Criança em Gira de Esquerda

Crianças devem ou não participar de uma Gira de Esquerda ?

Antes de entrar nessa questão gostaria que você realmente soubesse o que é uma Gira de Esquerda segundo os nossos fundamentos.

Acesse o link : Linha da Esquerda na Umbanda.

Passado desse ponto (espero que tenha lido o artigo), vamos agora nos voltar ao tema.
Muitos dizem que não se deve levar crianças a linha da esquerda, pois geralmente nessa linha se usam bebidas, charutos cigarros e dependendo da Casa até alguns palavrões são ouvidos. Fora o ambiente mais escuro, com as imagens que convenhamos não são tão “belas”. Acredito que a soma desses fatores te coloca a pensar se realmente é um ambiente propício a se levar uma criança.
Mas sempre existe aquele contra ponto…
“Por acaso deixamos de levar nossas crianças para festas, churrascos, ou encontros de amigos, que contém cigarros, bebidas e etc ?!”

Bom isso tudo o que falamos é apenas o lado físico! Tudo o que vemos em nosso plano material.
Mas vocês já pensaram em como seria o plano espiritual durante uma Gira de Esquerda ?
Sabendo que os Exus e Pomba Giras são entidades de Luz, Guardiões que trabalham em plano espiritual mais denso e próximo ao nosso plano terrestre. Vamos analisar agora o que acontece onde não conseguimos enxergar.

Muitos além do que se pode ver

O mais comum dos pedidos que levam uma pessoa a visitar uma Gira de Esquerda, é relacionado ao emprego, amores não correspondidos, entre outros problemas terremos geralmente relacionados a bens materiais.
Mas o Trabalho de um Exu vai bem além disso, trabalhando nas trevas a serviço da Luz, eles lidam com todo tipo de espírito desencarnado, desenganado que vagam presos entre o mundo material e espiritual. Eles recolhem e amparam esses espíritos (de acordo com o querer de cada um) e os energizam encaminhando para a luz.

Em muitos trabalhos de esquerda, algumas pessoas chegam com a energia tão baixa e densa e quase sempre acompanhada de um espírito obsessor, que se alimenta dessa energia negativa. Durante a Gira da Casa essa pessoa será atendida, será orientada, e da mesma forma os Exus e Pomba Giras ali presentes, atenderam e orientaram esse espírito obsessor afim de que esse não permaneça nas trevas.

Durante qualquer trabalho espiritual em um Terreiro ou Casa de Umbanda (Candomblé, Kardecista, ou qualquer outro nome) esse local se torna um ponto de luz (no plano espiritual) atraindo todo tipo de espírito, que ali rodeiam a região. É como ascender uma lanterna em campo escuro, todos iram para perto dela. Nesse momento é que está a verdadeira atuação dos Guardiões (Exus e Pomba Giras),  protegem o terreiro e todos que estão dentro, e ao mesmo tempo acolhem aqueles que vierem em busca de ajuda. Claro que isso acontece da mesma forma em Giras de Caboclos, Baianos, e tantas outras linhas da Umbanda. Aí vem a pergunta, qual a diferença na Linha da Esquerda ?

Eu te respondo, junte tudo que você leu em um único ambiente. As imagens, as entidades, os obsessores, os obsediados, as ferramentas de trabalho (imagens, charutos, bebidas etc), as pessoas de baixa vibração, imagine tudo isso em único “espaço físico”, aí sim você terá ideia do que é uma Gira de Esquerda.

Todos os obsessores resgatados durante os trabalhos de esquerda, permanecem ali junto com todos até o “fim dos trabalhos” (pelo menos o fim dos trabalhos no nosso plano), e quando este termina o trabalho dos Guaridões ainda está mal começando. Pois estes são quem energizaram e encaminharam cada alma perdida que veio em busca de amparo e luz.

Conclusão

Um ambiente assim, não acrescentaria nada á uma criança. Não há motivos para que esta participe de um trabalho como esse. Expor uma criança a tantas energias densas e diferentes só fará mal a ela, pois a mesma ainda não tem preparo ou discernimento para entender o que ali se passa. Se muitos “adultos” ainda não entendem o real significado do trabalho de um Exu, quem dirá uma criança…

Claro que respeitamos a Doutrina de cada Casa, sempre existiram aqueles que permitem, e muitos iram discorda de nossa postura, mas esse é o nosso entendimento em ralação a esse assunto.

Um Forte abraço a todos!

