordem, a direção e a maneira como os símbolos se posicionam podem revelar muitas informações sobre a manifestação espiritual ora transcrita através do ponto riscado e sua missão de trabalho.

Círculo – O Universo, a Perfeição.

– Circulo aberto – energia expandindo;

– Circulo fechado – energia concentrada;

– Circulo com um ponto – ser supremo, símbolo de Oxalá;

Um Círculo com Dois Diâmetros Entre Si – O Plano Divino, o Quaternário Espiritual.

Círculos Menores e Semicírculos – A fases da lua (símbolo de Iemanjá), forças de luz, inclui Iansã.

Círculo com Estrias Externas – O sol (símbolo de Oxalá).

– Linha reta transversa – mundo material
– Duas linhas retas transversas
– Linha curva – polaridade
– Triangulo – Trindade

– Hexagrama ( dois triângulos ) – masculino e feminino, as forças divinas

– Um Pentagrama –

A Estrela de Davi e o Signo de Salomão

A Linha do Oriente, Oxalá, a Luz de Deus.

Três estrelas também representam os Velhos e Almas.

– Balança, Machado ou Nuvem – Símbolos de Xangô e do Oriente

– Raio – Simbolo de Yansã ( mudança dos tempos, intensidade, forte energia)

– Espada Curva – Símbolo de poder e força, a luta do bem contra o mal, símbolo de Ogum;

– Espada Reta – Símbolo de Iansã.

– Coração – Símbolo do amor, da força dos sentimentos que unem os homens, símbolo de Oxum; a Flor também é um símbolo de Oxum.

– Tridentes – Símbolo antigo de força, representando a força do Deus Netuno que tinha no tridente a representação dos pólos que comandavam aquela civilização. Símbolo usado por exus e pomba gira devido ao sincretismo. Observam – se tridentes de risco quadrado para exus (compadres) e de risco arredondados para pomba giras.

– Cruzeiro – Símbolo das almas e do encontro dos desencarnados. Muito comum nos pontos de pretos velhos e Exu de cemitério.

– Caveira – Não simboliza a morte. É a identificação dos espíritos que militam nas esferas da calunga pequena (cemitério).

– Flecha para cima – Símbolo da busca espiritual, do objetivo, do alvo a ser atingido. Símbolo dos falangeiros de Oxossi.

– Arco e Flecha – Símbolo dos falangeiros de Oxossi

– Fases da lua

Cheia – Símbolo da magia oculta, símbolo de Iemanjá

Crescente – Renovação de forças

Nova – Força plena

Minguante – descarrego ou pólo invertido

– Um Quadrado – O os 4 elementos (Água, Terra, Fogo e Ar).

– Espiral – Para fora indica chamamento de força, retirando demanda.

– Bandeira Branca com Cruz Grega Vermelha – Símbolo de Ogum.

– Coração com uma Cruz no Interior – Símbolo de Nanã.

– Traços Pequenos na Vertical (chuva) – Símbolo de Nanã.

– Folhas ou Plantas – Símbolos de Ossanha.

– Cruz Latina Branca – Cruz de Oxalá.

– Cruz Grega Negra – Com pedestal, símbolo de Omulu.

– Arco-íris – Símbolo de Oxumaré.

– Estrela Branca (Oriente) – Luz dos espíritos.

– Estrela Guia (com cauda) – Símbolo da capacidade de acompanhamento (Oriente).

– Um Oito Deitado (Lemniscata) – Símbolo do Infinito.

– Cordão com Nó ou um Pano – Símbolo das crianças.

– Conchas do Mar – Símbolo das crianças.

– Águas Embaixo do Ponto – Símbolo de Iemanjá (mar).

– Pequenos Traços de água – Símbolo de Oxum.

– Traço ou Linha Curva com Círculo nas Pontas – Símbolo de força, amarração e descarrego.

– Rosa dos Ventos – Chamamento de força ou descarrego.

– Palmeiras ou Coqueiros – Força dos Velhos

– Traço com Três Semicírculos nas Pontas – Descarrego e força também.

Existem muitas grafias utilizadas por nossos guias e essas são algumas mais comuns. Porém no Ponto riscado está o segredo e assinatura de cada entidade, aonde poderemos perceber símbolos ainda desconhecidos apresentados pelas mesmas.
Por isso cabe a nós o estudo e a avaliação, não só do Ponto riscado, mas da manifestação e da confirmação do Guia como um todo, onde tem que prevalecer sempre a energia que está vibrando.

Pontos Riscados

 

Fonte: http://aldeiapenabranca.blogspot.com.br/