Aroeira

A aroeira mansa é uma árvore de porte pequeno, que tem muitas propriedades em suas folhas e casca. Sendo usada para diversas aplicações, seja na forma de chá ou até de banhos e compressas.
Esta não deve ser confundida com as aroeiras brancas ou bravas, que causam efeitos adversos como a urticária, edemas e eritemas. Também são espécies de aroeira-mansa: aroeira do campo, almecegueira e lentisco, rasteira, mole e outras.

Historicamente a aroeira foi utilizada pelos jesuítas que, com sua resina, preparavam o Bálsamo das Missões , famoso no Brasil e no exterior. A planta inteira é utilizada externamente como antisséptico no caso de fraturas e feridas expostas.

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Propriedades terapêuticas
Anti-diarréica, antileucorreica, adstringente, balsâmica, diurética, emenagoga, purgativa, estomáquica, tônica, vulnerária, anti-inflamatória, fungicida e bactericida.

Indicações Terapêuticas
Azia, gastrite, febre, cistite, uretrite, diarreia, blenorragia, tosse, bronquite, reumatismo, íngua, dor de dente, gota e ciática.

As folhas da planta são balsâmicas e frequentemente usadas para curar feridas, erisipela, infecções cutâneas causadas por bactérias, entre outras. O chá das folhas é aplicado em compressas nesses casos. Assim também quando o caso é de doenças reumáticas, artrite, distensão de tendões, dores ciáticas e gota, sendo aplicadas massagens ou compressas e banhos bem quentes.

Em infusão ou decocção, este chá pode ajudar em casos de doenças como do trato urinário, problemas com os órgãos digestivos, diarreias entre outras.

Preparo do chá de aroeira
Uso interno:

Adicionar 100 gramas do pó das cascas de Aroeira em 1 Litro de água fervente, tomar 3 a 4 colheres de sopa ao dia. Pode-se adoçar com 01 colher de açúcar ou adoçante ou Fazer a decocção de um litro de água com 3 ou 4 pedaços (20 ou 30g) da casca de aroeira por 15 minutos e, depois de frio, deixar na geladeira e beber durante o dia.

Uso externo:

O chá pode ser usado em banhos e lavagens, de preferência mornos. Para preparar banhos: cozinha-se 1 litro de água com 25g de cascas da planta e toma-se um banho bem quente por quinze minutos, muito utilizado em casos de afecções de pele e reumatismo.

Para fins terapêuticos são utilizados as folhas, cascas e sementes da planta.

*IMPORTANTE: As informações aqui apresentadas tem objetivo de divulgar esta cultura popular, não dispensa, em hipótese alguma, orientações médicas.

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Melissa (Erva Cidreira)

Melissa – erva-cidreira (Melissa officinalis)

Cultivada pelas antigas civilizações, trata-se de planta medicinal utilizada na cura de insônias e estresse.

Com excelente sabor, a forma mais comum e indicada de consumo, é através de chás que ajudam a reduzir o estresse e a ansiedade, e consequente melhora na qualidade do sono.
Auxilia também na digestão, alivia o excesso de gases e proporciona bem-estar após pesadas refeições.

Atua também no combate a enxaquecas, cólicas menstruais e náuseas, e ainda oferece proteção à saúde cardiovascular.

 

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*IMPORTANTE: As informações aqui apresentadas tem objetivo de divulgar esta cultura popular, não dispensa, em hipótese alguma, orientações médicas.

Benjoim

Relaxante e Sedativo: Se por um lado possui ação estimulante e anti-depressiva, por outro lado, é relaxante e sedativo. Alivia a ansiedade, a tensão, o nervosismo e o stress. Funciona como regulador do sistema nervoso. É por isso que, em casos de depressão, dá uma sensação de bom humor e em casos de ansiedade e stress, causa relaxamento.
Anti-séptico e Desinfetante: Possui propriedades germicidas, bactericidas, fungicidas e anti-virais muito eficazes. A medida em que o seu fumo se espalha na queima, a área fica desinfetada. Quando aplicado externamente em feridas, impede a putrefação dos tecidos lesionados.
Diurético: Tem propriedades diuréticas, auxiliando a remoção de substâncias tóxicas do organismo através da urina. A micção também ajuda na redução da pressão arterial, remove o inchaço causado por retenção de líquidos e a melhora a digestão.
Carminativo e Anti-flatulento: O óleo de Benjoim tem propriedades carminativas e anti-flatulentes. Ele ajuda na remoção de gases do estômago e dos intestinos e alivia a inflação dos intestinos. Isto é devido aos seus efeitos relaxantes. Também relaxa a tensão muscular na região abdominal e ajuda a passar os gases para fora. Isso, ajuda na digestão e melhora o apetite.
Desodorizante: Por ser rico em aroma, é amplamente utilizado como desodorizante para a casa e para o corpo. Misturado com a água do banho e nos óleos de massagem e aplicado sobre o corpo, remove os maus odores e os germes causadores. Reza a lenda que no passado as mulheres, em algumas partes do mundo utilizavam-no para defumar os seus cabelos tornando-os perfumados.
Adstringente: Tem propriedades adstringentes que tonificam os músculos e a pele. Pode ser misturado com água e usado como um anti-séptico bucal. Auxilia também na redução de rugas na pele.
Expectorante: Possui ação expectorante, auxiliando no tratamento da tosse através da atuação benéfica no sistema respiratório. Alivia a congestão nasal. As suas propriedades tranquilizantes ajudam a relaxar e a induzir o sono em pacientes que não conseguem dormir devido a tosse e resfriado. Devido a esta propriedade, ele também é usado em bálsamos, cremes e vaporizadores.
Anti-inflamatório: Sua ação anti-inflamatória auxilia no tratamento de inflamações em casos de varíola, sarampo e erupções cutâneas. Atua no alívio de inflamações do sistema digestivo causada pela ingestão de comida picante em excesso.
Anti-reumático e Anti-artrítico: Quando utilizado na forma de óleo, estas são duas das propriedades mais utilizadas. Aplicado externamente, revela-se bom em casos de reumatismo e artrite , devido à rápida absorção do componente benzílico através dos poros da pele. Por isso é utilizado na elaboração de diversos bálsamos anti-artríticos.
Outros Benefícios: Previne e cura rachaduras da pele, feridas e estimula a secreção de enzimas e hormônios como a insulina a partir das glândulas endócrinas, diminuindo assim o nível de açúcar no sangue e atua na regulação de outras funções metabólicas.
Contra indicações: O benzeno e os seus derivados, apesar de serem altamente aromáticos, são tóxicos por natureza. Assim, a ingestão ou inalação em quantidade excessiva pode causar náuseas, vômitos, dores de cabeça e falta de oxigênio no sangue. Logo, o uso exagerado deve ser evitado.
Benjoim
*IMPORTANTE: As informações aqui apresentadas tem objetivo de divulgar esta cultura popular, não dispensa, em hipótese alguma, orientações médicas.