Axé

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O que a Umbanda não faz?

O que a Umbanda não faz?

O que a Umbanda não faz? Esta é uma questão simples de ser respondida. A Umbanda não leva a vida de ninguém para trás. A Umbanda não aprisiona seus médiuns. A Umbanda não faz a maldade. A Umbanda não cultua o demônio. A Umbanda não propaga a discórdia e intrigas entres seus praticantes, entre terreiros e entre aqueles que procuram as Linhas de Trabalho umbandistas para curar os males de sua alma. Caso algum terreiro de Umbanda pratique algum dos atos descritos acima, não estamos nos referindo a um terreiro de Umbanda. Pode ser qualquer coisa, menos um terreiro de Umbanda.

A Umbanda edifica o ser humano. A Umbanda responde suas questões espirituais. A Umbanda prepara seus praticantes para serem homens de bem, seres humanos de respeito, honradez e honestidade. A Umbanda ensina a todos que a procuram a humildade, a caridade e o amor ao próximo. A prática dos rituais umbandistas são preparativos para a vida. Não há um só médium de Umbanda que não tenha em sua vida uma fonte de orgulho e alegria para sua existência atual e para a vida após a morte.

A Umbanda cria uma estrutura organizada para a manifestação dos espíritos em nosso plano material para agir em benefício da caridade. Cura as mais diversas doenças do espírito e dá sentido à vida e a existência humana. Na religião Umbanda, encaramos frente-a-frente nossos divinos Orixás, que estão vivos dentro de nós e que se manifestam dentro do terreiro. No terreiro de Umbanda, a dona de casa se transforma no rei de Oió, Xangô. O morador de rua traz em terra o guerreiro de Olorum, nosso Pai Ogum. O mais importante homem transforma-se no mais humilde ser através do preto velho. A Umbanda nos ensina a sermos reis, a sermos guerreiros, a quebrarmos demandas, a curar doenças espirituais, a prestar consulta espiritual e a sermos pessoas melhores, pois incorporamos a valentia do caboclo, a sabedoria do preto velho, a alegria da criança, o equilíbrio do marinheiro, a vida campestre e simples do boiadeiro, a animação e o conceito de clã dos ciganos, o amor incondicional de Oxum, a fé de Oxalá.

São incontáveis os benefícios da prática umbandista e não há como negá-los. O umbandista, o verdadeiro umbandista, que pratica os princípios do amor, da fé e da caridade e que incorpora não só as entidades, mas também seus conceitos e suas forças transforma-se de tal forma que seus familiares e seus amigos chegam a duvidar do poder da Umbanda.

Aqueles que acompanham a transformação do médium umbandista podem achar que aquilo é só uma fachada e que a primeira pedra atirada revelará sua verdadeira identidade. Porém, o umbandista não possui duas faces. O umbandista é o que é e sua transformação espiritual revela algo duradouro e próspero incentivando seus semelhantes à mesma prática. A Umbanda transforma o umbandista em um exemplo a ser seguido e suas ações, um modelo de conduta para toda a sociedade.

A Umbanda não é proselitista. Não obriga os necessitados a se converterem às correntes de Umbanda. Deixa esta decisão ao livre arbítrio daquele que conhece a religião. A Umbanda atende a ateus, católicos, judeus, protestantes. Com sua simplicidade de ritos e mensagens de alcance universal, a Umbanda abarca todos os tipos de pensamentos e se insere no seio das relações sociais sem atrapalhar os hábitos da população. Pelo contrário, a Umbanda realiza verdadeiro polimento dos hábitos de seus praticantes.

Deseja ser um bom líder em sua empresa? Seja um excelente médium dentro de seu terreiro. Aprenda com o preto velho que cada um possui o seu lugar e cada um possui uma necessidade específica. Quer ser um atleta confiante e vencedor? Aprenda com o caboclo a resiliência e com Exu a vitalidade do ser. Deseja manifestar a alegria de forma pura e espiritualizada? Incorpore os conceitos da Linha de Trabalho das Crianças e seja feliz.

Em uma gira de Umbanda, quando as pessoas necessitadas de auxílio espiritual são atendidas, o praticante da Lei de Umbanda mantém contato com suas próprias necessidades. Quantas vezes uma consulta espiritual não revela ao próprio médium suas dificuldades pessoais e ali, naquele momento, os guias lhe entregam um caminho viável para a solução de seus problemas? Inúmeras vezes. Quase sempre, diria eu. Não é à toa que a consulência traz aos médiuns umbandistas verdadeira escola da vida.

A Umbanda ensina, a Umbanda cura, a Umbanda transforma pessoas para o bem.

Em um terreiro de Umbanda só há lugar para a prática do bem. Em um terreiro de Umbanda só existe espaço para a luz de Deus, só há espaço para o poder dos Orixás e só há espaço para os ensinamentos das entidades. Todo e qualquer terreiro de Umbanda possui estes princípios como o norte das manifestações espirituais de seus praticantes. Se existe uma hierarquia é porque a espiritualidade a conduziu desta forma. O pai de santo é o médium iniciante que nunca desistiu. O iniciante é o futuro líder religioso que conduzirá as pessoas para o caminho da luz, para o caminho da vida espiritual. Nada levaremos daqui. Sequer uma moeda passará pelos portões do mundo pós vida. Só levaremos aquilo que edificamos em nosso espírito, que é imortal assim como é nosso Deus Olorum. Olorum, no alto de sua bondade, ofereceu aos seres humanos um caminho baseado na simplicidade da vida e que teve início em nosso anunciador, o Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Umbanda

Texto de Adérito Simões.

Vidas Passadas

Vidas Passadas

Por que Não Lembramos de Nossas Vidas Passadas?

Reencarnação

Para falar de esquecimento do passado, devemos entender de que passado estamos falando. Na Umbanda, no espiritismo (e diversas outras religiões) tem como uma de suas premissas, a sobrevivência da alma e sua passagem pelo plano material. Não vamos entrar aqui no mérito desta questão. Reencarnação e vida espiritual constituem sozinhas um tema inteiro de palestra. Assim, peço para aceitarem estes conceitos como verdadeiros, para que possamos entender o tema da palestra de hoje.

Assim, então, cada um de nós já esteve aqui, neste mesmo mundo, encarnado da mesma forma que hoje, apenas que com um corpo material diferente, filho de pais diferentes, em uma época e um local diferentes. Teve as mesmas necessidades materiais, diversos anseios, desejos e etc. Conviveu com diversas pessoas, tomou muitas decisões, cometeu erros, acertou outras vezes. Tudo isso aconteceu, diversas e diversas vezes, e somou experiência a cada um de nós, somou lições que são incorporadas e nunca perdidas.

Porque esquecemos?

Surge então, naturalmente, a todos nós a questão: Se eu passei por tudo isso, porque não me lembro de nada?

Deus, em sua imensa sabedoria, sabe muito bem o que é melhor para nós, como crianças espirituais que somos. Temos necessidades específicas, muitas delas nem sequer conhecemos ou gostamos. Todo pai sabe muito bem que tem que impor, certas vezes, coisas às crianças. Ninguém gosta de ver uma criança chorando, mas sabe que isso não é importante se o choro vem do fato dela ter tomado uma vacina. O pequeno mal causado a ela é, em muito, compensado pelos benefícios da imunização às doenças. Assim também age Deus conosco. Sabe que muitas coisas nos são necessárias, por isso no-las impõe.

O conhecimento excessivo pode ofuscar as pessoas. Tal como a uma criança, não se fala de morte, doença e etc. sem o devido cuidado e na correta medida, saber coisas do nosso passado pode ser muito doloroso, de nenhum proveito à nossa evolução.

Oportunidade de Remissão

Cada vida que passamos encarnados é uma oportunidade de redimir as faltas que cometemos. Somos colocados nas mesmas situações, frente a frente com as mesmas pessoas e locais, para podermos corrigir os erros e aprender a não comete-los mais. Se nos lembrássemos de todas as existências anteriores, teríamos uma vantagem injusta. Faríamos as coisas não porque aprendemos, mas apenas porque lembramos do erro. Não teríamos o mérito da atitude que tomamos, sem o qual não evoluímos efetivamente. Assim, Deus nos dá a chance de tentarmos de novo, mas não nos tira o mérito da boa ação.

Está tudo perdido ?

Também surge a questão: Não nos lembraremos mais do nosso passado?
Devemos nos lembrar que a vida principal é a do espírito, que cada encarnação é apenas um processo de aprendizado, mas que sempre voltamos ao plano maior. É assim que, após cada encarnação, quando do outro lado da vida, lembramo-nos das existências anteriores, como quem lembra cada ano passado na escola. Claro que a lembrança completa de todas as existências só ocorrerá quando estivermos bastante evoluídos, pois a pessoa não deixa de ser em nada o que ela é apenas por ter alterado seu estado, de modo que nem todos estão prontos para suportar, mesmo que desencarnados, as revelações do passado.