Ervas na Umbanda

Utilização de ervas em rituais religiosos

Ervas são organismos vivos e seu uso está presente em todas as religiões e rituais religiosos, desde sempre. Cada ser vivente possui pequena fagulha divina. Assim sendo, não é diferente aos pertencentes ao reino vegetal. Assim como ocorre com os animais e seres humanos, as plantas nascem, crescem, reproduzem e morrem.

As características energéticas (positiva ou negativa) das plantas são definidas pela vibração passada aos organismos a sua volta. Assim, uma erva é atribuída a um orixá por analogia vibratória. O correto uso de uma erva implica saber o nome da erva e o verbo atuante. Aqui, utilizamos a palavra “verbo” para se referir ao poder realizador divino, poder de transformação, e consequentemente magia. O propósito ou a intenção movimenta ou ativa o poder realizador da erva. Uma mesma erva pode possuir vários poderes realizadores, por exemplo a hortelã que possui ação antigripal, vermífuga, estimulante, refrescante, entre tantas outras. Assim, uma erva pode ser atribuída a vários orixás. Não necessariamente pela sua cor, formato ou aparência, mas pela sua vibração.

Em rituais religiosos, pode-se usar ervas frescas ou ervas secas. A erva fresca carrega em si a remanescência divina, o fator vegetal e o fator aquático, enquanto a erva seca carrega os fatores já mencionados, somado ao fator concentrador, pois sofre o processo de desidratação.

Qual é a melhor?

Como médiuns de umbanda e crentes na sabedoria de nossos guias, podemos entender que a melhor é aquela indicada por nossos guias ou protetores, de acordo com a necessidade, ou ainda a que está mais fácil de se obter. Devemos considerar também a  influência da lua na quantidade de água nas plantas. Em luas cheia e crescente haverá mais água nas folhas, e em lua nova e minguante, nas raízes.

Podemos classificar as ervas em: quentes ou agressivas, mornas ou equilibradoras e frias ou específicas. Não se trata de uma classificação com base na temperatura da erva, mas de acordo com sua atuação.

Ervas quentes ou agressivas carregam o poder de agredir estruturas energéticas negativas, densas. Dissolvem larvas astrais e miasmas. Por atuarem em regiões densas e muito próximas de nossa realidade (natureza humana e linhas de choque), são muito usadas por Exus. Seus verbos mais utilizados são: limpar, consumir, purificar, dissolver, descarregar.

Exemplos mais comuns de ervas quentes: cacto, urtiga, arruda, guiné, comigo-ninguém-pode.

Ervas mornas ou equilibradoras carregam o poder de equilibrar, tornar magneticamente receptivo e adequar o padrão energético. Reconstitui a aura que pode ter sido prejudicada por cargas negativas. Seus verbos mais utilizados são: equilibrar, manter, adequar, fluir, restaurar e energizar.

Exemplos mais comuns das ervas mornas são: hortelã, alevante, sálvia, alfazema, alecrim.

Ervas frias ou específicas tem o seu poder de atuação depois de limpar e de equilibrar. São usadas para mediunidade, para atrair bons fluidos, para prosperidade, para fitoterapia, etc.

Exemplos mais comuns de ervas frias são: rosa, anis, jasmim, malva, café, louro, melissa e manjericão.

Normalmente, as ervas carregam mais de um fator realizador, logo, podem ser ao mesmo tempo quente, morna e fria. Os padrões energéticos se complementam sem se anular. Por isso é comum misturar várias ervas na preparação de um banho, por exemplo. Ao utilizar uma (ou várias) ervas, considerem sempre o empenho da “intenção”. Sempre colocar intenção no uso de uma erva.

Entendemos por erva toda a planta: raiz, caule, folhas, frutos e sementes. Existem também as resinas, que são a seiva vegetal endurecida, extraídas da casca das árvores e muito usadas em defumações. Sabendo disso, estaremos mais qualificados para preparar nossos banhos, para entender o uso de uma defumação, entender o uso das ervas em um amaci, e o uso do fumo pelas entidades na Umbanda.

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