Assim, o espírito só tem lembrança de alguns fatos mais relevantes de suas existências, fatos estes que ele usa para definir como será sua próxima existência, escolhendo os problemas, situações, pessoas que conhecerá e demais dados, visando sempre seu aprendizado e aprimoramento. Não se importa com as dificuldades, prefere-as mesmo, pois sabe que elas o levarão adiante.

E Nesta Existência

Nova pergunta nos aparece, então: Toda a nossa experiência, tudo o que passamos, é perdido a cada nova encarnação?
Se olharmos o esquecimento do passado sem o devido cuidado, podemos pensar que sim.

Já que ele diz que esquecemos de tudo, então tudo o que aprendemos foi perdido, temos que aprender tudo de novo.

A experiência de vida nos prova o contrário. Quem nunca ouviu falar daquelas crianças que são pequenos gênios, que sem que ninguém ensinasse nada, ou com um pequeno aprendizado, são capazes de fazer coisas como se fossem adultos?
De onde viria esta experiência, senão de vidas passadas.

Porque dois irmãos, criados na mesma casa, expostos aos mesmos estímulos, educados da mesma forma, podem ser tão diferentes entre si?

Acontece que o passado está esquecido, sim, mas não perdido. Está gravado em nossa mente num local que não nos permite ir lá e lembrar o que houve, mas permite usar aquilo para o nosso bem. É o nosso subconsciente. Assim, a voz intuitiva de nossa consciência, é muitas vezes a lembrança adormecida e escondida do nosso passado que vem à tona para refrear nossos erros do presente.

Assim também ocorre com as pessoas que convivemos. Todos nós não temos aqueles com quem nós afinamos imediatamente? Não temos aquela pessoa que conhecemos no trabalho, vizinha da nova casa ou até mesmo no ônibus, e imediatamente gostamos? Não temos aqueles que queremos estar sempre juntos deles, mesmo que sem saber o porque? E não há o inverso? Aqueles que imediatamente não gostamos? Que tudo o que fazem parece errado?

Pois bem estes são os amigos e inimigos do passado que reencontramos. Não nos lembramos deles, até porque podem estar bem diferentes do que eram. Mas guardamos lá dentro de nós o secreto conhecimento de sua existência, e dos motivos que temos para estarmos juntos de novo.

Lembrar do Passado Ajuda ?

Outro aspecto interessante ocorre quando pensamos o que faríamos com o conhecimento do passado, se lembrássemos de tudo? Todos devem conhecer todos os aspectos da vida. Assim, todos passam por etapas como ricos, pobres, saudáveis, doentes e etc. Não importa como vivemos, e sim o que fazemos de nossas vidas. Mas cá entre nós, quem não gostaria de saber que já foi rei?

Não seria bom, quando conversasse com outra pessoa, mencionar, assim por cima, que já governamos todo um reino. Que tínhamos mil serviçais ao nosso dispor, para atender todos os nossos desejos. Não seria bom?

Claro que seria, mas isso seria útil? Aí está a grande questão. Deus respeita nossa vontade, através do livre arbítrio, mas quer o melhor para nós, impõe-nos limites para evitar que nosso orgulho e vaidade nos atrapalhe. Responda-me você, como se sentiria, sabendo que já foi rainha um dia, na hora de lavar roupa? Lembrando, enquanto toma o ônibus lotado, que houve época em que homens fortes lhe carregavam para todo lado onde fosse? Será que ajuda ou atrapalha?

E não são só as coisas boas não. Imagine então como se sentiria ao falar com alguém que você soubesse que matou em outra vida? Não se sentiria humilhado? Não ficaria imaginando se ele não quereria vingança? Não teria sua consciência lhe cobrando o tempo todo?

Orgulho e humilhação. Estes seriam os resultados destas lembranças. Em nada ajudariam para nossa evolução. Só atrapalhariam. Deus sabe o que faz.

Vidas Passadas

Estamos Sempre Juntos

Se encarnamos, como já dissemos, é para aprender coisas novas e corrigir os erros do passado. Por isso estamos sempre cercados daqueles com quem convivemos em outras vidas. Mas seria fácil perdoar uma pessoa que nos fez um grande mal no passado, mesmo que hoje fosse alguém próximo, como um pai, um irmão ou mesmo um filho?

Voz da Consciência

Deus nos deu o que realmente necessitamos. É a capacidade de saber o que é certo e errado. Tira-nos a lembrança do passado, que em nada nos auxilia. É aquilo que chamamos de consciência, é a lembrança interior do que fizemos, é dela que precisamos. Assim, não importa saber quem fomos ou o que fizemos em outras vidas. O que importa é aproveitar o tempo de encarnado, que é curto e raro, para corrigir nossas más tendências, nossos defeitos. Sim porque mudar maus hábitos é coisa difícil e complicada. Não é de um dia para outro que paramos de fumar, de comer demais, de falar mal do próximo, de ser preguiçosos.

Ninguém se torna santo de um dia para o outro. É um trabalho árduo, difícil, lento, que começa com a atitude, e que com a repetição dessa atitude torna-se um hábito, e que com mais repetição torna-se sentimento, para aí sim incorporar-se de modo definitivo.

Podemos Lembrar?

Finalmente, uma última questão nos surge: Podemos lembrar, de alguma forma, do passado? A resposta é sim. Antes, devemos considerar que Deus só quer o melhor para nós. Em função disso, Ele sabe que, algumas vezes, uma pequena revelação aqui, um clarão do passado ali, podem auxiliar alguém que esteja perdendo o rumo, que não esteja ouvindo bem o que sua consciência lhe diz. Tudo sempre com um propósito definido, e não para apenas suprir curiosidade sem uso prático.

Isso significaria que nunca poderíamos saber de nada. Os tempos atuais mostram que não é bem assim. Como já disse, Deus, em seu infinito amor e bondade, respeita nossa vontade, até quando queremos algo que pode nos prejudicar. Ele indica o caminho, mas os passos são sempre nossos. Com o aumento do conhecimento da ciência, naturalmente o homem vai entrando em caminhos antes intransponíveis. Hoje temos técnicas desenvolvidas por médicos e psicanalistas, conhecidas como “Regressão a Vidas Passadas” que permitem ir muito além do que normalmente seria possível.

As pessoas que estão envolvidas nestes processos nem sempre são tão esclarecidas quanto às verdades e necessidades do indivíduo perante sua vida espiritual, de modo que podem fornecer revelações nem sempre úteis para as pessoas. É bom, ou é ruim? Só Deus e a pessoa que passa por isso é que pode dizer. Não podemos julga-los, mas se pensarmos um pouco no que já foi discutido, da utilidade de saber de detalhes das outras vidas, vamos concluir que este conhecimento deve ter limites, do contrário ficaremos ofuscados com a verdade.

Olha o Teu Presente

Para aqueles que tiverem curiosidade de saber o que foram no passado, mas não queiram enfrentar as conseqüências do excesso de informação, os livros da codificação nos dão uma dica preciosa. Preciosa porque é baseada em informações que já temos, portanto sem medo de saber o que não é bom. O Espírito da Verdade nos diz, literalmente: “Se queres saber como foi teu passado, olha teu presente, tudo o que passas hoje é resultado do que fizestes ontem”.

Como é isso então? Basta lembrar das Leis de Deus, da Lei de Causa e Efeito e da Lei de Justiça. A primeira diz que tudo o que fazemos tem um efeito, se fazemos coisas boas, resultam em coisas boas, se fazemos coisas não tão boas, resultam em coisas não tão boas.

A segunda garante que tudo o que fizemos, de bom ou de mau, retornará para nós na exata medida. Ora, olhemos nossa vida, que nos acontece de ruim? Foram as coisas ruins que fizemos. Que nos acontece de bom? Foram as coisas boas que fizemos. O que gostamos de fazer? Foram as coisas que mais fizemos no passado. O que não gostamos de fazer? Foram as coisas que falhamos no passado. O que nos acontece sempre e sempre? É a lição que não aprendemos e somos expostos para gravar. O que nunca nos acontece? São as lições aprendidas, que não precisam mais ser repetidas.

Conclusão

O passado é bom, porque nos trouxe até aqui, onde estamos hoje. De acerto em acerto, de erro em erro, foi o que nos fez o que somos hoje. E se devemos aprender a nos amar, a nos aceitar como somos, devemos então aceitar nosso passado. Mas o melhor do passado é onde ele está, no passado, fechado aos nossos olhos até o momento em que poderemos encara-lo. Assim, olhar para ele para evitar cair em nossos erros é bom, mas nosso foco deve ser sempre o Futuro. Se Deus preferiu esconder de nós, Ele, o Criador do Universo, o Pai Amoroso, o Princípio Fundamental de todas as coisas, então é porque isso é melhor para nós. Devemos pois aprender a aceitar Seus desígnios, entender o que ele quer de nós, e fazer isso, pois melhor não há.

Palestra “Esquecimento do Passado” – 16/Nov/1996 – Ednilsom Montanhole
Fonte: http://www.espirito.org.br

Ervas na Umbanda

Utilização de ervas em rituais religiosos

Ervas são organismos vivos e seu uso está presente em todas as religiões e rituais religiosos, desde sempre. Cada ser vivente possui pequena fagulha divina. Assim sendo, não é diferente aos pertencentes ao reino vegetal. Assim como ocorre com os animais e seres humanos, as plantas nascem, crescem, reproduzem e morrem.

As características energéticas (positiva ou negativa) das plantas são definidas pela vibração passada aos organismos a sua volta. Assim, uma erva é atribuída a um orixá por analogia vibratória. O correto uso de uma erva implica saber o nome da erva e o verbo atuante. Aqui, utilizamos a palavra “verbo” para se referir ao poder realizador divino, poder de transformação, e consequentemente magia. O propósito ou a intenção movimenta ou ativa o poder realizador da erva. Uma mesma erva pode possuir vários poderes realizadores, por exemplo a hortelã que possui ação antigripal, vermífuga, estimulante, refrescante, entre tantas outras. Assim, uma erva pode ser atribuída a vários orixás. Não necessariamente pela sua cor, formato ou aparência, mas pela sua vibração.

Em rituais religiosos, pode-se usar ervas frescas ou ervas secas. A erva fresca carrega em si a remanescência divina, o fator vegetal e o fator aquático, enquanto a erva seca carrega os fatores já mencionados, somado ao fator concentrador, pois sofre o processo de desidratação.

Qual é a melhor?

Como médiuns de umbanda e crentes na sabedoria de nossos guias, podemos entender que a melhor é aquela indicada por nossos guias ou protetores, de acordo com a necessidade, ou ainda a que está mais fácil de se obter. Devemos considerar também a  influência da lua na quantidade de água nas plantas. Em luas cheia e crescente haverá mais água nas folhas, e em lua nova e minguante, nas raízes.

Podemos classificar as ervas em: quentes ou agressivas, mornas ou equilibradoras e frias ou específicas. Não se trata de uma classificação com base na temperatura da erva, mas de acordo com sua atuação.

Ervas quentes ou agressivas carregam o poder de agredir estruturas energéticas negativas, densas. Dissolvem larvas astrais e miasmas. Por atuarem em regiões densas e muito próximas de nossa realidade (natureza humana e linhas de choque), são muito usadas por Exus. Seus verbos mais utilizados são: limpar, consumir, purificar, dissolver, descarregar.

Exemplos mais comuns de ervas quentes: cacto, urtiga, arruda, guiné, comigo-ninguém-pode.

Ervas mornas ou equilibradoras carregam o poder de equilibrar, tornar magneticamente receptivo e adequar o padrão energético. Reconstitui a aura que pode ter sido prejudicada por cargas negativas. Seus verbos mais utilizados são: equilibrar, manter, adequar, fluir, restaurar e energizar.

Exemplos mais comuns das ervas mornas são: hortelã, alevante, sálvia, alfazema, alecrim.

Ervas frias ou específicas tem o seu poder de atuação depois de limpar e de equilibrar. São usadas para mediunidade, para atrair bons fluidos, para prosperidade, para fitoterapia, etc.

Exemplos mais comuns de ervas frias são: rosa, anis, jasmim, malva, café, louro, melissa e manjericão.

Normalmente, as ervas carregam mais de um fator realizador, logo, podem ser ao mesmo tempo quente, morna e fria. Os padrões energéticos se complementam sem se anular. Por isso é comum misturar várias ervas na preparação de um banho, por exemplo. Ao utilizar uma (ou várias) ervas, considerem sempre o empenho da “intenção”. Sempre colocar intenção no uso de uma erva.

Entendemos por erva toda a planta: raiz, caule, folhas, frutos e sementes. Existem também as resinas, que são a seiva vegetal endurecida, extraídas da casca das árvores e muito usadas em defumações. Sabendo disso, estaremos mais qualificados para preparar nossos banhos, para entender o uso de uma defumação, entender o uso das ervas em um amaci, e o uso do fumo pelas entidades na Umbanda.

ervas